terça-feira, 30 de junho de 2009

Adoniran e Elis. São Paulo, 1978.


Adoniran Barbosa nasceu em 06 de agosto de 1910, em Valinhos, SP. Foi um colecionador nato de apelidos. Seu verdadeiro nome era João Rubinato - mas cada situação por ele vivida o transformava num novo personagem, numa nova história.

Ele nos conta a vida de um típico paulistano, filho de imigrantes italianos: A sobrevivência do paulistano comum numa metrópole que corre, range e solta fumaça por suas ventas. Através de suas músicas, canta passagens dessa vida sofrida, miserável, juntando o paradoxo bom humor / realidade - para quê lamúrias?

Tirou de seu dia a dia a idéia e os personagens de suas músicas. Iracema nasceu de uma notícia de jornal - quando uma mulher havia sido atropelada na Avenida São João.

Adoniran nasceu e morreu pobre - todo o dinheiro que ganhou gastou ajudando ou comemorando sucessos com os amigos - seu combustível era a realidade - porque então querer viver fora dela? Talvez imaginasse que o valor maior de suas canções eram interpretações como as de Elis ou Clara Nunes.

Foi um também um grande colecionador de amigos, com seu jeito simples de fala rouca, contador nato de histórias, conquistava o pessoal do bairro, dos freqüentadores dos botecos onde se sentava para compor o que os cariocas reverenciaram como o único e verdadeiro samba de São Paulo. Mais do que sambista, Adoniran foi o cantor da integridade.

Encontro de Adoniran Barbosa e Elis Regina. Músicas: "Iracema", "Um samba no Bexiga" e "Saudosa Maloca". Bar da Carmela no Bairro do Bexiga, São Paulo 1978.

Ao nosso "chicófilo" Fred Benevides, Chico Alves



Francisco de Morais Alves nasceu no Rio de Janeiro RJ em 19 de Agosto de 1898. Filho de portugueses, nasceu na rua Conselheiro Saraiva, no centro, sendo criado nos bairros da Saúde, Estácio e Vila Isabel. Seu pai tocava alguns instrumentos e era dono de botequim. Cursou apenas a escola primaria e desde cedo interessou-se pela música. Da irmã Nair ganhou uma guitarra e as primeiras lições. Começou sua carreira de cantor em abril de 1918, na Companhia de João de Deus-Martins Chaves. Depois ingressou na Companhia de Teatro São José, do empresário José Segreto.

Em 1919, para o Carnaval de 1920, levado por Sinhô, gravou na etiqueta Popular (recém-fundada por Paulo Lacombe e João Batista Gonzaga, suposto filho de Chiquinha Gonzaga) dois discos com a marcha O pé de anjo e os sambas Fala meu louro e Alivia estes olhos, todas de Sinhô. Ganhava a vida como motorista de praça, apresentando-se como cantor-ator secundário de revistas musicais. Casou-se em 1920 com Perpétua Guerra Tutóia, de quem logo se separou. No mesmo ano conheceu a atriz-cantora Célia Zenatti, sua companheira por 28 anos. Em 1924 gravou para o Carnaval dois discos na Odeon, com o samba Miúdo (Sebastião Santos Neves) e as marchas Não me passo pra você e M.lle. Cinema (ambas de Freire Júnior). Voltou em 1927 a Odeon na qual rapidamente gravou 11 discos com 19 músicas ainda no sistema mecânico, com destaque para Cassino Maxixe (primeira versão de Gosto que me enrosco) e Ora vejam só, sambas de Sinhô. Em julho de 1927, quando a Odeon inaugurou no Brasil o sistema elétrico de gravações, foi o interprete da marcha Albertina e do samba Passarinho do má (ambas de Duque), as duas faces do primeiro disco produzido eletricamente, o Odeon 10.001. Em 1928 passou a gravar concomitantemente na Parlophon, subsidiaria da Odeon, utilizando o apelido de Chico Viola. Em fevereiro de 1929 fez sua estreia no radio, apresentando-se na Rádio Sociedade. Seus discos começaram a sair em profusão e sem tardar alcançou o topo do qual jamais saiu até falecer. Só em 1928 e 1929 gravou quase 300 musicas de reconhecida qualidade. Interpretou todos os gêneros e foi quem mais gravou em toda a historia dos discos de 78 rpm no Brasil: 526 discos com 983 musicas. Como compositor deixou cerca de 132 musicas, sendo seu forte a melodia.

Em 1928 fez na Parlophon o primeiro registro da canção A voz do violão, melodia sua e versos de Horácio Campos, grande sucesso, tanto que a regravou em 1929, 1939 e 1951. Nesse ano também lançou de Sinhô os sambas A favela vai abaixo, Ora vejam só (segunda matriz) e Não quero saber mais dela, em dueto com Rosa Negra, e de Pixinguinha com letras de Cícero de Almeida os sambas Festa de branco e Samba de nego, bem como a modinha Malandrinha, de Freire Júnior, e a canção Lua nova, sua e de Luís Iglesias. Nos anos de 1929 e 1930, de campanha presidencial, foi quem mais gravou canções de conteúdo político, como em 1929, o samba É sim senhor e a marcha Seu doutor (ambos de Eduardo Souto), a marcha Seu Julinho vem (Freire Júnior), e, em dueto com Araci Cortes, o samba É no toco da goiaba (Eduardo Souto e José Jannyni). No Carnaval de 1930 obteve notável êxito com a marcha Dá nela (Ary Barroso). Outro sucesso memorável foi sua gravação do Hino a João Pessoa (Eduardo Souto e Osvaldo Santiago), antes da revolução de outubro desse ano, durante o qual também excursionou pela primeira vez ao exterior, apresentando-se em Buenos Aires, Argentina, com a companhia de revistas musicais de Jardel Jercolis.

Na volta a Odeon reuniu-o a Mário Reis, por sugestão sua, para cantarem em dupla, estreando com os sambas Deixa essa mulher chorar (Brancura) e Qua-qua-quá (Lauro dos Santos), êxitos no Carnaval de 1931. A dupla durou ate o final de 1932 e deixou 12 discos com 24 gravações importantes, entre as quais o samba Se você jurar (1931), com Ismael Silva e Nilton Bastos, Marchinha do amor (1932), de Lamartine Babo, a marcha Formosa (Carnaval de 1933), de Nássara e J. Rui, e Fita amarela (Carnaval de 1933), de Noel Rosa.

Em 1931 gravou entre outros sucessos a versão da valsa Dançando com lagrimas nos olhos (Joe Burke e Lamartine Babo), a modinha Deusa (Freire Júnior) e o samba Mulher de malandro (Heitor dos Prazeres), no Carnaval de 1932, primeiro prêmio no primeiro concurso oficial de musicas carnavalescas. Ainda nesse ano lançou o samba Gandaia (seu com Ismael Silva) e Para me livrar do mal (Ismael e Noel Rosa) e começou sua parceria com Orestes Barbosa, apenas letrista, com a canção Meu companheiro, que produziu 14 composições ate 1934. Em 1933 gravou de Noel Rosa os sambas Fita amarela, já referido, Pra esquecer, Feitio de oração (com Vadico) em dueto com Castro Barbosa, Não tem tradução, entre outros, bem como a marcha junina Cai, cai balão (Assis Valente), com Aurora Miranda em sua estreia no disco, a rumba Garimpeiro do Rio das Garças (João de Barro), a canção Pálida morena (Freire Júnior). Nesse ano, o locutor César Ladeira deu-lhe o slogan de Rei da Voz. Em 1934 transferiu-se para a RCA Victor, na qual ficou ate 1937. Passou a dirigir um programa na Radio Cajuti, nele 1ançando o cantor Orlando Silva, que se tornaria seu grande rival junto ao publico. Ainda em 1934 gravou a valsa A mulher que ficou na taça (sua com Orestes) e fez aquele que seria seu único disco com Carmen Miranda, com a marcha Retiro da saudade (Noel Rosa e Nássara). Tinha se iniciado de certa forma no cinema em Voz do Carnaval (1933), de Ademar Gonzaga, no qual foi aproveitada apenas sua voz tirada de discos. Em 1935 estreia de fato na tela em Alô, alô Brasil, de Wallace Downey, João de Barro e Alberto Ribeiro, a que se seguiriam os filmes Alo, alo Carnaval, de Ademar Gonzaga (1936), Laranja da China (1940), de J. Rui, e Samba em Berlim (1943), Berlim na batucada (1944), Pif-paf (1945), Caídos do céu (1946) e Esta e fina (1948), todos de Luís de Barros.

No Carnaval de 1935 lançou o samba Foi ela (Ary Barroso) e a marcha Grau dez (Ary e Lamartine) e depois o samba Na virada da montanha (mesma parceria). Depois de vários anos, e pela ultima vez, atuou no teatro musicado na bem sucedida burleta Da favela ao Catête, de Freire Júnior. No Carnaval de 1936 lançou as marchas Manhas de sol (João de Barro e Alberto Ribeiro), Uma porta e uma janela (Nássara e Roberto Martins), A.M.E.I. (Nássara e Frazão), os sambas É bom parar (Rubens Soares) e Me queimei (Nássara e Valfrido Silva) e no meio do ano o samba Favela (Roberto Martins e Valdemar Silva). Nas festas juninas foi muito cantada a marcha Pula a fogueira (Getúlio Marinho e João Bastos Filho). Nesse ano apresentou-se na Radio El Mundo, de Buenos Aires, por dois meses, tendo levado Alzirinha Camargo e Benedito Lacerda, e também publicou sua autobiografia Minha vida, minha vida. Em 1937 gravou o samba-canção Serra da Boa Esperança (Lamartine Babo). Em 1938, no Carnaval pernambucano, marcou sucesso com as gravações dos frevos Ui, que medo eu tive! (Anibal Portela e José Mariano) e Júlia (Capiba) e, no Carnaval carioca, com os sambas Ando sofrendo (Roberto Martins e Alcebíades Barcelos) e Vão pro Scala de Milão (Ary Barroso). Nos gêneros sentimentais, lançou o samba-canção A única lembrança (Ary Barroso) e a canção Meu romance (Saint-Clair Senna).

