Acho que a polêmica entre se uma mulher é "presidente" ou "presidenta" deve girar mais em torno da gramática do que do campo legal. Penso também que se deve tratar a ocupante do cargo segundo as leis da língua mater independentemente da vontade de quem quer que seja.
Vejam abaixo a perspectiva de H. C. Pinheiro a respeito:
Alberto de Oliveira.
Às leis todos devem obediência.
Jamais dela alguém está acima.
E que delas ninguém jamais se exima.
Pra mostrar verdadeira ascendência.
Toda sua força e toda prepotência.
Porque das leis ninguém nunca se isenta
Nossa língua não tem qualquer ementa
E que se deixe de falar besteira.
Mesmo que a senhora Dilma queira,
Não será do país sua “presidenta”.
À Gramática deve-se respeito.
Deturpá-la não se pode fazer.
Não importa quem seja: A ou Z.
Mesmo que não se goste do seu jeito
Porque esse conjunto de preceito
Serve de guia e ele nos orienta
E sem ele haveria uma tormenta.
“Presidenta”! Uma gafe bem grosseira.
Mesmo que a senhora Dilma queira,
Não será do país sua “presidenta”.
Por seus atos ninguém no Brasil pensa
Trocar letra traz muita conseqüência
Porém, não é por falta de advertência
Estudar já não mais aqui compensa
Da Gramática regra se dispensa.
Haverá, no Brasil, logo “estudanta”
As empresas terão “representanta”
Ficará língua sem eira nem beira.
Mesmo que a senhora Dilma queira,
Não será do país sua “presidenta”.
Novo acordo ortográfico não previa,
E com língua ninguém pode brincar,
Depois o povo é quem vai pagar,
Com o idioma fazer essa orgia.
Presidente zelar por ela devia.
Nós teremos agora até “geranta”.
Amanhã haverá também a clienta.
Só espero que seja passageira
Mesmo que a senhora Dilma queira,
Não será do país sua “presidenta”.
HENRIQUE CÉSAR PINHEIRO
FORTALEZA, JANEIRO/2011.
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sábado, 15 de janeiro de 2011
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Poeta Dilson Pinheiro e Nonato Luiz...
Algumas misturas produzem efeitos mágicos. Poesia com música então...
Um dos maiores divulgadores e apoiadores dos artistas e da música de cá de nossas bandas, Dilson é um artista generoso e ímpar.
Abaixo , uma homenagem que Dilson fez em formato de cordel a outro grande artista da "Terrinha do Sol", Nonato Luiz.
Nosso Nonato
e agora vem nonato
pra nos encher de emoção
um com o outro acostumado
que causa até confusão
eu me confundo de fato
se o violão é nonato
ou se nonato é violão
nosso nonato luiz
que solta acordes tão finos
seus dedos são bailarinos
deslizando no verniz
vai misturando a raiz
do erudito ao popular
quem o escuta tocar
sente logo coração
vibrar de tanta emoção
tocando junto também
esse dom só ele tem
de ser gente e violão
Dilson Pinheiro
Pra ilustrar as palavras de Dilson:
Concerto Mariano 2008 - "Ave Maria de Gounod" - Nonato Luiz.
Paróquia do Cristo Rei - Fortaleza, Ce.
Mais sobre Nonato Luiz em:
http://musicadaboa-boa.blogspot.com/2009/04/violao-puro-e-nosso-nonato-luis.html
Um dos maiores divulgadores e apoiadores dos artistas e da música de cá de nossas bandas, Dilson é um artista generoso e ímpar.
Abaixo , uma homenagem que Dilson fez em formato de cordel a outro grande artista da "Terrinha do Sol", Nonato Luiz.
Nosso Nonato
e agora vem nonato
pra nos encher de emoção
um com o outro acostumado
que causa até confusão
eu me confundo de fato
se o violão é nonato
ou se nonato é violão
nosso nonato luiz
que solta acordes tão finos
seus dedos são bailarinos
deslizando no verniz
vai misturando a raiz
do erudito ao popular
quem o escuta tocar
sente logo coração
vibrar de tanta emoção
tocando junto também
esse dom só ele tem
de ser gente e violão
Dilson Pinheiro
Pra ilustrar as palavras de Dilson:
Concerto Mariano 2008 - "Ave Maria de Gounod" - Nonato Luiz.
Paróquia do Cristo Rei - Fortaleza, Ce.
Mais sobre Nonato Luiz em:
http://musicadaboa-boa.blogspot.com/2009/04/violao-puro-e-nosso-nonato-luis.html
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Desafio no Cordel
Aceitando o desafio
De José de Sousa Dantas,
Esse fabuloso poeta
Com seu cordel que encanta,
E a semente do Nordeste
Neste mundo ele planta.
Vou fazer algumas rimas
Usando palavras raras.
Espero que Dantas goste
Não vá rir da minha cara,
Pois me falta gabarito
Para entrar nesta seara.
Vamos procurar palavras
Que possam rimar com lobo.
