terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Harrison por Santana

Santana & Indie Arie - While My Guitar Gently Weeps. (setembro de 2010)

domingo, 16 de janeiro de 2011

Florbela e Raimundo

Longe de ti são ermos os caminhos,

Longe de ti não há luar nem rosas,

Longe de ti há noites silenciosas,

Há dias sem calor, beirais sem ninhos!



Meus olhos são dois velhos pobrezinhos

Perdidos pelas noites invernosas...

Abertos, sonham mãos cariciosas,

Tuas mãos doces, plenas de carinhos!



Os dias são Outonos: choram... choram...

Há crisântemos roxos que descoram...

Há murmúrios dolentes de segredos...



Invoco o nosso sonho! Estendo os braços!

E ele é, ó meu Amor, pelos espaços,

Fumo leve que foge entre os meus dedos!...


sábado, 15 de janeiro de 2011

H. C. Pinheiro diz o que pensa no Musicadaboa

Acho que a polêmica entre se uma mulher é "presidente" ou "presidenta" deve girar mais em torno da gramática do que do campo legal. Penso também que se deve tratar a ocupante do cargo segundo as leis da língua mater independentemente da vontade de quem quer que seja.

Vejam abaixo a perspectiva de H. C. Pinheiro a respeito:

Alberto de Oliveira.



Às leis todos devem obediência.




Jamais dela alguém está acima.



E que delas ninguém jamais se exima.



Pra mostrar verdadeira ascendência.



Toda sua força e toda prepotência.



Porque das leis ninguém nunca se isenta



Nossa língua não tem qualquer ementa



E que se deixe de falar besteira.



Mesmo que a senhora Dilma queira,



Não será do país sua “presidenta”.







À Gramática deve-se respeito.



Deturpá-la não se pode fazer.



Não importa quem seja: A ou Z.



Mesmo que não se goste do seu jeito



Porque esse conjunto de preceito



Serve de guia e ele nos orienta



E sem ele haveria uma tormenta.



“Presidenta”! Uma gafe bem grosseira.



Mesmo que a senhora Dilma queira,



Não será do país sua “presidenta”.







Por seus atos ninguém no Brasil pensa



Trocar letra traz muita conseqüência



Porém, não é por falta de advertência



Estudar já não mais aqui compensa



Da Gramática regra se dispensa.



Haverá, no Brasil, logo “estudanta”



As empresas terão “representanta”



Ficará língua sem eira nem beira.



Mesmo que a senhora Dilma queira,



Não será do país sua “presidenta”.







Novo acordo ortográfico não previa,



E com língua ninguém pode brincar,



Depois o povo é quem vai pagar,



Com o idioma fazer essa orgia.



Presidente zelar por ela devia.



Nós teremos agora até “geranta”.



Amanhã haverá também a clienta.



Só espero que seja passageira



Mesmo que a senhora Dilma queira,



Não será do país sua “presidenta”.







HENRIQUE CÉSAR PINHEIRO



FORTALEZA, JANEIRO/2011.

Boca Livre e Roberta Sá

Desenredo. (Dorival Caymmi/Paulo C. Pinheiro).

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Baião de dois com Jerimum

Pouca gente conhece a música de Fausto Nilo, Coração Condenado. No video abaixo uma surpresa: Fausto e Núbia Lafayete cantam juntos.



Colaboração do amigo Fernando Araújo.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Poesiadaboa no Musicadaboa

É sempre assim;

acontece de novo o que aconteceu outro dia:

outros olhos, outro azul e o mesmo novo

de novo o mesmo.

Uns e outros, uns dos outros e todos sempre

outros mesmos de sempre...




É sempre assim;

“viva!” em profusão...

personificação de ilusões atordoadas.

parada onde está, andando, correndo sem parar,

vive a vida a mangar do mau gosto que é

esconder-se para ser um outro lugar...



É sempre assim;

uma nova idéia devassada de novo

– As palavras morrem de ciúmes!