Em 1939 registrou as valsas Diga-me e Minha adoração (ambas de Nelson Ferreira) e Valsa dos namorados (Silvino Neto) e o gênero a que se chamou "samba-exaltação" com Aquarela do Brasil (Ary Barroso), designado no selo do disco "cena brasileira". Transferiu-se para a Columbia e gravou nesse gênero Brasil! (Benedito Lacerda e Aldo Cabral), em dueto com Dalva de Oliveira, 1939; Onde o céu azul e mais azul (João de Barro, Alberto Ribeiro e Alcir Pires Vermelho), 1940; Canta Brasil! (Alcir e Davi Nasser), 1941; Bahia com H (Denis Brean), 1947; São Paulo, coração do Brasil (com Davi Nasser), 1951, e outros. Em 1940 lançou no Carnaval a marcha Dama das Camélias (Alcir e João de Barro) e os sambas Solteiro e melhor (Rubens Soares e Felisberto Silva) e Despedida de Mangueira (Benedito Lacerda e Aldo Cabral). Em 1941 lançou os sambas carnavalescos Poleiro de pato e no chão (Rubens Soares) e Eu não posso ver mulher (Osvaldo Santiago e Roberto Roberti) e a valsa Eu sonhei que tu estavas tão linda (Francisco Matoso e Lamartine Babo).

Depois de atuar em diversas emissoras, fixou-se a partir de 1941 na Radio Nacional ate falecer. Seu programa dos domingos ao meio-dia, Quando os Ponteiros se Encontram, apresentado pela locutora Lúcia Helena, obteve maciça audiência em todo o Brasil. Em 1942 foi um dos vencedores do Carnaval com Sandália de prata (Alcir e Pedro Caetano) e, na musica romântica, lançou as valsas Carnaval da minha vida (Benedito Lacerda e Aldo Cabral) e Capela de São José (Marino Pinto e Herivelto Martins). Em 1943 gravou as versões dos foxes-canções Beija- me muito (Consuelo Velasques e Davi Nasser) e O amor e sempre amor (Hupfeld e Jair Amorim), e a valsa- bolero A mulher e a rosa (Alcir e Davi Nasser) e, em 1944, no Carnaval, a marcha Eu brinco (Pedro Caetano e Claudionor Cruz) e o samba Odete (Herivelto Martins e Waldemar de Abreu), com o Trio de Ouro.

Em tempo de guerra gravou Canção do expedicionário (Espártaco Rossi e Guilherme de Almeida) e varias versões. Em 1945 seus sucessos no Carnaval foram o samba Isaura (Herivelto Martins e Roberto Roberti) e Que rei sou eu? (Herivelto e Valdemar da Ressurreição); em 1946, a marcha Palacete no Catête (Herivelto e Ciro de Sousa) e o samba Vaidosa (Herivelto e Artur Morais); depois, o samba Fracasso (Mário Lago) e as regravações da canção Minha terra (Valdemar Henrique) e do fox-canção O cigano (Marcelo Tupinambá e Gastão Barroso). Em 1947, no Carnaval, fez sucesso com o samba Palhaço (Herivelto e Benedito Lacerda) e depois com Cinco letras que choram (Adeus) (Silvino Neto), Bahia com H, já referido, e os sambas-canções Nervos de aço (Lupicínio Rodrigues) e Caminhemos (Herivelto Martins); em 1948, o samba Falta um zero no meu ordenado (Ary Barroso e Benedito Lacerda). Vieram então os sambas-canções Quem ha de dizer (Lupicínio e Alcides Gonçalves), Esses moços (Lupicínio) e Madrugada (Herivelto e Evaldo Rui). Em 1949 foram sucessos carnavalescos os sambas Maior e Deus (Felisberto Martins e Fernando Martins) e a marcha Pode matar que e bicho (sua com Haroldo Lobo e Nilton de Oliveira) e, em 1950, foi muito cantado o samba A Lapa (Herivelto e Benedito Lacerda); lançou ainda os sambas-exaltação Forasteiro e Aquarela mineira (ambos de Ary Barroso) e o samba Maria Rosa (Lupicínio Rodrigues). Em 1951, foi a vez dos sambas Deus lhe pague (Polera, André Penazzi e Davi Nasser) e Lili (Haroldo Lobo e Davi Nasser), das marchas Holandesa (Davi Nasser e Haroldo Lobo), com Dalva de Oliveira e Retrato do velho (Haroldo Lobo e Marino Pinto) e do samba-exaltação São Paulo, coração do Brasil (com Davi Nasser). A parceria com Davi Nasser, iniciada em 1940, resultou em 20 composições e um livro de bolso biográfico, escrito por Davi, Chico Viola, publicado em 1966. Em 1952, no Carnaval, teve muito êxito com a marcha Confete (Jota Júnior e Davi Nasser).

Faleceu em Pindamonhangaba SP em 27 de Setembro de 1952, num desastre de automóvel na Via Dutra, quando o Buick que dirigia recebeu o choque de um caminhão na contramão.

No vídeo: AMEI - Francisco Alves

Extraido do filme Alô, Alô Carnaval - Cinédia -1936

GRAVAÇÃO ORIGINAL:

Título: AMEI
Gênero: MARCHA
Autores: ANTÔNIO NÁSSARA E ERATÓSTENES FRAZÃO
Intérprete: FRANCISCO ALVES
Acompanhamento: DIABOS DO CÉU
Gravadora: VICTOR
Número do disco: 34.033-b
Número da matriz: 80078-1
Data de gravação: 07/01/36
Data de lançamento: fev.1936
Categoria: Música



domingo, 28 de junho de 2009

Michael Jackson e Paul McCartney

Say, say, say.

O Vigilante Rodoviário

O pioneiro seriado brasileiro O Vigilante Rodoviário foi criado, dirigido e produzido pelo cineasta Ary Fernandes para TV brasileira e exibido na década de 60 pela TV Tupi.

Desde criança, Fernandes sentia falta de um herói 100% brasileiro. A criação da série , foi a realização deste antigo sonho.

A escolha do tema, foi a admiração que ele próprio nutria pela Polícia Rodoviária e pela simpatia que a população sentia por este orgão.

Através da série O Vigilante Rodoviário, o nome do Brasil despontou como o 1º país na América Latina e o 4º país no mundo a produzir série em película para TV.

Foi ao ar pela primeira vez em 03 de janeiro de 1962", na Rede Tupi Canal 4 numa (4ª) quarta-feira, às 20:05pm" após o telejornal Repórter Esso, e patrocinado pela Nestlé do Brasil.

Durante a década de 70 este seriado foi reexibido pela Globo. Até então, a Rede Globo (TV aberta) era a única emissora que havia reprisado a série, contrariando o que se publicou na mídia e na internet por muitos anos.

No total foram 38 episódios, nos quais os personangens Inspetor Carlos, interpretado por Carlos Miranda, e seu cão Lobo, lutavam contra o crime à bordo de uma motocicleta Harley-Davidson 1952 ou de um Simca Chambord 1959, na Rodovia Anhangüera onde a maior parte dos episódios foi filmado devido ao clima que se apresenta ensolarado grande parte do ano, fator fundamental para as filmagens externas.

No de 2008, Ary Fernandes e sua empresa PROCITEL - Produções Cine Televisão LTDA , firmaram parceria com o Canal Brasil/(GLOBOSAT) para uma nova temporada deste grande sucesso da TV brasileira.

E assim desde, 09 de março de 2009, segunda-feira às 20:30h, (reapresentações todas as 3ªs feiras as 15:30hs e domingos as 11:00hs) a série O Vigilante Rodoviário vai ao ar pelo Canal Brasil.

Lista dos 38 episódios

A história do Lobo
Os cinco valentes
O recruta
Bola de meia
O ventríloquo
Extorsão
Jogo decisivo
Pânico no ringue
Zuni, o potrinho
A orquídea glacial
Remédios falsificados
Os romeiros
A repórter
Diamante Gran Mongol
O fugitivo
Aventura em Ouro Preto
Chantagem
O homem do realejo
A eleição
A pedreira
O pagador
O sósia
Aventuras do Tuca
O invento
Terras de ninguém
O rapto do Juca
Aventura em Vila Velha
Pombo-correio
Ladrões de automóveis
O suspeito
O garimpo
A fórmula de gás
Café marcado
O assalto
O mágico
Mapa histórico
O mordomo
Mistério do Embu

De onde vem a expressão... Por Alfredo Ossian.

AÍ DE ONDE VEM A EXPRESSÃO...


A TOQUE DE CAIXA


A PALAVRA CAIXA, AQUI, ESTÁ RELACIONADA COM OS INTRUMENTOS DA FAMÍLIA DO TAMBOR. TOQUES DE CAIXA COSTUMAVAM PRECEDER AS PROCLAMAÇÕES REAIS. EM PORTUGAL, ONDE SE ORIGINOU A EXPRESSÃO, QUANDO ALGUÉM ERA EXPULSO DE UMA CIDADE, RUFAVAM OS TAMBORES E O CIDADÃO TINHA QUE IR EMBORA RAPIDAMENTE , OU SEJA, A TOQUE DE CAIXA.


DEU ZEBRA


CAMPEONATO CARIOCA DE 1964. A PORTUGUESA DO RIO PEGA O VASCO, FAVORITO. GENTIL CARDOSO, TÉCNICO DA LUSA, PREVÊ RESULTADO TÃO IMPOSSÍVEL COMO O SORTEIO DA ZEBRA NO JOGO DO BICHO – O ANIMAL NÃO FIGURA NO ROL. “ HOJE VAI DAR ZEBRA” , DIZ GENTIL. A PORTUGUESA GANHA E A EXPRESSÃO PEGA NA HORA, DEU ZEBRA; ACONTECEU O INESPERADO.