Num tempo globalizado
Vem à mente a Rede Globo.
Com a sua programação
Fazendo o povo de bobo.
Num país de analfabetos
Futuro não se vislumbra.
Pois a máquina da mídia
Deixa o povo na penumbra,
Que com a bolsa salário
Se encanta e se deslumbra.
Povo que vive em favela
Curtindo o seu mocambo.
Que às vezes pra comer
Apela pro velho escambo.
Catando lixo nas ruas
Vestindo-se de molambo.
Empurrando sua carroça
Ouvindo um rádio portátil.
Se mostrando bem feliz
Pois o povo é versátil,
E mesmo na sua pobreza
O sonho é coisa volátil.
Embora muita gente aja
De maneira bem covarde.
É o caso dos políticos
Que não querem muito alarde.
Sempre tudo vem à tona
Mesmo que já seja tarde.
A todo dia no Brasil
Vem à tona um alvitre,
Que funciona pra imprensa
Como se fosse salitre.
E a prisão de políticos
Nunca há ninguém que arbitre
Pois para os poderosos,
Justiça vive a menopausa.
Não importa ter razão
Eles sempre ganham causa.
Ou os processos se arrastam
Dando-lhes uma boa pausa.
Não há para o país
Esperança, simples réstia.
Pois quem aplica as leis,
E usa uma bonita véstia,
Se acha o dono do mundo
E não tem qualquer modéstia.
Com bom dinheiro no bolso
Não sabe o quê é uma xepa.
Come lagosta, salmão
Bem preparado na cepa.
Se alguém mexe na sua grana
Se descontrola e grita: epa.
No meu dinheiro não mexe.
Briga, dá murro, tabefe.
Manda até mesmo matar
Desossa feito magarefe.
E o crime fica impune,
Pois o sujeito é o chefe.
Com seu poder de fogo
Igual a um pirilampo
Grilam terras, tomam casas
Na cidade, até no campo.
Contra os inimigos usam
O famigerado grampo.
HENRIQUE CÉSAR PINHEIRO
FORTALEZA, JULHO/2010.
De José de Sousa Dantas,
Esse fabuloso poeta
Com seu cordel que encanta,
E a semente do Nordeste
Neste mundo ele planta.
Vou fazer algumas rimas
Usando palavras raras.
Espero que Dantas goste
Não vá rir da minha cara,
Pois me falta gabarito
Para entrar nesta seara.
Vamos procurar palavras
Que possam rimar com lobo.
Num tempo globalizado
Vem à mente a Rede Globo.
Com a sua programação
Fazendo o povo de bobo.
Num país de analfabetos
Futuro não se vislumbra.
Pois a máquina da mídia
Deixa o povo na penumbra,
Que com a bolsa salário
Se encanta e se deslumbra.
Povo que vive em favela
Curtindo o seu mocambo.
Que às vezes pra comer
Apela pro velho escambo.
Catando lixo nas ruas
Vestindo-se de molambo.
Empurrando sua carroça
Ouvindo um rádio portátil.
Se mostrando bem feliz
Pois o povo é versátil,
E mesmo na sua pobreza
O sonho é coisa volátil.
Embora muita gente aja
De maneira bem covarde.
É o caso dos políticos
Que não querem muito alarde.
Sempre tudo vem à tona
Mesmo que já seja tarde.
A todo dia no Brasil
Vem à tona um alvitre,
Que funciona pra imprensa
Como se fosse salitre.
E a prisão de políticos
Nunca há ninguém que arbitre
Pois para os poderosos,
Justiça vive a menopausa.
Não importa ter razão
Eles sempre ganham causa.
Ou os processos se arrastam
Dando-lhes uma boa pausa.
Não há para o país
Esperança, simples réstia.
Pois quem aplica as leis,
E usa uma bonita véstia,
Se acha o dono do mundo
E não tem qualquer modéstia.
Com bom dinheiro no bolso
Não sabe o quê é uma xepa.
Come lagosta, salmão
Bem preparado na cepa.
Se alguém mexe na sua grana
Se descontrola e grita: epa.
No meu dinheiro não mexe.
Briga, dá murro, tabefe.
Manda até mesmo matar
Desossa feito magarefe.
E o crime fica impune,
Pois o sujeito é o chefe.
Com seu poder de fogo
Igual a um pirilampo
Grilam terras, tomam casas
Na cidade, até no campo.
Contra os inimigos usam
O famigerado grampo.
HENRIQUE CÉSAR PINHEIRO
FORTALEZA, JULHO/2010.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Pra ver futebol, tem que ver a novela global antes...
Leiam o que escreveu o cordelista H. Cesar Pinheiro.
Poderosa e também bastante rica,
A família Marinho, do Brasil,
Fez, que no hino se diz varonil,
Um país onde a lei dela se aplica.
Nossa hora pra dormir especifica
Pois assim é que ficou estipulado
Tudo na TV já foi programado
Nem que haja um grande quiproquó
Jogo de Futebol começa só
Se a novela tiver já terminado.