Novamente, “nova-mente”.

algum álibi? muito menos

prova de que é nova e de novo

mente...



É sempre assim, e assim será:

Um novo fim para o sempre novo

assim de mim.




Eduardo guilherme – assimdemim -

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Poeta Dilson Pinheiro e Nonato Luiz...

Algumas misturas produzem efeitos mágicos. Poesia com música então...

Um  dos maiores divulgadores e apoiadores dos artistas e da música de cá de nossas bandas, Dilson é um artista generoso e ímpar.

Abaixo , uma homenagem que Dilson fez em formato de cordel a outro grande artista da "Terrinha do Sol", Nonato Luiz.

Nosso Nonato

e agora vem nonato


pra nos encher de emoção

um com o outro acostumado

que causa até confusão

eu me confundo de fato

se o violão é nonato

ou se nonato é violão

nosso nonato luiz

que solta acordes tão finos

seus dedos são bailarinos

deslizando no verniz

vai misturando a raiz

do erudito ao popular

quem o escuta tocar

sente logo coração

vibrar de tanta emoção

tocando junto também

esse dom só ele tem

de ser gente e violão


Dilson Pinheiro
 
Pra ilustrar as palavras de Dilson:
 
Concerto Mariano 2008 - "Ave Maria de Gounod" - Nonato Luiz.
 
Paróquia do Cristo Rei - Fortaleza, Ce.
 

 
 
Mais sobre Nonato Luiz em:
http://musicadaboa-boa.blogspot.com/2009/04/violao-puro-e-nosso-nonato-luis.html

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O som progressivo do Yes

Yes - Soon [ao vivo em 2002].

O som progressivo de Emerson, Lake and Palmer.

EMERSON LAKE & PALMER - The Sage.

O som progressivo do Pink Floyd

Tributo a Syd Barret.

"Shine On You Crazy Diamond"

O som progressivo de Mike Oldfield

Mike Oldfield - Montreux 1981 - Ommadawn parte 1 de 3.



Mike Oldfield - Montreux 1981 - Ommadawn parte 2 de 3.



Mike Oldfield - Montreux 1981 - Ommadawn parte 3 de 3.

domingo, 28 de novembro de 2010

Meu povo tocando...

Miguel Cruz, Jorge André, Clovis  Júnior tocando Credence. E a chuva?

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Poesia da boa no Musicadaboa

Enviada por um amigo que se quer anônimo:

Por você


Há pouco, a tempestade... por ver

Ontem, a felicidade... por ter

Hoje, a tristeza do perder

Ainda assim, meu amor... por você



Nas ruas, o perfume... por saber

Na boca, o fel... de não poder

O coração, mais forte... por quê?

Tudo, por mais querer



No horizonte, a esperança... de rever

Amanhã, simplesmente viver

No peito?

Ah! No peito... todo o meu sofrer

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Banda Renegados. Novidade à vista...

Entre as melhores daqui da terrinha, a banda de rock´n roll, Renegados prepara um novo disco... É só esperar um tiquinho!

Rachel de Queiroz, cearense cidadã do mundo...

"[...] tento, com a maior insistência, embora com tão

precário resultado (como se tornou evidente), incorporar

a linguagem que falo e escuto no meu ambiente nativo à

língua com que ganho a vida nas folhas impressas. Não

que o faça por novidade, apenas por necessidade.

Meu parente José de Alencar quase um século atrás vivia

brigando por isso e fez escola."

Rachel de Queiroz

(Fortaleza, 17/11/1910  -  Rio de Janeiro, 04/11/2003).




O Plenário do Senado Federal homenageou, ontem, a escritora cearense Rachel de Queiroz, nascida há 100 anos.

Frases:

'' ... A gente nasce e morre só. E talvez por isso mesmo é que se precisa tanto de viver acompanhado ... ''

" ...Falam que o tempo apaga tudo. Tempo não apaga, tempo adormece..."