Alfredo Ossian.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Michael Jackson morre aos 50 anos


O cantor Michael Jackson morreu nesta quinta-feira (25), afirma o jornal "Los Angeles Times", segundo fontes da cidade, e a rede de TV norte-americana NBC.

Neste momento, centenas de pessoas fazem plantão em frente ao hospital UCLA Medical Center, para onde o artista foi levado após sofrer um ataque cardíaco na tarde de hoje.

Paramédicos afirmam que Jackson não respirava no momento do resgate. A rede de TV CNN diz que o cantor está em coma.

Ele foi levado ao hospital em Los Angeles após sofrer uma parada cardíaca nesta quinta-feira (25).

Segundo o site do jornal "Daily Mail", paramédicos foram vistos realizando em Jackson uma manobra conhecida como ressuscitação cardiopulmonar (CPR), assim que o cantor chegou ao hospital.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Revista O Cruzeiro - Curiosidades

Capa da Edição nº 1


Curiosidades:

• A primeira edição de Cruzeiro é de 10 de novembro de 1928.

• A primeira personalidade a aparecer em uma capa foi o Rei Alberto da Bélgica, no número 2, e a primeira capa utilizando uma foto mostrava Santos Dumont (número 5).

• Ininterruptamente, a revista foi editada de 1943 a 1975.

• Grandes nomes fizeram história em O Cruzeiro. Dentre eles, Millôr Fernandes, Péricles de Andrade Maranhão (criador de O amigo da onça) e Rachel de Queiroz.

• Geralmente as capas traziam modelos, atrizes e mulheres bonitas. Eram raras as capas políticas. Getúlio Vargas, JK, João Goulart e Jânio Quadros estão entre essas raridades.

• A revista tem recordes ainda não quebrados como edições com mais de 750 mil exemplares (até hoje, proporcionalmente, a maior) e sua longevidade, 47 anos (só agora, em 2009, Veja completa 41 anos).

• A última edição de O Cruzeiro é de julho de 1975, com Pelé na capa, então jogador do Cosmos, vestido de Tio Sam.

Mario Adnet e Philippe Baden Powell


Os afrosambas de Baden Powell e Vinicius de Moraes foram a primeira vertente musical importante a surgir depois da bossa nova. Em oposição ao minimalismo e sofisticação de Copacabana, era um mergulho no universo afrobrasileiro do candomblé. Originalmente para violão, voz e percussão, essas poderosas canções receberam luxuosos arranjos jazzísticos do maestro Mario Adnet e o piano de Philippe Baden Powell em “Afrosambajazz” e ganharam novos timbres, fraseados e harmonias, crescendo em peso e volume e ampliando a sua potência, com participação especial de Mônica Salmaso e Maúcha Adnet.

Fonte: Sintonia Fina.


Saiba mais:
http://www.myspace.com/marioadnet

http://www.myspace.com/philippebadenpowell

terça-feira, 23 de junho de 2009

Pasquim - 40 anos depois.



Título: PASQUIM - EDIÇÃO COMEMORATIVA 40 ANOS (Desiderata)

Autores: Millôr Fernandes, Jaguar, Sérgio Augusto, Ziraldo, Chico Caruso, Henfil, Fortuna, Redi e outros.

Número de páginas: 40

Data de lançamento: Maio de 2009

Sinopse: Coletânea de capas do jornal O Pasquim, escolhidas em comemoração aos 40 anos de seu lançamento.

O Pasquim, jornal revolucionário lançado na década de 1960, foi um importante veículo de combate à censura e à ditadura da época. Por meio de seus textos afiados e dotados de extremo bom humor, o periódico tornou-se um marco na imprensa brasileira.

Mas nem só de textos viveu o jornal. Seus desenhos e caricaturas foram igualmente importantes na consolidação de sua fama. O livro da Desiderata reúne 32 capas e alguns outros desenhos de uma equipe que fez história.

A arte das capas é imperdível. Com um time que inclui Millôr, Henfil, Jaguar e Ziraldo, o resultado é impressionante. Difícil não rir com as grandes sacadas dessas feras do jornalismo e do desenho e com as piadinhas de Sig, o ratinho que se tornou mascote do Pasquim.

As capas eram feitas tanto com base em desenhos como em fotografias, mas o resultado era sempre inteligente e ousado. Basta ver a arte que ilustra a contracapa para entender a força das charges do jornal.

Esta edição especial é uma ótima porta de entrada para quem não conhece o periódico e tem interesse em saber um pouco mais sobre o porquê da sua importância.

Lembrado pelo Vitrola Encantada, grande David Bowie

Wild Is The Wind (Dimitri Tiompkin / Ned Washington)
Gravada pela primeira vez por Johnny Mathis em 1956.

domingo, 21 de junho de 2009

Classic Rock

Eric Clapton "crossroads" (Robert Jonhson)

sábado, 20 de junho de 2009

Da série novos talentos: Vanessa Pinheiro

Ponto Final (Vanessa Pinheiro e Mario Jovita)



A cena musical de Brasília é dominada pelo choro e pelo rock and roll, mas uma das boas revelações do planalto é Vanessa Pinheiro, que faz uma MPB de qualidade com um sotaque pop. Ela vem do Pará, que também tem uma rica cena musical, onde começou a tocar desde os oito anos de idade e depois se mudou para Curitiba, onde fez seus estudos musicais, mas foi em Brasília que se profissionalizou. Com voz suave e educada, Vanessa lançou seu primeiro disco com sucesso e já fez shows em Portugal, Espanha e França.

Texto: Nelson Motta

Grande Chico Anísio

Chico Anysio (1969) - Show no Roquete Pinto

Chico Anysio, nome artístico de Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho, (Maranguape, Ceará, 12 de abril de 1931)humorista, ator, escritor e pintor, notório por seus inúmeros quadros e programas humorísticos na Rede Globo, onde possui contrato até 2012. Ao lado de Chacrinha e Boni, Chico é considerado um dos maiores nomes de todos os tempos da televisão brasileira. Trabalhou ao lado ou mesmo dirigindo os maiores nomes do humor brasileiro no rádio ou na televisão, como: Paulo Gracindo, Grande Otelo, Costinha, Walter D'Ávila, Jô Soares, Renato Corte Real, Agildo Ribeiro, Ivon Curi, entre muitos outros brilhantes humoristas.

Mudou-se para o Rio de Janeiro quando tinha oito anos. Iniciou no rádio na Rádio Guanabara, onde exercia várias funções: rádio-ator, comentarista de futebol, etc. Participou do programa Papel Carbono de Renato Murce.Trabalhou, nos anos cinqüenta, nas rádios "Mayrink Veiga", "Clube de Pernambuco", "Clube do Brasil". Nas chanchadas da década de 50, Chico passou a escrever diálogos e, eventualmente, atuava como ator em filmes da Atlântida Cinematográfica.

Na TV Rio estreou em 1957 o "Noite de Gala". Em 1959, estreou o programa Só tem tantã, lançado por Joaquim Silvério de Castro Barbosa, mais tarde chamado de Chico Anysio Show. Além de escrever e interpretar seus próprios textos no rádio, televisão e cinema, sempre com humor fino e inteligente, Chico se aventurou com relativo destaque pelo jornalismo esportivo, teatro, literatura e pintura, além de ter composto e gravado algumas canções:

Hino ao Músico, (Nanci Wanderley, Chico Anysio e Chocolate), foi prefixo do seu programa Chico Anysio Show, nas TV Excelsior, TV Rio e TV Globo e nos espetáculos teatrais, como o do Ginástico Português, no Rio em 1974, acompanhado sempre do violonista brasileiro Manuel da Conceição - O Mão de Vaca;
Rancho da Praça XI, Chico Anysio e João Roberto Kelly, gravado pela cantora Dalva de Oliveira. A música fez grande sucesso no carnaval do IV Centenário do Rio de Janeiro, isto é, fevereiro de 1965;
Vários sucessos com seu parceiro Arnaud Rodrigues, gravados em discos e usados no quadro de Chico City, Baiano e os Novos Caetanos.
Desde 1968, encontra-se ligado a Rede Globo, onde conseguiu o status de estrela num "cast" que contava com os artistas mais famosos do Brasil; e graças também a relação de mútua admiração e respeito que estabeleceu com o executivo Boni. Após a saída de Boni da Globo nos anos 90, Chico perdeu paulatinamente espaço na programação, situação agravada em 1996 por um acidente em que fraturou a mandíbula.

Em 2005, fez uma participação no Sítio do Picapau Amarelo, onde interpretava o Doutor Saraiva e, recentemente, participou da novela Sinhá Moça, na Rede Globo.

É pai dos atores Luig de Paula, do casamento com a atriz Nanci Wanderley, Nizo Neto e Ricardo, da união como Rose Rondelli, André Lucas, que é filho adotivo, Cícero, da união com ex-frenética Regina Chaves e Bruno Mazzeo, do casamento com a atriz Alcione Mazzeo. Também teve mais dois filhos com a ex-ministra Zélia Cardoso de Mello, Rodrigo e Vitória. É irmão da também atriz Lupe Gigliotti com quem já contracenou em vários trabalhos na TV, do cinesta Zelito Viana e do industrial, compositor e ex produtor de rádio Elano de Paula. Também é tio do ator Marcos Palmeira.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Pop Rock de primeira no Musicadaboa


Al Stewart - Nascido em 05 de setembro de 1945

Al Stewart - Year of the cat


Boca Livre

Trenzinho Caipira (Heitor Villa Lobos e Ferreira Gullar)/ Correnteza (Tom Jobim e Luis Bonfá)



Desenredo - Dorival Caymmi e Paulo Cesar Pinheiro



O Boca Livre se formou no Rio de Janeiro, em 1978. Nessa primeira formação, era composto por Maurício Maestro (contrabaixo e vocal), Zé Renato (violão e vocal), Cláudio Nucci (violão e vocal) e David Tygel (violão e vocal). O primeiro disco foi independente, o Boca Livre, de 1979, foi o disco independente que mais vendeu até então, e incluiu, entre outras músicas, Toada (Zé Renato, Cláudio Nucci e Juca Filho) e Quem tem a viola (Zé Renato, Cláudio Nucci e Xico Chaves).