Não importa se findo na madrugada
Se não há segurança nem transporte
Para quem vai à praça de esporte
A pé volta pra casa, na calada
E bem cedo vai para outra jornada
Sem dormir e bastante enfadado
Pois do jogo chegou tarde, cansado.
Torcedor que vai lá pro cafundó.
Jogo de Futebol começa só
Se a novela tiver já terminado.
Com poder e bastante persuasão
O horário muda a seu bel prazer
Antes quando não havia a TV
Próprio povo fazia programação
Futebol vivia sem televisão.
Bem melhor, mais bonito, bem jogado,
Rivelino, Pelé muito endiabrado.
Hoje com perna de pau que dá dó
Jogo de Futebol começa só
Se a novela tiver já terminado.
Desrespeito com o povo é geral.
Não só com quem vai ver o futebol
Povo devia era tem semancol
Boicotar todo o programa global
Do tal Big Brother à Zorra Total
Que o Ibope deles fique zerado
E o povo passe a ser respeitado
Boicotar sem ter pena e nem dó
Jogo de Futebol começa só
Se a novela tiver já terminado.
Até nos jogos fora do Brasil
As novelas da Globo marcam a hora
Determinam o horário que vigora
País da Rede virou um covil
Isso no mundo nunca ninguém viu.
Mas se um projeto for aprovado
Pela Câmara e pelo Senado
Sancionado por nosso faraó
Jogo de Futebol será melhor
Se à Globo não for mais atrelado.
A São Paulo dou os meus parabéns
Por aprovar lei com destemor
Os edis foram do povo a favor.
Depois do jogo usa os trens
Pode voltar pra casa bem.
À meia noite o jogo foi acabado
E o projeto há de ser sancionado
Se o horário vier a ser um só
Jogo de Futebol será melhor
Se à Globo não for mais atrelado.
HENRIQUE CÉSAR PINHEIRO
FORTALEZA, MARÇO/2010.
Poderosa e também bastante rica,
A família Marinho, do Brasil,
Fez, que no hino se diz varonil,
Um país onde a lei dela se aplica.
Nossa hora pra dormir especifica
Pois assim é que ficou estipulado
Tudo na TV já foi programado
Nem que haja um grande quiproquó
Jogo de Futebol começa só
Se a novela tiver já terminado.
Não importa se findo na madrugada
Se não há segurança nem transporte
Para quem vai à praça de esporte
A pé volta pra casa, na calada
E bem cedo vai para outra jornada
Sem dormir e bastante enfadado
Pois do jogo chegou tarde, cansado.
Torcedor que vai lá pro cafundó.
Jogo de Futebol começa só
Se a novela tiver já terminado.
Com poder e bastante persuasão
O horário muda a seu bel prazer
Antes quando não havia a TV
Próprio povo fazia programação
Futebol vivia sem televisão.
Bem melhor, mais bonito, bem jogado,
Rivelino, Pelé muito endiabrado.
Hoje com perna de pau que dá dó
Jogo de Futebol começa só
Se a novela tiver já terminado.
Desrespeito com o povo é geral.
Não só com quem vai ver o futebol
Povo devia era tem semancol
Boicotar todo o programa global
Do tal Big Brother à Zorra Total
Que o Ibope deles fique zerado
E o povo passe a ser respeitado
Boicotar sem ter pena e nem dó
Jogo de Futebol começa só
Se a novela tiver já terminado.
Até nos jogos fora do Brasil
As novelas da Globo marcam a hora
Determinam o horário que vigora
País da Rede virou um covil
Isso no mundo nunca ninguém viu.
Mas se um projeto for aprovado
Pela Câmara e pelo Senado
Sancionado por nosso faraó
Jogo de Futebol será melhor
Se à Globo não for mais atrelado.
A São Paulo dou os meus parabéns
Por aprovar lei com destemor
Os edis foram do povo a favor.
Depois do jogo usa os trens
Pode voltar pra casa bem.
À meia noite o jogo foi acabado
E o projeto há de ser sancionado
Se o horário vier a ser um só
Jogo de Futebol será melhor
Se à Globo não for mais atrelado.
HENRIQUE CÉSAR PINHEIRO
FORTALEZA, MARÇO/2010.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
O Cordel está vivo. E bem vivo.
Lembro do refrão de um samba que diz: "Não deixe o samba morrer..."
O apelo se devia à invasão da música internacional que sufocava como um rolo compressor, a produção tupiniquim. O período foi de certa forma breve e hoje a música brasileira é destaque no mundo inteiro.
Vejo arte e a música em particular como universal. A música é a boa independentemente de onde venha mas o bom e velho cordel vem mesmo é do nordeste brasileiro. Há, felizmente, pessoas atentas à sua sobrevivência como se lhes não saisse da cabeça o refrão do samba onde então samba seria cordel: "Não deixe o cordel morrer..."
Abaixo, um excelente cordel sugerido pelo amigo poeta, cordelista e zagueiro, Henrique Cesar Pinheiro:
De Heliodoro Morais, RN.