Ela fez...

Romances:



- O quinze (1930)

- João Miguel (1932)

- Caminho de pedras (1937)

- As três Marias (1939)

- Dôra, Doralina (1975)

- O galo de ouro (1985) - folhetim na revista " O Cruzeiro", (1950)

- Obra reunida (1989)

- Memorial de Maria Moura (1992)



Literatura Infanto-Juvenil:



- O menino mágico (1969)

- Cafute & Pena-de-Prata (1986)

- Andira (1992)

- Cenas brasileiras - Para gostar de ler 17.



Teatro:

- CRONIN, A. J. Os deuses riem (1952).


- Lampião (1953)

- A beata Maria do Egito (1958)

- Teatro (1995)

- O padrezinho santo (inédita)

- A sereia voadora (inédita)



Crônica:



- A donzela e a moura torta (1948);

- 100 Crônicas escolhidas (1958)

- O brasileiro perplexo (1964)

- O caçador de tatu (1967)

- As menininhas e outras crônicas (1976)

- O jogador de sinuca e mais historinhas (1980)

- Mapinguari (1964)

- As terras ásperas (1993)

- O homem e o tempo (74 crônicas escolhidas}

- A longa vida que já vivemos

- Um alpendre, uma rede, um açude: 100 crônicas escolhidas

- Cenas brasileiras

- Xerimbabo (ilustrações de Graça Lima)

- Falso mar, falso mundo - 89 crônicas escolhidas (2002)



Antologias:



- Três romances (1948)



- Quatro romances (1960) (O Quinze, João Miguel, Caminho de Pedras,

As três Marias)



- Seleta (1973) - organização de Paulo Rónai



Livros em parceria:



- Brandão entre o mar e o amor (romance - 1942) - com José Lins do Rego, Graciliano Ramos, Aníbal Machado e Jorge Amado.



- O mistério dos MMM (romance policial - 1962) - Com Viriato Corrêa, Dinah Silveira de Queiroz, Lúcio Cardoso, Herberto Sales, Jorge Amado, José Condé, Guimarães Rosa, Antônio Callado e Orígines Lessa.



- Luís e Maria (cartilha de alfabetização de adultos - 1971) - Com Marion Vilas Boas Sá Rego.



- Meu livro de Brasil (Educação Moral e Cívica - 1º. Grau, Volumes 3, 4 e 5 - 1971) - Com Nilda Bethlem.



- O nosso Ceará (com sua irmã, Maria Luiza de Queiroz Salek), relato, 1994.



- Tantos anos (com sua irmã, Maria Luiza de Queiroz Salek), auto-biografia, 1998.



- O Não Me Deixes – Suas Histórias e Sua Cozinha (com sua irmã, Maria Luiza de Queiroz Salek), 2000.



Obras traduzidas pela escritora:



- Romances:



AUSTEN, Jane. Mansfield Parlz (1942).

BALZAC, Honoré de. A mulher de trinta anos (1948).

BAUM, Vicki. Helena Wilfuer (1944).

BELLAMANN, Henry. A intrusa (1945).

BOTTONE, Phyllis. Tempestade d'alma (1943).

BRONTË, Emily. O morro dos ventos uivantes (1947).

BRUYÈRE, André. Os Robinsons da montanha (1948).

BUCK, Pearl. A promessa (1946).

BUTLER, Samuel. Destino da carne (1942).

CHRISTIE, Agatha. A mulher diabólica (1971).

CRONIN, A. J. A família Brodie (1940).

CRONIN, A. J. Anos de ternura (1947).

CRONIN, A. J. Aventuras da maleta negra (1948).

DONAL, Mario. O quarto misterioso e Congresso de bonecas (1947).

DOSTOIÉVSKI, Fiódor. Humilhados e ofendidos (1944).

DOSTOIÉVSKI, Fiódor. Recordações da casa dos mortos (1945).