Em 1993 parciparam do disco Deseo, de Jon Anderson, vocalista do grupo inglês Yes, lançado em 1994, e lançaram o CD Dançando pelas sombras (Polygram, 1992) nos Estados Unidos, sendo muito bem aceito pela critica local.

Em 1993-1995, Fernando Gama e Lourenço Baeta substituíram Cláudio Nucci e David Tygel, lançando o CD ao vivo Songboca (Velas), que ganhou o Prêmio Sharp.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Melhor rir do que chorar


16/06/2009

O autor de Maribondos de Fogo, em plenário, reivindica para sí toda a pureza do mundo, dá-se o ar de vítima (“Não posso ser julgado assim. É uma injustiça julgar um homem como eu, com tantos anos de vida pública, vida austera, família bem composta, que preza a dignidade na carreira, que nunca a um colega não teve gesto de cordialidade, nunca neguei voto no sentido de avançarmos na melhoria da Casa”)e depois admite:- Só pedí um empreguinho para uma sobrinhazinha, nomeei um netinho, nada mais. Só? Ah bom...O homi é bom! Que o digam os índices de desenvolvimento humano do Maranhão (Maranhão não, de sua família, bem entendido).

E aí, vamos chorar?

Assim, acho legítimo pedir nomeação também para meus camaradas Pedro Henrique, Pica Pau e Pé de Pano, meu primo Ureinha, etc e tal. Pensando bem, também pra minha D. Maria, minha zagueira predileta.

Esses senhores acham que o Brasil é a extensão de seus quintais. E por assim acharem, assim é.

A Irauçuba não dá mole não.

A ação nasce do pensamento seguido da palavra.

Veja o discurso do presidente Barack Obama no Cairo e compare com o do intervencionista, belicista e cínico George W. Bush oferecendo seu último beijo ao Iraque.

Obama: http://www.tipografiavirtual.blog.br/artigo.asp?id=49&pl=integra-do-discurso-de-obama-no-cairo-egito-traducao-simult%C3%A2nea

Fonte:http://bodegacearense.blogspot.com/

Bush "O Inexpressivo: http://www.youtube.com/watch?v=lpSnvikK8xU&feature=related

Nosso bom pop rock

O que os críticos tachavam de descartável no início, continua e continua bom.
Lágrimas e Chuva - Kid Abelha

Quantos amigos ainda temos?

A Lista - Oswaldo Montenegro

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Música, solidariedade, pacifismo, humanismo, etc. 2


Morning has broken - Cat Stevens

Tradução:

A Manhã Se Rompeu

A manhã se rompeu
Como a primeira manhã
O melro cantou
Como o primeiro pássaro
Louvor para o canto
Louvor para a manhã
Louvor para o nascimento recente
Do mundo

Doce é a chuva do novo outono
Iluminada pelo sol vindo do céu
Como o primeiro orvalho
Sob a primeira grama
Louvor para a doçura do jardim molhado
Brotado em completude
Por onde os pés dele passam

Minha é a luz do sol, minha é a manhã
Nascida de uma luz, o paraíso viu a diversão
Louve com entusiasmo, louve cada manhã
A recriação de Deus do novo dia

A manhã se rompeu
Como a primeira manhã
O melro cantou
Como o primeiro pássaro
Louvor para o canto
Louvor para a manhã
Louvor para o nascimento recente
Do mundo



Cat Stevens, hoje Yusuf Islam

Nascido em Londres em 21 de julho de 1948, seu nome de nascimento é Stephen Demetre Georgiou. Seu pai é de origem grego-cipriota e sua mãe de origem sueca. Vendeu 40 milhões de álbuns, principalmente entre as décadas 1960 e 1970. Em 1971, escreveu uma música para o filme Harold and Maude (no Brasil: "Ensina-me a Viver"). Entre suas canções mais populares estão "Morning Has Broken", "Peace Train", "Moonshadow", "Wild World", "Father and Son" e "Oh Very Young".


Stevens se converteu ao islamismo e abandonou a música em 1978.Desde então passou a se dedicar a atividades beneficentes e educacionais em prol da religião. Toma muito cuidado quanto ao uso de suas músicas. Muitas delas dissertam a respeito de temas de sua vida anterior à conversão, e Stevens não quer mais ser associado a eles. Não surpreende que nunca tenha permitido que qualquer de suas canções fosse usada em comerciais de televisão. Apesar de estar há quase 30 anos afastado da indústria musical, os trabalhos anteriores como Cat Stevens continuam vendendo uma média de 1,5milhão de discos por ano.

Criou seu próprio selo fonográfico, a Ya Records, pelo qual já produziu dez discos de música religiosa e espiritual. Fundou três escolas muçulmanas em Londres e uma organização sem fins lucrativos, Small Kindness, reconhecida pela ONU e através da qual presta ajuda aos órfãos de conflitos como Bósnia, Kosovo e Iraque.

Em 2004, o departamento de Segurança Interna dos EUA impediu a entrada dele no país, após incluí-lo na lista de vigilância por atividades provavelmente relacionadas ao terrorismo.

Em Março de 2005 ele lançou "Indian Ocean", sobre o tsunami de 2004 no Oceano Índico, que em 26 de Dezembro de 2004 atingiu vários países, com o objetivo de ajudar os órfãos de Banda Aceh, na Indonésia, uma das áreas mais afetadas pelo tsunami.

Em 2006, anunciou a sua volta à música pop, com o disco An Other Cup, lançado em 28 de novembro, coincindindo com o 40º aniversário de lançamento do seu primeiro álbum.

Peso e Leveza

"Procuramos sempre o peso das responsabilidades, quando o que na verdade almejamos é a leveza da liberdade."

Milan Kundera

Planeta Terra ou Planeta Água?

Água é vida e precisa ser preservada.

Planeta Água - Guilherme Arantes - II MPB Shell - 1981. Segunda colocada na opinião do júri e aclamada pelo público. O primeiro lugar foi "Purpurina" interpretada por Lucinha Lins sob sonora vaia que durou dez minutos.



Água que nasce na fonte serena do mundo
E que abre um profundo grotão
Água que faz inocente riacho e deságua na corrente do ribeirão
Águas escuras dos rios que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias e matam a sede da população
Águas que caem das pedras no véu das cascatas, ronco de trovão
E depois dormem tranquilas no leito dos lagos, no leito dos lagos

Água dos igarapés, onde Iara, a mãe d'água é misteriosa canção
Água que o sol evapora, pro céu vai embora, virar nuvem de algodão
Gotas de água da chuva, alegre arco-íris sobre a plantação
Gotas de água da chuva, tão tristes, são lágrimas na inundação
Águas que movem moinhos são as mesmas águas que encharcam o chão
E sempre voltam humildes pro fundo da terra, pro fundo da terra


Terra, planeta água...


"Eu não abandonei a FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo) no quarto ano para ser herói de gravadora" - Guilherme Arantes

domingo, 14 de junho de 2009

Meus heróis: Camaradas Pica Páu e Pé de Pano. O primeiro encontro...

O Rei do Faroeste

Os Sobrinhos do Capitão




As coisas na pensão de Mama Chucrutz continuam as mesmas: Fritz e Hans aprontam todas, o Coronel caça os dois gazeteiros tentando fazer com que eles freqüentem as aulas e o velho Lobo-do-Mar conhecido apenas como Capitão ainda sofre horrores com a gota. Outro velho marinheiro chamado Popeye também continua sua vida aventureira ao lado da eterna namorada Olívia, do vilão Brutus e do fila-bóia Dudu. Quem duvida poderá conferir de perto as histórias destes dois clássicos dos quadrinhos, Os Sobrinhos do Capitão e Popeye, o Marinheiro, a partir deste mês de janeiro.
É que a editora Opera Graphica está lançando a coleção Opera King - Clássicos Obrigatórios, voltada para os leitores saudosos destes personagens "de antigamente".
Os dois primeiros números são voltados para Os Sobrinhos e para o Marinheiro Popeye, este último provavelmente mais conhecido das novas gerações, em virtude de desenhos animados mais recentes que volta e meia ganham reprises na televisão.
Os Sobrinhos do Capitão, no entanto, têm bem mais história do que Popeye. Isso porque trata-se da tira mais velha em circulação ininterrupta desde que foi criada, em 1897, pelo alemão radicado americano Rudolph Dirks. Originalmente chamados de Katzenjammer Kids (o famoso Capitão, que na realidade sequer é Tio dos meninos, só apareceu na história em 1902), a tira conta as aventuras de Hanz e Fritz, irmãos gêmeos que adoram aprontar e pregar peças na vizinhança. As vítimas preferidas são, via de regra, os dois moradores da pensão da mãe dos pestinhas da Mama: o Capitão e o Coronel. De acordo com a King Features, distribuidora das aventuras dos dois pestinhas, pelo menos 50 jornais de todo o mundo publicam as aventuras dos dois nos dias de hoje.

Nacional Kid


Criação

O seriado foi criado em 1960, por encomenda, com a finalidade de servir de merchandising para a fábrica de eletrodomésticos National Electronics Inc., atual Panasonic. A tarefa foi entregue ao mangaka Daiji Kazumine, o mesmo que algum tempo depois criaria outro herói espacial, Spectreman. O personagem deveria ter poderes especiais, voar e lutar pela paz no mundo. Levaria o nome da empresa para ajudar a aumentar as vendas. Os atores eram, em alguns casos, amadores, e os episódios foram todos filmados em preto-e-branco.