DIGA O QUE ANDA FAZENDO QUE EU DIGO QUEM VOCÊ É!
Tudo na vida é corrido
E cheio de confusão
Se torna muito difícil
Conhecer um cidadão
Por causa da correria
O nome bem que podia
Revelar a profissão
Quem vive no caminhão
Estrada afora a rodar
Trabalha de motorista
Sem tempo pra descansar
Pra ser identificado
Deveria ser chamado
Passos Dias Aguiar
Você pode trabalhar
Em algo que lhe seduz
Coveiro no cemitério
É um espírito de luz
Tem um nome adequado
Pra ele ser batizado
Armando Covas da Cruz
Lenhador também faz jus
A uma vida pacata
Apesar da profissão
Não oferecer mamata
Como derruba a floresta
Sua identidade é esta:
Décio Machado da Mata
Comandante de fragata
Tem a vida muito exposta
Não liga pro alto risco
Porque só faz o que gosta
Por viver no oceano
Tem um nome soberano
Lindomar Porto da Costa
No exército, a proposta
É de lutar só na terra
Onde o soldado é chamado
Rivaldo Campos de Guerra
Mas quando a luta é no ar
Ele passa a se chamar
Eduardo Céu da Serra
Amâncio Leão encerra
O nome do domador
Que entra no picadeiro
Pra demonstrar seu valor
E Da Luz do Nascimento
Obstetra e instrumento
Da força do criador
Pecuarista e agricultor
Tem Jack Castro Cordeiro
Thomas Leite de Bezerra
Delgado Dácio Carneiro
Lauri Tadeu Oscar Brito
São um exemplo bonito
De nomes de fazendeiro
O nosso herói, o vaqueiro
Tem no nome o seu espelho
Edgar Lopes Mourão
Cabra do sangue vermelho
O caçador destemido
Tem o nome conhecido
Alzair Cássio Coelho
Diretora do conselho
Da defesa ambiental
Rosa Amélia Jardim Flores
Com seu guarda florestal
Silvestre Ramos Pinheiro
São exemplo verdadeiro
De um grande profissional
Dentro do reino animal
Com base na profissão
Qualquer nome que se diga
É de fácil dedução
Seguindo nesse cenário
Quem é o veterinário?
Jussara Aranha Leitão
Coitado do cidadão
Miserável, proletário
Pela pobreza do nome
Eliseu Elisiário
O outro extremo é legal
Érico Nobre Real
É nome milionário
Mas um simples operário
Que corre atrás do dinheiro
Pode ser uma mulher
No ofício de pedreiro
Por mais que seja bizarro
Magali Melo de Barros
É seu nome verdadeiro
Ele é o grande guerreiro
O pregador dos encantos
Prega a palavra de Deus
Orando nos quatro cantos
Recebendo como dote
Seu nome de sacerdote
Inácio Bento dos Santos
Quando a mulher, no entanto
Segue o rumo do pecado
Vendendo o corpo e a alma
Por uns míseros trocados
No nome está sua sede
Eva Gina das Mercedes
Doida por carro importado
Se um sujeito cansado
Segue o seu caminho vago
Sozinho numa canoa
Sem receber um afago
Levando a isca e a vara
O seu nome está na cara
É Remo Geraldo Lago
Ela que assume o estrago
Já que sua filha Elisa
Corre pra porta do Banco
Quando de grana precisa
Pela sua assinatura
Quem é que paga a fatura?
A sua mãe Ava Lisa
Alguém que gosta de brisa
Ama o sol da alvorada
O orvalho da manhã
O canto da passarada
O seu nome quer qu'eu fale?
Aurora Clara do Vale
A mulher da madrugada
Uma mulher mal amada
Traz a frieza na fronte
A dureza de uma pedra
O suspense de uma ponte
Eu sei dizer quem é ela
Só pela postura dela
Pietra Rocha do Monte
Na linha do horizonte
Tem uma obra bonita
Que se destaca no céu
Como uma coisa infinita
É uma igreja enorme
Que foi erguida conforme
Alcino Torres Mesquita
O advogado jurista
Que mata a gente de susto
De tanto criar imposto
Vai se chamar Noé Justo
Ou então Severo Carrasco
Que quando faz um churrasco
O povo é quem paga o custo
Hoje eu já não me assusto
Com a postura indecente
Do nosso representante
Que só quer roubar a gente
Seu nome vem do cinismo
Da prática do nepotismo
Alceu Augusto Parente
Tem uns nomes diferentes
Faty Mamede Borrego
Henfil Madeira Correia
Jacinto Aquino Rego
Jô Amadeu Leite Secco
Patty Faria no beco
Mas nada que dê sossego
Em cada caso o emprego
Que seja mais adequado
Pro cozinheiro: Agostinho
Edi Pimenta Salgado
Tem muito nome distinto
Por exemplo, Caio Pinto
É nome de aposentado...