DOSTOIÉVSKI, Fiódor. Os demônios (1951).

DOSTOIÉVSKI, Fiódor. Os irmãos Karamazov (1952) 3 v.

DU MAURIER, Daphne. O roteiro das gaivotas (1943).

FREMANTLE, Anne. Idade da fé (1970).

GALSWORTHY, John. A crônica dos Forsyte (1946) 3 v.

GASKELL, Elisabeth. Cranford (1946).

GAUTHIER, Théophile. O romance da múmia (1972).

HEIDENSTAM, Verner von. Os carolinos: crônica de Carlos XII (1963).

HILTON, James. Fúria no céu (1944).

LA CONTRIE, M. D'Agon de. Aventuras de Carlota (1947).

LOISEL, Y. A casa dos cravos brancos (1947).

LONDON, Jack. O lobo do mar (1972).

MAURIAC, François. O deserto do amor (1966).

PROUTY, Oliver. Stella Dallas (1945).

REMARQUE, Erich Maria. Náufragos (1942).

ROSAIRE, Forrest. Os dois amores de Grey Manning (1948).

ROSMER, Jean. A afilhada do imperador (1950).

SAILLY, Suzanne. A deusa da tribo (1950).

VERDAT, Germaine. A conquista da torre misteriosa (1948).

VERNE, Júlio. Miguel Strogoff (1972).

WHARTON, Edith. Eu soube amar (1940).

WILLEMS, Raphaelle. A predileta (1950).



Biografias e memórias:



BUCK, Pearl. A exilada: retrato de uma mãe americana (1943).

CHAPLIN, Charles. Minha vida (caps. 1 a 7 (1965).

DUMAS, Alexandre. Memórias de Alexandre Dumas, pai (1947).

TERESA DE JESUS, Santa. Vida de Santa Teresa de Jesus (1946).

STONE, Irwin. Mulher imortal (biografia de Jessie Benton Fremont (1947).

TOLSTÓI, Leon. Memórias (1944).

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Bossa nova "made in" Ceará

Jacinta Pinheiro, cearense de Itapipoca lança "Herança", disco autoral (o segundo da carreira) em companhia de músicos de primeira linha como João Donato que a acompanha na faixa "De Pequim ao Cariri" mostrada no vídeo abaixo. 

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Earth Song - Michael Jackson

Clip de Michael (1996) mais visto no Reino Unido e pelo que se sabe, não foi mostrado nos EUA. Os motivos são óbvios.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Jogos Mentais e política.

Mind Games - Canção título do quarto album de Jonh Lennon pós Beatles, o primeiro integralmente produzido por ele mesmo, inspira um pacifismo menos neurótico e mais consciente, incisivo porém metafórico, ao contrário de "Imagine", mais panfletário. Só pelo fato de citar a palavra "guerrilha" acirrou ainda mais a bisbilhotagem dos "arapongas" do Tio Sam que não o queria em seu lugarejo por motivos políticos.

Alberto de Oliveira.


Mind Games

We're playing those mind games together
Pushing the barriers, planting seeds
Playing the mind guerrilla
Chanting the mantra peace on earth
We all been playing
those mind games forever
Some kinda druid dudes lifting the veil
Doing the mind guerrilla
Some call it magic, the search for the grail

Love is the answer and you know that for sure
Love is a flower
You got to let it, you got to let it grow

So keep on playing
those mind games together
Faith in the future, outta the now
You just can't beat on those mind guerrillas
Absolute elsewhere
in the stones of your mind
Yeah we're playing
those mind games forever
Projecting our images in space and in time

Yes is the answer and you know that for sure
Yes is surrender, you got to let it,
you got to let it go

So keep on playing
those mind games together
Doing the ritual dance in the sun
Millions of mind guerrillas
Putting their soul power to the karmic wheel
Keep on playing those mind games forever
Raising the spirit of peace and love