A abertura dos episódios começava com os dizeres do locutor, em forma de lema:

Mais rápido que os aviões a jato, mais forte que o aço!
O invencível super herói, cavaleiro da paz e da justiça.... National Kid!
A partir daí então era entoada a canção tema do seriado.


Sinopse
Quando a Terra era ameaçada por seres de outro planeta, surgia um ser vestido com roupa espacial, capacete, máscara, capa e luva que salvava a todos e era auxiliado (ou atrapalhado) por vários personagens. Seu nome era National Kid. Ele era oriundo da galáxia de Andromeda. O que caracterizava este super-herói era o seu modo de voar. Diferente do Super-Homem, ou qualquer outro, ele voava com os braços abertos. Com duas pistolas, colocava fora de combate os seus adversários. Suas lutas corporais com seus adversários eram verdadeiras danças, e ele é um dos precursores das lutas marciais vistas hoje nos filmes do gênero.

Ninguém sabia que, na verdade, Massao Hata tinha dupla identidade: ele era o National Kid. Dois atores protagonizaram o personagem de National Kid: Ichiro Kojima iniciou o seriado, substituído por Shiutaro Tatsumi a partir da história "O Império Subterrâneo".


Os personagens
Massao Hata era um pacato professor japonês cujos alunos eram as crianças Gôro, Kura, Yukio, Kioko, Tomohiro e Tiako (a mais velha, que tomava conta da casa e dos menores). Havia também o cientista Dr. Mizuno e o delegado Takakura com seu assistente Doi.


As Histórias
O seriado é composto de 39 episódios distribuídos em cinco histórias:


Os Incas Venusianos
Seres de orelhas ponteagudas, vestidos em um traje com a letra Z estampada na camisa, eram comandados pela imperatriz Aura. A característica marcante era a sua saudação: "Awika", com os braços cruzados. Voavam elevando os joelhos, parecendo estar correndo no espaço.


Os Seres Abissais
Governados por Nelkon, o demônio do Reino Abissal, andavam a bordo do submarino-monstro cujo nome era Celacanto, ou Guilton. Quando este balançava as barbatanas, provocava um terremoto, daí a famosa frase: "Celacanto provoca maremoto".


O Império Subterrâneo
Os seres subterrâneos, comandados por Helltar e Hana se associam ao professor Kuroiva, para obter a fórmula do elemento Cobálcio, que traria poderes aos possuintes.


Os Zarrocos do Espaço
Seres de narizes finíssimos que comandavam o monstro Giabra. Este só não destruiu as cidades de Tóquio, Osaka e outras menos conhecidas por intercessão do National Kid.


O Mistério do Garoto Espacial
Tarô, o garoto espacial, cai por engano na Terra. Em seguida, é feito prisioneiro pelas autoridades terráqueas. O pai de Tarô, irado, ameaça destruir a Terra por causa de seu filho. Inicia a destruição por Tóquio, até que seu filho, que tinha ficado amigo dos detetives mirins (alunos de Massao Hata), faz um apelo a ele de forma inusitada: gritando para o seu pai na direção do espaço, sem nenhum dispositivo eletrônico de comunicação, que os terráqueos eram boas pessoas. Assim, seu pai ouve a mensagem e a Terra é salva. Em seguida, Tarô volta em segurança ao seu planeta.

No fim desta história, Massao Hata revela a sua identidade secreta e com a missão cumprida volta para Alfa-Centauro, sua estrela, não sem antes deixar uma mensagem de paz e otimismo.


Exibição e repercussão no Brasil
No Brasil foi televisionada de 1964 até início dos anos 1970 pelas Rede Record e Rede Globo.

A série só parou de passar na TV porque o então Ministro da Justiça da ditadura militar, Alfredo Buzaid, censurou todas as séries que tinham super-heróis voadores.

Ainda que tenha sido grande sucesso entre a juventude no Brasil, não fez muito sucesso no Japão. Nas palavras de seu próprio produtor, que em viagem ao Brasil na década de 90, foi descoberto por um repórter que o entrevistou, disse ter se surpreendido com a popularidade que a série havia conseguido alcançar no país.

A popularidade existe até hoje: vilões como os Incas Venusianos e a expressão Celacanto provoca maremoto são derivadas da série. No Brasil, National Kid teve em 1993 alguns de seus episódios lançados em VHS. No segundo semestre de 2002 foi lançado em dois DVDs.

Em DVD:

National Kid contra os Incas Venusianos
(Sub-divididos pelos episódios abaixo)

"O Ataque do Disco Voador Desconhecido"
"O Rapto do Doutor Yamada"
"O Terror da Grande Metrópole"
"A Alteração dos Cérebros"
"A Vingança de Awika"
"National Kid em Perigo"
"O Incêndio"
"O Ataque da Nave Escal"
"Uma Manhã de Domingo"
"À Procura de Petália"
"A Arma de Fogo Alfa"
"A Invasão dos Discos Voadores"
"A Grande Guerra Espacial"

O Rei e seu convidado: Tim Maia

Músico cearense de categoria...

Ed Lincoln - nascido em 31/5/1932 Fortaleza, CE.

Instrumentista. Compositor. Arranjador. Trabalhou no "Jornal O Povo" em Fortaleza como revisor e depois como redator.

Em 1951, mudou-se para o Rio de Janeiro. Coméçou a carreira artística como contrabaixista e depois passou para o piano e depois para o orgão elétrico. Na década de 1950, atuou na boate Plaza tocando baixo e piano ao lado de Luiz Eça e Johnny Alf. Fez parte do conjunto de Dick Farney. Em 1955, formou seu próprio conjunto. No mesmo ano, gravou seu primeiro disco interpretando "Amanhã eu vou", de Nilo Sérgio e "Nunca mais", de sua autoria e Sílvio César. Entre 1955 e 1958, atuou na boate Drink, no Rio de Janeiro no conjunto de danças dirigido por Djalma Ferreira. Ainda no final dos anos 1950, acompanhou gravações do iniciantes Claudette Soares e Baden Powell. Em 1961 gravou os LPs "Ao teu ouvido" e "Ed Lincoln boate", que incluiu "Saudade fez um samba", de Carlos Lyra e Ronaldo Boscoli. Nessa época, exerceu a função de diretor musical da gravadora Musidisc. Durante os anos 1960 foi um dos mais requisitados animadores de bailes. Ficaram famosas as apresentações da "Domingueira dançante" no Clube Monte Líbano.

Em 1963, lançou o LP "Ed Lincoln - Seu piano e seu órgão espetacular", que tinha como destaques as músicas "Só danço samba", de Tom Jobim e Vinícius de Moraes; "Influência do jazz", de Carlos Lyra; "Vamos balançao", de Carlos Imperial, "Balansamba", de Luiz Bandeira; "Um samba gostoso", de sua autoria; "Pra que?", de Silvio César; "Tristeza", de sua autoria e Luiz Bandeira e "Olhou pra mim", de sua parceria com Silvio César. No mesmo ano, sefreu um grave acidente de carro que o manteve afastado das atividades artísticas por sete meses, período no qual foi substituído nos bailes por Eumir deodato. No ano seguinte, lançou o LP "A volta". Em suas orquestras atuaram como crooners os cantores Orlandivo, Toni Tornado, Silvio César, Emílio Santiago, Humberto Garin e Pedrinho Rodrigues. Também atuaram em seus conjuntos diversos músicos consagrados, entre os quais Durval Ferreira, Marcio Montarroyos, Luis Alves, Wilson das Neves, Paulinho Trompete e Celinho.

Em 1965, gravou o LP "Órgão espetacular", com destasque para "Aquarela do Brasil", de Ary Barroso, "Locomotion", de Joe Coco; "Mulher de 30", de Luiz Antônio; "Teléco-teco nº 2", de Oldemar Magalhães e Nelsinho; "O amor e a rosa", de Pernambuco e Antônio Maria e "Vivendo e aprendendo", de sua autoria e Silvio César. No ano seguinte lançou novo LP, que trazia entre outras "É o Cid" e "Se eu tiver", de sua parceria com Silvio César, "O ganso" e "O amor que eu guardei", de sua parceria com Orlandivo e "Querida" e "Eu não vou mais", de Orlandivo e Durval Ferreira. Em 1967, gravou "O bêbado", "Eu quero ir" e "Eu vou embora", de Orlandivo e Durval Ferreira; "As gaivotas", de sua autoria e "Se você quiser", de Orlandivo;