O apelo se devia à invasão da música internacional que sufocava como um rolo compressor, a produção tupiniquim. O período foi de certa forma breve e hoje a música brasileira é destaque no mundo inteiro.
Vejo arte e a música em particular como universal. A música é a boa independentemente de onde venha mas o bom e velho cordel vem mesmo é do nordeste brasileiro. Há, felizmente, pessoas atentas à sua sobrevivência como se lhes não saisse da cabeça o refrão do samba onde então samba seria cordel: "Não deixe o cordel morrer..."
Abaixo, um excelente cordel sugerido pelo amigo poeta, cordelista e zagueiro, Henrique Cesar Pinheiro:
De Heliodoro Morais, RN.
DIGA O QUE ANDA FAZENDO QUE EU DIGO QUEM VOCÊ É!
Tudo na vida é corrido
E cheio de confusão
Se torna muito difícil
Conhecer um cidadão
Por causa da correria
O nome bem que podia
Revelar a profissão
Quem vive no caminhão
Estrada afora a rodar
Trabalha de motorista
Sem tempo pra descansar
Pra ser identificado
Deveria ser chamado
Passos Dias Aguiar
Você pode trabalhar
Em algo que lhe seduz
Coveiro no cemitério
É um espírito de luz
Tem um nome adequado
Pra ele ser batizado
Armando Covas da Cruz
Lenhador também faz jus
A uma vida pacata
Apesar da profissão
Não oferecer mamata
Como derruba a floresta
Sua identidade é esta:
Décio Machado da Mata
Comandante de fragata
Tem a vida muito exposta
Não liga pro alto risco
Porque só faz o que gosta
Por viver no oceano
Tem um nome soberano
Lindomar Porto da Costa
No exército, a proposta
É de lutar só na terra
Onde o soldado é chamado
Rivaldo Campos de Guerra
Mas quando a luta é no ar
Ele passa a se chamar
Eduardo Céu da Serra
Amâncio Leão encerra
O nome do domador
Que entra no picadeiro
Pra demonstrar seu valor
E Da Luz do Nascimento
Obstetra e instrumento
Da força do criador
Pecuarista e agricultor
Tem Jack Castro Cordeiro
Thomas Leite de Bezerra
Delgado Dácio Carneiro
Lauri Tadeu Oscar Brito
São um exemplo bonito
De nomes de fazendeiro
O nosso herói, o vaqueiro
Tem no nome o seu espelho
Edgar Lopes Mourão
Cabra do sangue vermelho
O caçador destemido
Tem o nome conhecido
Alzair Cássio Coelho
Diretora do conselho
Da defesa ambiental
Rosa Amélia Jardim Flores
Com seu guarda florestal
Silvestre Ramos Pinheiro
São exemplo verdadeiro
De um grande profissional
Dentro do reino animal
Com base na profissão
Qualquer nome que se diga
É de fácil dedução
Seguindo nesse cenário
Quem é o veterinário?
Jussara Aranha Leitão
Coitado do cidadão
Miserável, proletário
Pela pobreza do nome
Eliseu Elisiário
O outro extremo é legal
Érico Nobre Real
É nome milionário
Mas um simples operário
Que corre atrás do dinheiro
Pode ser uma mulher
No ofício de pedreiro
Por mais que seja bizarro
Magali Melo de Barros
É seu nome verdadeiro
Ele é o grande guerreiro
O pregador dos encantos
Prega a palavra de Deus
Orando nos quatro cantos
Recebendo como dote
Seu nome de sacerdote
Inácio Bento dos Santos
Quando a mulher, no entanto
Segue o rumo do pecado
Vendendo o corpo e a alma
Por uns míseros trocados
No nome está sua sede
Eva Gina das Mercedes
Doida por carro importado
Se um sujeito cansado
Segue o seu caminho vago
Sozinho numa canoa
Sem receber um afago
Levando a isca e a vara
O seu nome está na cara
É Remo Geraldo Lago
Ela que assume o estrago
Já que sua filha Elisa
Corre pra porta do Banco
Quando de grana precisa
Pela sua assinatura
Quem é que paga a fatura?
A sua mãe Ava Lisa
Alguém que gosta de brisa
Ama o sol da alvorada
O orvalho da manhã
O canto da passarada
O seu nome quer qu'eu fale?
Aurora Clara do Vale
A mulher da madrugada
Uma mulher mal amada
Traz a frieza na fronte
A dureza de uma pedra
O suspense de uma ponte
Eu sei dizer quem é ela
Só pela postura dela
Pietra Rocha do Monte
Na linha do horizonte
Tem uma obra bonita
Que se destaca no céu
Como uma coisa infinita
É uma igreja enorme
Que foi erguida conforme
Alcino Torres Mesquita
O advogado jurista
Que mata a gente de susto
De tanto criar imposto
Vai se chamar Noé Justo
Ou então Severo Carrasco
Que quando faz um churrasco
O povo é quem paga o custo
Hoje eu já não me assusto
Com a postura indecente
Do nosso representante
Que só quer roubar a gente
Seu nome vem do cinismo
Da prática do nepotismo
Alceu Augusto Parente
Tem uns nomes diferentes
Faty Mamede Borrego
Henfil Madeira Correia
Jacinto Aquino Rego
Jô Amadeu Leite Secco
Patty Faria no beco
Mas nada que dê sossego
Em cada caso o emprego
Que seja mais adequado
Pro cozinheiro: Agostinho
Edi Pimenta Salgado
Tem muito nome distinto
Por exemplo, Caio Pinto
É nome de aposentado...