Love...
I want you to make love, not war
I know you've heard it before

Jogos Mentais

Estamos jogando esses jogos mentais juntos
Expandindo as limitações, plantando as sementes
Bancando os guerrilheiros da mente
Entoando o mantra paz na terra
Andamos todos jogando
esses jogos da mente por uma eternidade
Alguma espécie de figura druida levantando o véu
Fazendo a guerrilha da mente
Alguns chamam de mágica, a busca pelo gral

Amor é a resposta e você sabe disso com certeza
O amor é uma flor
Você precisa deixá-lo, você precisa deixá-lo crescer

Portanto continuemos
jogando esses jogos da mente juntos
Fé no futuro, saindo do agora
Você não consegue bater nesses guerrilheiros da mente
Completamente em outro lugar
dentro das rochas de sua mente
É, estamos jogando
aqueles jogos mentais juntos eternamente
Projetando nossa imagem no espaço e no tempo

Sim é a resposta e você sabe disso com certeza
Sim é se render, você precisa deixa-lo,
você precisa deixa-lo ir

Portanto continuemos
jogando esses jogos da mente juntos
Fazendo a dança ritual ao sol
Milhões de guerrilheiros da mente
Colocando o poder da alma na roda cármica
Continue jogando aqueles jogos da mente eternamente
Elevando o espírito de paz e amor

Amor...
Eu quero que você faça amor, não guerra
Eu sei que você já ouviu isso antes

Desafio no Cordel

Aceitando o desafio

De José de Sousa Dantas,

Esse fabuloso poeta

Com seu cordel que encanta,

E a semente do Nordeste

Neste mundo ele planta.



Vou fazer algumas rimas

Usando palavras raras.

Espero que Dantas goste

Não vá rir da minha cara,

Pois me falta gabarito

Para entrar nesta seara.



Vamos procurar palavras

Que possam rimar com lobo.

Num tempo globalizado

Vem à mente a Rede Globo.

Com a sua programação

Fazendo o povo de bobo.



Num país de analfabetos

Futuro não se vislumbra.

Pois a máquina da mídia

Deixa o povo na penumbra,

Que com a bolsa salário

Se encanta e se deslumbra.



Povo que vive em favela

Curtindo o seu mocambo.

Que às vezes pra comer

Apela pro velho escambo.

Catando lixo nas ruas

Vestindo-se de molambo.



Empurrando sua carroça

Ouvindo um rádio portátil.

Se mostrando bem feliz

Pois o povo é versátil,

E mesmo na sua pobreza

O sonho é coisa volátil.



Embora muita gente aja

De maneira bem covarde.

É o caso dos políticos

Que não querem muito alarde.

Sempre tudo vem à tona

Mesmo que já seja tarde.



A todo dia no Brasil

Vem à tona um alvitre,

Que funciona pra imprensa

Como se fosse salitre.

E a prisão de políticos

Nunca há ninguém que arbitre



Pois para os poderosos,

Justiça vive a menopausa.

Não importa ter razão

Eles sempre ganham causa.

Ou os processos se arrastam

Dando-lhes uma boa pausa.



Não há para o país

Esperança, simples réstia.

Pois quem aplica as leis,

E usa uma bonita véstia,

Se acha o dono do mundo

E não tem qualquer modéstia.



Com bom dinheiro no bolso

Não sabe o quê é uma xepa.

Come lagosta, salmão

Bem preparado na cepa.

Se alguém mexe na sua grana

Se descontrola e grita: epa.



No meu dinheiro não mexe.

Briga, dá murro, tabefe.

Manda até mesmo matar

Desossa feito magarefe.

E o crime fica impune,

Pois o sujeito é o chefe.

Com seu poder de fogo

Igual a um pirilampo

Grilam terras, tomam casas

Na cidade, até no campo.

Contra os inimigos usam

O famigerado grampo.



HENRIQUE CÉSAR PINHEIRO

FORTALEZA, JULHO/2010.