Em 1968, fez os arranjos para o sucesso "Anjo azul", gravado pela cantora Adriana. No mesmo ano, lançou um de seus LPs de maior prestígio e que trazia entre outros sucesso "Zum, zum, zum", de Silva e Adamastot, "Waldemar", e Orlandivo e Deval e "Choro do bebê", de De Savoya, sendo considerao por muitos historiadores o primeiro LP independente brasileiro. Em 1971, teve um de seus LPs, que trazia entre outras "O bêbado", de Orlandivo e Durval Ferreira, "Saci Pererê", de Mendes e Terra" e "As gaivotas", de sua autoria, relançado pela gravadora CID. Por essa época, começou a se afastar os bailes e passou a atuar como músico de estúdio gravando gingles e trilhas sonoras além de lançar discos com coletâneas dançantes de sucessos nacionais e internacionais assinados com os mais diferentes pseudônimos, como: Glória Benson, Orquestra Los Angeles e Orquestra Romance Tropical. Foi um dos primeiros músicos brasileiros a se dedicar à música eletrônica e a fazer experiências com música através de computador. Em 1988, gravou em um microcomputador Commodore 64" o LP "Toque novo", lançado no ano seguinte. Em 1989, lançou pelo selo Elenco/PolyGram o LP "Novo toque", com a regravação de antigos sucessos entre os quais "Ai, que saudade dessa nega", de sua autoria. Em 2000, fez participação especial na faixa "Conversa mole", no CD do cantor Ed Motta. Por essa época, muitas de suas músicas, como "Cochise" e "Se você quiser", passaram a ser presença frequente nas pistas de dança da Inglaterra, dando ensejo a uma onda de pirataria de seus discos fora de catálogo. Nessa mesma época teve a música "É o Cid", parceria com Silvio César, regravada pela equipe de bailes "Furacão 2000", considerada como o novo "Rei dos bailes" dos subúrbios do Rio de Janeiro. Em 2001, teve a música "Jogaram o caxangá" relançada na coletânea "Samba soul 70 - Rare groove party", do selo belga Ziriguiboom. Em 2002, o selo inglês Whatmusic.com relançou em Cd o LP que trazia entre outras "Zum zum zum", "Waldemar" e "O choro do bebê". Ficou conhecido no Brasil, a partir da década de 1960, como "O Rei dos bailes". Em 2003, apresentou-se com seu conjunto no projeto "Sambalanço - A bossa que correu o muno" concebido pelo músico Henrique Cazes e apresentado no Centro Cultural Primeiro de Março. No mesmo ano, apresentou no Centro Cultural Banco do Brasil o show "Saudade fez um samba", depois de 30 anos longe dos palcos. Cerca de dois anos depois, teve problemas de saúde e teve que se afastar da carreira artística morando na cidade de Petrópolis. Em 2007, retomou as atividades gravando em órgão Hammond o samba "Sem compromisso", de Geraldo Pereeira e Nelson Trigueiro para ser incluído no novo CD de Marcelinho da Lua.

sábado, 13 de junho de 2009

Micos no futebol

Rock´n Roll - Assim era no começo...

Carl Perkins- Blue Suede Shoes 1956


Carl Perkins - Blue Suede Shoes -1997

Music for Montserrat - Show humanitário

Golden Slumbers - Carry That Weight - The End. Royal Albert Hall - 1997 -

Música, solidariedade, pacifismo, humanismo, etc

Dire Straits - Brothers in Arms - Mandela Live 1988. Participação de Eric Clapton.

Music for Montserrat: Show em prol da ilha vitimada pela ação da erupção de um vulcão.

Tradução:

Estas montanhas
cobertas de névoa
são um lar para mim agora
mas meu lar
são as planícies
e sempre serão
algum dia vocês voltarão
para seus vales
e suas fazendas
e não mais
arder o desejo
de ser um companheiro
de batalha
por estes campos
de destruição
batismos de fogo
assisti a todo
o seu sofrimento
enquanto a batalha
se acirrava
e apesar de terem
me ferido gravemente
em meio ao medo
e ao pânico
vocês não me desertaram
meus companheiros
de batalha
há tantos mundos diferentes
tantos sóis diferentes
e nós temos apenas um
mas vivemos em
mundos distintos
agora o sol
foi para o inferno
e a lua está alta
deixe-me dizer "adeus)
todo homem tem de morrer
mas está escrito nas estrelas
e em todas as linhas
de sua mão
somos tolos de guerrear
contra nossos companheiros
de batalha

Tema de Abertura: Bat Masterson


Pantera Cor de Rosa - Impagável

O Corvo - Edgar Allan Poe, tradução de Fernado Pessoa.

EDGAR ALLAN POE
(1809-1849)
FERNANDO PESSOA
(1888-1935)

O CORVO
Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de alguém que batia levemente a meus umbrais
«Uma visita», eu me disse, «está batendo a meus umbrais.
É só isso e nada mais.»

Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P'ra esquecer (em vão) a amada, hoje entre hostes celestiais —
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,
Mas sem nome aqui jamais!
Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
Mas, a mim mesmo infundindo força, eu ia repetindo,
«É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.
É só isso e nada mais».

E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
«Senhor», eu disse, «ou senhora, decerto me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi...» E abri largos, franquendo-os, meus umbrais.
Noite, noite e nada mais.

A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais —
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.
Isto só e nada mais.

Para dentro estão volvendo, toda a alma em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
«Por certo», disse eu, «aquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais.»
Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.
«É o vento, e nada mais.»

Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
Mas com ar solene e lento pousou sobre meus umbrais,
Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais.
Foi, pousou, e nada mais.

E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
«Tens o aspecto tosquiado», disse eu, «mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais.»
Disse-me o corvo, «Nunca mais».

Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos seus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,
Com o nome «Nunca mais».

Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
Perdido, murmurei lento, «Amigo, sonhos — mortais
Todos — todos lá se foram. Amanhã também te vais».
Disse o corvo, «Nunca mais».

A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
«Por certo», disse eu, «são estas vozes usuais.
Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais
Era este «Nunca mais».

Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que qu'ria esta ave agoureira dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,
Com aquele «Nunca mais».

Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onde a luz punha vagas sombras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sombras desiguais,
Reclinar-se-á nunca mais!

Fez-me então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
«Maldito!», a mim disse, «deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!»
Disse o corvo, «Nunca mais».

«Profeta», disse eu, «profeta — ou demônio ou ave preta!
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais,
Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!»
Disse o corvo, «Nunca mais».

«Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!, eu disse. «Parte!
Torna à noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!»
Disse o corvo, «Nunca mais».

E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha dor de um demônio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão mais e mais,
E a minh'alma dessa sombra, que no chão há mais e mais,
Libertar-se-á... nunca mais!

Nota: Nosso sobralense Belchior faz citações à essa obra e ao autor na cantiga "Velha Roupa Colorida" onde usa repetidamente os termos "nunca mais", "raven", "never", etc.

Confira:

Mulher que inspirou ‘Lucy in the sky with diamonds’ está gravemente doente


Lucy Vodden tem doença que afeta o sistema imunológico.
Filho de John Lennon está tentando ajudar a amiga de infância.


Lucy Vodden, a garota que inspirou a música “Lucy in the sky with diamonds”, lançado pelos Beatles em 1967, está gravemente doente. Atualmente com 46 anos, ela foi diagnosticada com lúpus, doença que afeta o sistema imunológico. Ao saber da notícia, Julian Lennon, filho de John Lennon, entrou em contato com a amiga que não via há tempos.


Os dois se conheceram durante a infância, há mais de 40 anos. E a canção clássica dos Beatles surgiu quando Julian chegou da escola com um desenho e disse ao pai: “Essa é a Lucy no céu com diamantes” (título da canção, em português). O tipo de frase fofa que muitas crianças de 3 ou 4 anos produzem, mas nem todos tiveram um pai como John Lennon, que usou a frase para a lendária canção que acabou se transformando em marca registrada do álbum “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band”.

"Julian entrou em contato comigo do nada, quando soube que eu estava doente, e disse que queria me ajudar”, conta Vodden. Lennon, que vive na França, mandou à velha amiga flores e vale compras que ela pode usar para adquirir plantas, já que cuidar de seu jardim é uma das poucas atividades que ela ainda pode ocasionalmente fazer. Os dois continuam em contato, basicamente por mensagens de texto.



“Eu não sabia no início como me aproximar dela. Eu queria pelo menos mandar uma mensagem. Aí soube que ela amava cuidar do jardim e pensei que poderia ajudar em algo que ela gostasse muito de fazer. Queria que ela voltasse a sorrir”, contou Julian Lennon.



Quanto à canção, Vodden afirma que aprecia ter inspirado-a, mas que não liga muito para isso. Na época, houve muitas especulações sobre uma associação da letra ao LSD, por causa das iniciais do título. Além disso, ela tinha apenas quatro anos na época, e não viveu a era psicodélica de “Sgt. Pepper’s”.



“Não tem muito a ver comigo esse tipo de música”, afirma Vodden, descrita como “a garota dos olhos caleidoscópicos”. “Quando adolescente, cometi o erro de contar a um casal de amigos que eu era a Lucy da música. Eles disseram: ‘Não é você, meus pais disseram que ela é sobre drogas’. Eu não sabia o que era LSD naquela época, então fiquei quieta, na minha.”

Jogo memorável.


Fortaleza 4 x 2 Ceará (1991) - Virada histórica

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Enquanto a guitarra lamenta suavemente... Ouço.

Mark Knopfler & Emmylou Harris - I Dug up a Diamond


Do DVD "Real Live Roadrunning" - 2006

O primeiro show humanitário de verdade da história - Concert for Bangladesh

Geroge Harrison e amigos. "Concert for Bangladesh" - Madison Square Garden - 01 de agosto de 1971. - While My Guitar Gently Weeps - George Harrison

O Concerto para Bangladesh foi um evento constituído por dois shows beneficentes organizados por pelo ex-beatle George Harrison e por Ravi Shankar. Os dois shows ocorreram na tarde e na noite de 1 de Agosto de 1971 no Madison Square Garden, em Nova York, e foram assistidos por mais de 40.000 pessoas. Foi o primeiro evento beneficente desse porte na história e contou com vários artistas consagrados como Bob Dylan, Eric Clapton, Ringo Starr, Billy Preston e Leon Russel. A arrecadação foi administrada pela UNICEF e as vendas do álbum e do DVD continuam até hoje a beneficiar o fundo de George Harrison para a UNICEF. A iniciativa de Harrison sensibilizou o mundo e especialmente outros artistas. A partir de então, vieram muitos outros eventos beneficentes importantes.

Sem palavras...

A ABI e o blog da Petrobrás.

Veja abaixo a carta enviada pelo presidente da Associação Brasileira de Imprensa:

“A ABI considera legítima a decisão da Petrobras de criar um blog para divulgação das informações que presta à imprensa e especialmente aos veículos impressos, uma vez que as questões relativas ao seu funcionamento e aos seus atos de gestão interessam ao conjunto da sociedade, que não pode ficar exposta ao risco de filtragem das informações típica e inseparável do processo de edição jornalística. A empresa tem o direito de se acautelar, através das informações que difunde no blog, contra as distorções em que os meios de comunicação têm incorrido, como a própria ABI registrou em matéria publicada da edição de 31 de maio de um dos jornais que agora se insurgem contra o blog da empresa.