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Cordel - O Balaio do Sumiço
I
Neste país varonil
de gente ruim que faz dó.
Com tantos para sumir
Sumiu logo o Belchior.
Do Pará devia sumir
Sebastião Curió.
II
De lá também pode ir
O tal de Jader Barbalho.
Junto com sua ex-mulher
para casa do Ramalho.
E levando do Amapá
O de bigode grisalho.
III
Do Amazonas pode ir
Senador Artur Virgílio,
Também o ex-governador,
O tal de Amazonílio.
Vamos agora avaliar
Quem vai doutros domicílios.
IV
Ao Piauí não fará falta
O tal senador Mão-Santa.
Leve também o Heráclito.
Contra? Ninguém se levanta.
Leve Patrícia que sumiu;
E Inácio só tem garganta.
V
O senador Flávio Torres,
E também Aldemir Santana,
Como ninguém os conhece
Serão tema de gincana.
E quem os quiser levar
Ganhará uma banana.
VI
Lá em Pernambuco o Jarbas
Denunciou a maracutaia
Da turma do PMDB
E de toda sua gandaia
Por isso levem embora
O Maciel, Jeferson Praia.
VII
A Alagoas é bem pior.
Tem Color e um tal Tenório,
Com Renan Calheiros podem
Ir de nosso território.
Melhor se fossem pro inferno
Sem passar no purgatório.
VIII
Se sumirem Almeida
Lima, Aloizio Mercadante
Todo povo brasileiro
Ficará bem exultante,
E levando o Suplicy
Com seu cartão vacilante.
IX
Com Álvaro Dias, Antônio
Carlos Júnior vou por,
E consigo vão levar
Valadares pra onde for,
Também Augusto Botelho
Estar ao inteiro dispor.
X
César Borges não faz falta,
Muito menos o Delcídio.
Alguns estarão melhor
Dentro de grande presídio.
E se Eduardo Azeredo
Praticasse suicídio?
XI
Cristovam Buarque e Pedro
Simon têm até algum crédito.
E para o nosso Brasil
Isso é fato inédito
Nossa classe política
Só acumula descrédito.
XII
De Expedito Junior
Jamais se ouviu falar.
Mas se conhecem as proezas
Do tal Romero Jucá.
Ninguém sabe que é Dias
Com prenome de Osmar.
XII
Eliseu Resende, Flexa
Ribeiro, Efraim Morais,
Epitácio Cafeteira
Todos eles são iguais.
Qualquer cargo político
Não exercerão jamais.
XIV
Flávio Arns saiu do PT
Envergonhado bastante.
Pelo menos teve coragem
E discordou do mandante.
Francisco Dorneles outro
Que sempre vai a jusante.
XV
Garibaldi Alves Filho
É do Rio Grande do Norte,
Também Agripino Maia
Lá não há mais quem suporte.
Fátima Cleide, Geraldo
Mesquita também se exporte.
XVI
Gérson Camata, Gilvan
Borges velhos conhecidos
Gilberto Goellner, e Gim
Argello estão esquecidos
Devem ser aos seus estados
De imediato devolvidos.
XVII
Santa Catarina tem
A tal Ideli Salvatti
Caso fosse seqüestrada
Ninguém pagaria o resgate,
Nem que o preço cobrado
Fosse um simples abacate.
XVIII
Os quatro Joãos: Durval,
Pedro, Ribeiro, Claudino,
Não fazem nenhuma falta,
Muito menos Agripino,
Pois na defesa do povo
Não há nenhum paladino.
XIX
José Nery, a Kátia Abreu,
Também Leomar Quintanilha,
Lobão Filho, Lúcia Vânia,
Compõem a camarilha,
Com Magno Malta vão pra
longe daqui muitas milhas.
XX
Crivella e Marconi Perillo,
Maria do Carmo, Marina
Silva, essa senadora,
Com os outros não combina,
Por isso deve ficar.
Pros demais grupe suína.
XXI
Mario Couto, Fecury,
E a Marisa Serrano,
Há um prêmio para quem
Conhecer os três fulanos,
Que poderão ir embora
Pro outro lado do oceano.
XXII
Consigo devem levar
Mozarildo Cavalcanti,
Neuto de Conto e Papaléo
Paes devem ir muito antes.
Pois Paulo Duque e Paim
Vão agora neste instante.
XXIII
Junto a Raimundo Colombo
E Renato Casagrande,
Pois Roberto Cavalcanti
Já se encontra lá nos Andes.
