domingo, 31 de maio de 2009

Quintino Cunha - Breve Biografia

Quintino Cunha
(Poeta e Escritor)


José Quintino da Cunha, o Quintino Cunha (1875/1943), se tornou uma figura lendária no Ceará. Não há quem não tenha ouvido falar nesse notável poeta. Na verdade, menos pelas suas belas poesias do que pela fama de repentista emérito. No entanto, Quintino foi um dos vultos mais importantes da literatura cearense, além de poeta era contista e orador.

Nasceu na antiga vila de São Francisco de Uruburetama, atual cidade de Itapagé, no dia 24 de julho de 1875. Seu pai, João Quintino da Cunha, era professor e jornalista e sua mãe, D. Maria Maximina Ferreira Gomes da Cunha, era professora e solista da igreja. Quintino quase seguia a carreira militar, chegou a se matricular na Escola Militar do Ceará, mas logo abandonou a idéia e a escola.

Sempre inquieto, resolveu deixar a sua cidade natal e foi parar na Amazônia. Lá, como provisionado, advogou durante cinco anos. Depois foi para a Europa, onde publicou o seu primeiro livro, Pelo Solimões. Conviveu e fez amizade com diversos escritores estrangeiros. Logo porém, voltou ao Ceará e matriculou-se na Faculdade de Direito. Concluiu o curso em 1909.

Advogou no foro criminal, tornando-se célebre pela sua incomparável oratória. Tal qualidade era muito requisitada em comícios e festividades. No entanto, Quintino se tornou realmente famoso pela sua faceta de boêmio e, principalmente, pelas suas tiradas de espírito, repentes que faziam o deleite dos amigos e causava inveja aos gratuitos inimigos.

Viveu sempre em dificuldades financeiras, não só pelo fato da sua família ser numerosa como pelos seus sucessivos casamentos e os conseqüentes encargos familiares. Apesar disso, chegou a ser deputado estadual (1913/1914) e pertenceu à Academia Cearense de Letras. Faleceu em Fortaleza, com sessenta e oito anos, no dia primeiro de junho de 1943

13 comentários:

  1. Ah, hoje contei para os meus alunos adolescentes algumas das anedotas do Quintino e eles adoraram. Que pena que o povo cearence conhece tão pouco deste nobre conterrâneo que o representa tão bem.

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  2. Pois é Nilza. É realmente uma pena que nossos grandes nomes sejam tão pouco lembrados.

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  3. pedro itamar cpm17 de maio de 2010 21:26

    ums nomes sao mais lenbrados injustamente como o do "humorista" tarço gereisati

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  4. Muito bom saber da biografia de um dos mestres cearenses. Lembrei dele conversando com minha família. E me deu a curiosidade de abrir o blog.
    Amei saber da história da nossa amada terra.
    Parabéns! Nós também fazemos histórias importantes no Brasil.

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  5. Obrigado Carol. Há no blog, várias postagens sobre personalidades cearenses. É só navegar à vontade. Continue interagindo e emitindo suas opiniões.

    Abraço.

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  6. Aristóteles oliveira senador pompeu ceará3 de julho de 2011 08:50

    Com belas sátiras, este qrande homem soube elevar o cume de seu espírito.Com humor e brilho
    o grande bardo cearense.
    -Aristóteles Oliveira senador pompeu-ceará

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  7. Grande cearense... Obrigado pelo comentário e continue a passear pelo Musicadaboa.

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  8. Aristóteles Oliveira Senador Pompeu Ceará18 de julho de 2011 21:16

    Tenho grande admiraçaõ pelo bardo cearence. Sua verve é bem trabalhada de fina sutileza; do nosso poeta satírico. Aristóteles Oliveira Poeta Senador pompeu Ceará.

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  9. GRAÇAS,HOJE ENCONTREI ESTE ESPAÇO ONDE POSSO FALAR DA MINHA ADMIRAÇÃO POR TUDO QUE É PARA NÓS CEARENSES A HONRA DE TERMOS PARA SEMPRE NA HISTÓRIA ESTE CONTERRANEO QUE MAIS NOS ALEGRA COM SUAS FRASES HUMORISTAS E EU QUE SOU UMA POETISA E QUE M BREVE ESTAREI LANÇANDO MAIS UMA OBRA INTITULADA ( A FILHA DO NORDESTE)IREI FALAR MUITO DAS GRANDES OBRAS DO GRANDE QUINTINO CUNHA.ABRAÇOS FELIZ 2012! ZILDA MARINHO-BOA VIAGEM-CEARÁ

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  10. Sou Rubia Cunha,bisneta de Quintino Cunha,tenho orgulho do meu avo,demais até. Era um genio comparado a Charles Chaplin, o Brasil so da valor aos de fora. Tudo que se houve em piadas no Brasil,era meu avô que dizia naturalmente quando era criança Quase todas as piadas do tal de "joaozinho", Tom Cavalcanti,Chico Anisio, eu vi no livro Anedotas do Quintino. Nossa familia deveria exigir direitos autorais,isso sim.

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  11. Grande honra tê-la conosco, Rubia. Seu bisavô foi um dos maiores cearenses de todos os tempos. Tinha como ninguém o dom da palavra rápida, inteligência privilegiada e o mais importante: Estado de espírito lá em riba.

    Peço que ajude a divulgá-lo.

    Abraço,

    Alberto de Oliveira.

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