A criação do blog constituiu-se em instrumento de autodefesa da empresa, que se encontra sob uma barragem de fogo crítico disparado por vários veículos impressos. Não se poderá alegar que é assegurado à empresa o direito de resposta, uma vez que quando este for exercido a informação nociva já terá produzido afeitos adversos. Ademais, é conhecido principalmente dos jornalistas o tratamento que a imprensa concede tradicionalmente ao direito de resposta, se e quando o reconhece e o acata: a informação imprecisa ou inidônea é divulgada com um destaque e uma dimensão que não se confere à resposta postulada e concedida.

O presente confronto entre a empresa e alguns veículos de comunicação tem inegável cunho político, com favorecimento de segmentos partidários que se opõem ao Governo Lula. A Petrobras encontra-se, infelizmente, na linha de tiro do canhoneio contra ela assestado. Atacá-la com a virulência que se anota agora não faz bem ao País.

Rio de Janeiro, 9 de junho de 2009
Maurício Azêdo, Presidente

Link: http://petrobrasfatosedados.wordpress.com/

terça-feira, 9 de junho de 2009

Aos amantaes da Velha Guarda.

Sylvio Caldas. Chão de Estrelas (Sylvio Caldas e Orestes Barbosa)

Numa visita ao poeta Guilherme de Almeida, em 1935, Sílvio Caldas mostrou-lhe uma canção inédita, intitulada "Foste a Sonoridade Que Acabou". Terminada a apresentação, a canção recebeu um novo nome: "Chão de Estrelas". Aconteceu a mudança por sugestão de Guilherme, tomado de súbito entusiasmo pelos versos, que eram de Orestes Barbosa.
Sobre o fato, ele escreveria trinta anos depois (em crônica incluída no livro Chão de Estrelas, de Orestes): "Nem de nome eu conhecia o autor. Mas o que então dele pensei e disse, hoje o repito: uma só dessas duas imagens - o varal das roupas coloridas e as estrelas no chão (... ) - é quanto basta para que ainda haja um poeta sobre a terra".
Mas não pára em Guilherme de Almeida o fascínio despertado por "Chão de Estrelas" entre nossos poetas. Em 1956, numa crônica em louvor a Orestes, Manuel Bandeira terminava assim: "Se se fizesse aqui um concurso (...) para apurar qual o verso mais bonito de nossa língua, talvez eu votasse naquele de Orestes: ‘tu pisavas os astros distraída..."'.
Composto por Sílvio Caldas sobre um poema em decassílabos - que Orestes relutou em consentir que fosse musicado -, "Chão de Estrelas" é a obra-prima da dupla, que produziu um total de quinze canções, a maioria de muito boa qualidade ("Quase Que Eu Disse", "Suburbana", "Torturante Ironia" etc.). Essas composições cantam amores perdidos ou impossíveis, tratados do ponto de vista masculino e quase sempre localizados em cenários urbanos arranha-céus, apartamentos, cinemas... Embora tenha se destacado no seu lançamento em 1937, "Chão de Estrelas" só se tornaria um sucesso nacional na década de 1950, quando Sílvio Caldas a gravou pela segunda vez.

Aos amantes da Jovem Guarda

Roberto, Erasmo, Wanderléia, Golden Boys, Ronnie Von, Os Vips.

O bom e velho rock´n roll. Branquelos no blues 1.

Page/Plant (Led Zeppelin) - Tea for one. Tóquio, 1996.


Janis Joplin - Little Girl Blue - 1969

O bom e velho rock´n roll.Branquelos no blues 2.

The Faces - Love in Vain (Robert Jonhson)

The Faces: banda de rock and roll formada das cinzas do The Small Faces, depois que Steve Marriott deixou-os para formar a Humble Pie; os novos integrantes Ron Wood (guitarra) e Rod Stewart (vocais) juntaram-se à Ronnie Lane (baixo), Ian McLagan (teclados) e Kenney Jones (bateria).

Suas canções de mais sucesso foram "Stay With Me", "Had Me a Real Good Time", "Cindy Incidentally" e "Richmond". Como a carreira solo de Rod Stewart começou a ficar mais importante que os Faces, a banda passou a ser subordinada a seu vocalista. Seu último álbum de estúdio foi Ooh La La e o grupo desbandou em 1975.

Os integrantes da banda então seguiram em direções distintas: Wood entrou para os Rolling Stones; Lane formou a Slim Chance e começou uma modesta carreira solo, que teve fim prematuro quando ele foi diagnosticado com esclerose múltipla; Jones entrou para o The Who depois da morte de Keith Moon; McLagan tornou-se músico de sessão e mais tarde entraria para a banda The Blokes de Billy Bragg; e, obviamente, a carreira solo de Stewart obteve enorme sucesso.

The Rolling Stones ensaiando Love in Vain (Robert Jonhson)

The Rolling Stones: Banda de rock inglesa formada em 25 de Maio de 1962, e que está entre as bandas mais antigas ainda em atividade. Ao lado dos Beatles, foram a banda mais importante da chamada Invasão Britânica ocorrida nos anos 1960, que adicionou diversos artistas ingleses nas paradas norte-americanas.

Formada inicialmente por Brian Jones (Ron Wood), Keith Richards, Mick Jagger, Bill Wyman e Charlie Watts, o grupo calcava sua sonoridade no blues. Em mais de quarenta anos de carreira, hits como (I Can't Get No) Satisfaction, Start Me Up, Sympathy For The Devil, Jumping Jack Flash, Miss You e Angie fizeram dos Stones uma das mais conhecidas bandas do rock mundial, levando-a a enfrentar todos os grandes clichês do gênero, desde recepções efusivas da crítica até problemas com drogas e conflito de egos, principalmente entre Jagger e Richards. Os Rolling Stones já venderam mais de 500 milhões de álbuns no mundo inteiro.

Àqueles que amam a música dos Beatles, Blackbird.

Paul McCartney e The Wings - 1975.

Raridade. Elis e Jair - 1968.

Wilson Simonal canta Meu limão meu limoeiro.

Um de nossos grandes artistas sob qualquer circunstância.



Acompanhamento: Som 3 (Cesar Camargo Mariano, Sabá e Toninho Pinheiro)

Aos amantes da boa voz

Sarah Brightman - Ave Maria


Sarah Brightman - A Whiter Shade of Pale

Ao amantes do violão puro, Tempo de Criança.

Ronaldo Sontag - Tempo de Criança de Dilermando Reis.

Roberto Carlos com Linda Batista, Carlos Galhardo e Aracy de Almeida. As Guardas Velha e Jovem juntas.

Um momento especialíssimo.

sábado, 6 de junho de 2009

Aos amantes do samba, um bom samba...


O Samba é O Meu Dom - Wilson das neves/Paulo Cesar Pinheiro.
Com Fabiana Cozza e participação especial de Silvério Pontes.


A qualidade do áudio não é boa mas é possível sacar o talento da intérprete e desses músicos de primeira linha.

A fomi é a raiva dos homi

Quanto custa uma vaidade? -Sem preço no MasterCard.

E um aquário gigante? - Criancinhas sem dignidade, qualquer educação mas com muita fome.


Imaginem uma pista reformada, moderna e superfaturada mas que tenha à frente do visitante um semáforo embaixo de um viaduto com crianças em estado de miséria que se postam à frente, no vermelho, dando cambalhotas, tentando executar (para ganhar honestos centavos) números circenses.

Quantas dessas crianças sem destino, presente, expectativa, carinho sem nada e que por força condicionante podem vir a matar, seriam salvas, teriam dignidade, não fosse a veleidade dos detentores do poder?

Coitadas essas nossas crianças. Estarão escondidas por pouco tempo e voltarão quando forem embora os ricos, ao mesmo tempo críticos e sócios da nossa podridão. Em julho de 2014 terão fome velha, números novos, viadutos e semáforos modernos, nossas crianças.

Do observatório.

Irauçuba, 06/06/2009, de madrugada.

Alberto de Oliveira, contribuinte.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Um pouco sobre nosso grande Fausto Nilo

Nascido em 05 de abril de 1944 em Quixeramobim (CE), o poeta, letrista e arquiteto Fausto Nilo conhece música desde pequeno já que participava, ao lado dos sete irmãos, de reuniões promovidas por seu avô, seu Fausto, amigo do cego Aderaldo e de outros repentistas. Aos 11, mudou-se para Fortaleza e aos 20 anos ingressou na Faculdade de Arquitetura. Lá fez amizade com o cantor e compositor Fagner, primeiro a musicar um de seus poemas, e outros jovens compositores, como Rodger Rogério, Teti, Petrúcio Maia e Ricardo Bezerra, que passariam a ser conhecidos como "o pessoal do Ceará". Em 71, por problemas políticos, mudou-se para Brasília, onde passou a trabalhar como professor e a escrever suas primeiras letras para músicas de amigos. A primeira foi "Fim do Mundo" (com Fagner), gravada por Marília Medalha em 72. Em 77, já no Rio de Janeiro, formou parceria com Moraes Moreira, formando uma parceria inspirada que rendeu sucessos na voz do parceiro ("Alto-Falante", "Meninas do Brasil", "Coisa Acesa", 'Bateu no Paladar", "Santa Fé" - tema de abertura da novela "Roque Santeiro"). Obteve grandes sucessos nas vozes de Gal Costa ("Bloco do Prazer", com Moraes Moreira), Simone ("Pão e Poesia", com Moraes Moreira, "Pequenino Cão", com Caio Sílvio, "Um Desejo Só Não Basta", com Francisco Casaverde, "Você É Real", com Piska), Fagner ("Cartaz", com Francisco Casaverde, "Lua no Leblon", com Lisieux Costa), Amelinha ("Pedaço de Canção", com Moraes Moreira, "Flor da Paisagem", com Robertinho do Recife), Ney Matogrosso ("Retrato Marrom", com Rodger Rogério), A Cor do Som ("Zanzibar", "Zero", ambas com Armandinho), Lulu Santos ("Tudo com Você", com o próprio), Pepeu Gomes ("A Lua e o Mar" e "Eu Também Quero Beijar", ambas com o próprio e Moraes Moreira, sendo que a última também regravada pelo Cidade Negra - e "Mil e Uma Noites de Amor", com Pepeu e Baby Consuelo), Nara Leão ("Amor nas Estrelas", com Roberto de Carvalho), Geraldo Azevedo ("Dona da Minha Cabeça", "Você se Lembra", ambas com o próprio), Elba Ramalho ("Chorando e Cantando", com Geraldo Azevedo), Dominguinhos ("Pedras que Cantam", com o próprio) e muitos outros.