Romeu Tuma ninguém vê,
Em São Paulo ou Rio Grande..
XXIV
Rosalba Ciarlini, Sérgio
Zambiasi e Sérgio Guerra,
Serys Slhessarenko daqui
Vão embora pra outra terra.
Para Tasso Jereissati
Bom descanso lá na serra.
XXV
Tião Viana e Valdir Raupp,
Valter Pereira lhes desejo,
E pro Wellington Salgado
De Brasília um despejo,
Pra bem longe do Brasil
Pode ser pra Saravejo.
XXVI
Podem sumir do país
Todos nossos senadores,
Prefeitos e deputados
E também os vereadores.
Quiçá nosso presidente
E seu bando de assessores.
HENRIQUE CÉSAR PINHEIRO
SETEMBRO/2009
Neste país varonil
de gente ruim que faz dó.
Com tantos para sumir
Sumiu logo o Belchior.
Do Pará devia sumir
Sebastião Curió.
II
De lá também pode ir
O tal de Jader Barbalho.
Junto com sua ex-mulher
para casa do Ramalho.
E levando do Amapá
O de bigode grisalho.
III
Do Amazonas pode ir
Senador Artur Virgílio,
Também o ex-governador,
O tal de Amazonílio.
Vamos agora avaliar
Quem vai doutros domicílios.
IV
Ao Piauí não fará falta
O tal senador Mão-Santa.
Leve também o Heráclito.
Contra? Ninguém se levanta.
Leve Patrícia que sumiu;
E Inácio só tem garganta.
V
O senador Flávio Torres,
E também Aldemir Santana,
Como ninguém os conhece
Serão tema de gincana.
E quem os quiser levar
Ganhará uma banana.
VI
Lá em Pernambuco o Jarbas
Denunciou a maracutaia
Da turma do PMDB
E de toda sua gandaia
Por isso levem embora
O Maciel, Jeferson Praia.
VII
A Alagoas é bem pior.
Tem Color e um tal Tenório,
Com Renan Calheiros podem
Ir de nosso território.
Melhor se fossem pro inferno
Sem passar no purgatório.
VIII
Se sumirem Almeida
Lima, Aloizio Mercadante
Todo povo brasileiro
Ficará bem exultante,
E levando o Suplicy
Com seu cartão vacilante.
IX
Com Álvaro Dias, Antônio
Carlos Júnior vou por,
E consigo vão levar
Valadares pra onde for,
Também Augusto Botelho
Estar ao inteiro dispor.
X
César Borges não faz falta,
Muito menos o Delcídio.
Alguns estarão melhor
Dentro de grande presídio.
E se Eduardo Azeredo
Praticasse suicídio?
XI
Cristovam Buarque e Pedro
Simon têm até algum crédito.
E para o nosso Brasil
Isso é fato inédito
Nossa classe política
Só acumula descrédito.
XII
De Expedito Junior
Jamais se ouviu falar.
Mas se conhecem as proezas
Do tal Romero Jucá.
Ninguém sabe que é Dias
Com prenome de Osmar.
XII
Eliseu Resende, Flexa
Ribeiro, Efraim Morais,
Epitácio Cafeteira
Todos eles são iguais.
Qualquer cargo político
Não exercerão jamais.
XIV
Flávio Arns saiu do PT
Envergonhado bastante.
Pelo menos teve coragem
E discordou do mandante.
Francisco Dorneles outro
Que sempre vai a jusante.
XV
Garibaldi Alves Filho
É do Rio Grande do Norte,
Também Agripino Maia
Lá não há mais quem suporte.
Fátima Cleide, Geraldo
Mesquita também se exporte.
XVI
Gérson Camata, Gilvan
Borges velhos conhecidos
Gilberto Goellner, e Gim
Argello estão esquecidos
Devem ser aos seus estados
De imediato devolvidos.
XVII
Santa Catarina tem
A tal Ideli Salvatti
Caso fosse seqüestrada
Ninguém pagaria o resgate,
Nem que o preço cobrado
Fosse um simples abacate.
XVIII
Os quatro Joãos: Durval,
Pedro, Ribeiro, Claudino,
Não fazem nenhuma falta,
Muito menos Agripino,
Pois na defesa do povo
Não há nenhum paladino.
XIX
José Nery, a Kátia Abreu,
Também Leomar Quintanilha,
Lobão Filho, Lúcia Vânia,
Compõem a camarilha,
Com Magno Malta vão pra
longe daqui muitas milhas.
XX
Crivella e Marconi Perillo,
Maria do Carmo, Marina
Silva, essa senadora,
Com os outros não combina,
Por isso deve ficar.
Pros demais grupe suína.
XXI
Mario Couto, Fecury,
E a Marisa Serrano,
Há um prêmio para quem
Conhecer os três fulanos,
Que poderão ir embora
Pro outro lado do oceano.
XXII
Consigo devem levar
Mozarildo Cavalcanti,
Neuto de Conto e Papaléo
Paes devem ir muito antes.