Você se Lembra

Fausto Nilo e Geraldo Azevedo

Entre as estrelas do meu drama
Você já foi meu anjo azul
Chegamos num final feliz
Na tela prateada da ilusão

Na realidade onde está você
Em que cidade você mora
Em que paisagem em que país
Me diz em que lugar, cadê você

Você se lembra
Torrentes de paixão
Ouvir nossa canção
Sonhar em Casablanca
E se perder no labirinto
De outra história

A caravana do deserto
Atravessou meu coração
E eu fui chorando por você
Até os sete mares do sertão

Você se lembra...

2014, a chance. E nós aqui, olhos fixos n'um aquário...

Mais água pra que?

Aquário pra que? Valha-me meu São Benedito! Meu São Gordurinha, acuda!

O prazo conta afoito e constante como o tic-tac dos antigos relógios sem esperar por ninguém e 2014 não é lá tão distante. Mesmo já não se tratando de "programa de governo" e sim de um "evento" esportivo que não mais deixará benefícios permanentes para nossa cidade a não ser que o governo federal engorde o bolão, é preciso agir para ao menos não virar motivo de mangofa pelos gringos a nós, cabisbaixos cabeças-chatas.

Alberto de Oliveira

Texto inspirado em outro, o do jornalista Neno Cavalcante publicado em seu blog: www.contraimitacoes.blogspot.com, sobre esse bendito aquário.

A seguir, trechos de matéria publicada no Diário do Nordeste:05/06/2009

"Cid Gomes foi enfático ao afirmar que o projeto cearense só será efetivado se receber recursos do Governo Federal. Caso contrário ele (projeto) será redimensionado para ficar limitado aos recursos que forem liberados do Poder Central."

"Cid Gomes também ponderou que a reunião programada para ontem, entre ele e o presidente Lula, daria uma noção de quanto o Governo Federal vai disponibilizar para o Estado e ter uma idéia se todos os projetos poderão ser postos em prática ou se o plano terá que ser adaptado."

Obras da Copa não fazem parte do plano de Governo

"O governador Cid Gomes reiterou várias vezes ontem, durante a apresentação do Plano de Investimentos para a Copa de 2014, na Assembléia Legislativa, que esse conjunto de projetos não faz parte de um plano de Governo, mas um plano de obras e investimentos específico para o evento."

Sinais de Perigo

Com 176 assinaturas, PEC do 3º mandato começa a tramitar

Proposta tinha sido devolvida na semana passada por falta de assinaturas.
PEC prevê referendo para consultar a população sobre a idéia.

O deputado Jackson Barreto (PMDB-SE) conseguiu nesta quinta-feira (4) 176 assinaturas válidas para iniciar a tramitação da nova proposta de emenda à Constituição (PEC), que permite um terceiro mandato para quem exerce o poder Executivo (presidente, governadores e prefeitos).

Barreto já havia apresentado a proposta na última quinta-feira (29), com 183 assinaturas válidas. No entanto, 17 deputados retiraram os nomes e a proposta foi devolvida ao autor por falta do número mínimo de assinaturas necessárias.

No início desta semana, o deputado retomou a coleta de assinaturas, e conseguiu protocolar a proposta com 182 nomes. No final da noite desta quinta, com 176 assinaturas válidas, cinco a mais do que era necessário, a PEC entrou em tramitação. Primeiro, vai passar pela Comissão de Constituição e Justiça e depois por uma comissão especial.

A proposta prevê um referendo para consultar a população sobre a ideia. Barreto argumenta que o momento é o ideal para a aprovação da PEC porque poderia permitir a permanência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na linha de frente do combate à crise financeira internacional.

Para ser promulgada, e passar a integrar a Constituição, a PEC precisará ser aprovada em dois turnos de votação na Câmara e depois no Senado.

Comento: Parece que Hugo Chavez e Evo Morales são bons formadores de opinião para as bandas de cá.
A instituição de um terceiro mandato pode ser via para um quarto, quinto...
Perigoso, isso.

Alberto de Oliveira

Um pouco sobre Dominguinhos


Dominguinhos (José Domingos de Morais), instrumentista e compositor, nasceu em Garanhuns PE, em 12/2/1941. Aos seis anos, com seus irmãos Morais (pianista) e Valdo (acordeonista), já tocava sanfona de oito baixos nas portas dos hotéis e nas feiras de Garanhuns, Caruaru PE e municípios vizinhos.

Aos sete anos, foi ouvido por Luiz Gonzaga, que lhe deu seu endereço no Rio de Janeiro RJ. Seis anos depois, indo morar com o pai e o irmão mais velho no subúrbio carioca de Nilópolis (onde aos sábados participava de forrós), resolveu procurar Luís Gonzaga e ganhou dele uma sanfona.

Formou, em 1957, um trio, com Borborema e Miudinho, e pouco depois precisou aprender os ritmos da moda, como boleros e sambas-canções (pois só sabia baião), para se apresentar com o irmão Morais num cassino em Vitória ES. De volta ao Rio de Janeiro, tocou na gafieira Cedo Feita, na Churrascaria Gaúcha, na boate Balalaica e no Dancing Brasil, onde formou o grupo Nenê e seu Conjunto (Nenê foi seu primeiro apelido).

Em 1967, apresentava-se na Rádio Nacional, sendo convidado por Pedro Sertanejo para gravar pela etiqueta Cantagalo seu primeiro LP (gravaria a seguir mais sete LPs de forró nessa etiqueta). Formou, em 1968, uma dupla com a compositora e cantora Anastácia e, em 1972, tocou pela primeira vez em teatro, no show de Luís Gonzaga Luís Gonzaga volta pra curtir, apresentado no Teatro Teresa Raquel, no Rio de Janeiro, no qual se destacou. No ano seguinte fez parte do grupo que se apresentou com Gal Costa no MIDEM, em Cannes, França, acompanhando, na volta, a cantora no seu show Índia.

Um de seus maiores sucessos como compositor foi Eu só quero um xodó (com Anastácia), gravado por Gilberto Gil, em 1974, ano em que participou do show A feira, com o Quinteto Violado. Tomou parte ainda em vários espetáculos de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia. Em 1980 apresentou-se no II Festival Internacional de Jazz, em São Paulo SP e, no ano seguinte, teve presença destacada no programa Som Brasil, da TV Globo.

Em 1984 sua música Tantas palavras, parceria com Chico Buarque, foi gravada por Chico no álbum Chico Buarque, com sucesso. As vendas de seus discos cresceram, em meados da década de 1980, puxadas por dois sucessos, ambos com Nando Cordel: a romântica De volta pro aconchego, gravada por Elba Ramalho, e o forró Isso aqui tá bom demais, que ele gravou com Chico Buarque. As duas versões foram incluídas na trilha sonora da novela Roque Santeiro, da TV Globo. Nesse ano, acompanhou Toquinho no show Canta Brasil, no Teatro Sistina, de Roma, Itália.

Em 1993 criou o projeto Asa Branca, patrocinado pela Caixa Econômica Federal, levando shows gratuitos às praças públicas, nos Estados de Minas Gerais, Goiás, Tocantins etc. Lançou em 1997 o CD Dominguinhos e convidados cantam Luís Gonzaga (2 CDs, Velas) e participou da trilha sonora do filme O cangaceiro, de Aníbal Massaine Filho, lançada em CD pela RCA/BMG. Nesse ano a Editora Globo lançou Dominguinhos (CD e fascículo), no 34 da coleção MPB Compositores.

Entre outros intérpretes de suas músicas, destacam-se Maria Betânia, com Lamento sertanejo (com Gilberto Gil); Fagner, com Quem me levará sou eu (com Manduka); e sua parceira e esposa Guadalupe (Maria de Guadalupe Vieira Mendonça), com Esse mato, essa terra, incluída na trilha sonora do filme Aventuras de um paraíba, de Marco Altberg (1985). Em 1997 compôs a trilha de O cangaceiro, filme de Aníbal Massaini Neto.




QUEM ME LEVARÁ SOU EU

MANDUKA E DOMINGUINHOS

Amigos a gente encontra
O mundo não é só aqui
Repare naquela estrada
Que distância nos levará
As coisas que eu tenho aqui
Na certa terei por lá
Segredos de um caminhão
Fronteiras por desvendar
Não diga que eu me perdi
Não mande me procurar
Cidades que eu nunca vi
São casas de braços a me agasalhar
Passar como passam os dias
Se o calendário acabar
Eu faço contar o tempo outra vez, sim
Tudo outra vez a passar
Não diga que eu fiquei sozinho
Não mande alguém me acompanhar
Repare, a multidão precisa
De alguém mais alto a lhe guiar
Quem me levará sou eu
Quem regressará sou eu
Não diga que eu não levo a guia
De quem souber me amar