Pois Paulo Duque e Paim
Vão agora neste instante.
XXIII
Junto a Raimundo Colombo
E Renato Casagrande,
Pois Roberto Cavalcanti
Já se encontra lá nos Andes.
Romeu Tuma ninguém vê,
Em São Paulo ou Rio Grande..
XXIV
Rosalba Ciarlini, Sérgio
Zambiasi e Sérgio Guerra,
Serys Slhessarenko daqui
Vão embora pra outra terra.
Para Tasso Jereissati
Bom descanso lá na serra.
XXV
Tião Viana e Valdir Raupp,
Valter Pereira lhes desejo,
E pro Wellington Salgado
De Brasília um despejo,
Pra bem longe do Brasil
Pode ser pra Saravejo.
XXVI
Podem sumir do país
Todos nossos senadores,
Prefeitos e deputados
E também os vereadores.
Quiçá nosso presidente
E seu bando de assessores.
HENRIQUE CÉSAR PINHEIRO
SETEMBRO/2009
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Lina e Marina - Por H. Cesar Pinheiro - Cordel
O Palácio do Planalto
Tem medo de duas meninas.
Uma delas veio do Acre,
Conhecida por Marina,
A outra de Pernambuco.
Porém é mesmo de Minas.
II
Da Receita saiu a Lina,
Que desmentiu a ministra.
Que pensa ser presidente
Duma maneira sinistra,
Com o tal bolsa-família
E o PAC que administra.
III
Coragem, que não se registra,
É a dessas duas mulheres,
Sem medo de represálias,
Daquele bando de alferes.
Vingativo, poderoso,
Que explode nos seus amperes,
IV
Para vingança ser célere.
Porém com muita valentia,
Sem qualquer preocupação
de perder toda a regalia,
que tem de suas posições,
entraram em desarmonia
V
Com poder e sua covardia.
Diverso do senador
Que anunciou sua renúncia,
Mas voltou atrás sem pudor
Ao ser por Lula enquadrado
Com muita raiva e furor.
VI
No plenário, tal senhor
Explicou sua não renúncia
De forma triste e bisonha
Pensando só em brogúncias
Que a sua carreira lhe traz.
Ali houve impronúncia.
VII
Mas virá logo a denúncia
Pra que saibam os eleitores
Quem é aquele farsante,
Que ataca os opositores,
Se estes os contrariar,
Atuando nos bastidores.
VIII
Só vivendo de favores
Político, no Brasil,
É sempre comprometido,
E do poder é servil.
Participando do banquete
Que se serve no covil.
IX
E já há gente imbecil,
Contra Lina faz bravata
E também contra Marina.
Insinuam que é cascata
E a posição que tomaram
Foi por perderem mamata.
X
Mas querem é uma oblata,
Como fez o Mercandante
Que se rendeu ao poder
De forma bem vacilante
E mais uma vez nos mostrou
Que não é o que fora antes.
XI
E de maneira arrogante
Aos seus contrários ataca.
Ou justifica sua posição
De forma dúbia e fraca.
Porque poucos tem coragem
De meter o pé na jaca.
XII
Para esses vira-casacas
Vai ainda chegar punição.
As mulheres deram senha
Pra começar a lição.
Talvez não seja agora,
Porém noutra geração.
XIII
Por terem desilusão,
Senadores saem do PT.
Preferem perder mandato
Ou ao governo se vender.
Veja que o Flávio Arns
não deixou se corromper.
XIV
Dispensou o jabaculê.
Porém José Genuíno,
Aquele do mensalão,
Dando uma de vivaldino,
Saiu em defesa do PT
Com todo seu desatino.
XV
O irmão, aquele menino,
Que levou dólar na cueca.
Elegeu-se deputado.
E acertou na loteca.
Para o resto da vida
Vai tirar uma soneca.
XVI
Metido numa sueca
Agora o país se encontra
Se Dilma for presidente
Isso muito nos espanta,
Pois em nós vai cavalgar,
Sem ao menos usar manta.
XVII
Também não há quem garanta
Se continua a democracia.
E na Receita Federal
Muita gente já renuncia,
Com medo de ingerência
Que no local se prenuncia.
HENRIQUE CÉSAR PINHEIRO
FORTALEZA, AGOSTO/2009
Tem medo de duas meninas.
Uma delas veio do Acre,
Conhecida por Marina,
A outra de Pernambuco.
Porém é mesmo de Minas.
II
Da Receita saiu a Lina,
Que desmentiu a ministra.
Que pensa ser presidente
Duma maneira sinistra,
Com o tal bolsa-família
E o PAC que administra.
III
Coragem, que não se registra,
É a dessas duas mulheres,
Sem medo de represálias,
Daquele bando de alferes.
Vingativo, poderoso,
Que explode nos seus amperes,
IV
Para vingança ser célere.
Porém com muita valentia,
Sem qualquer preocupação
de perder toda a regalia,
que tem de suas posições,
entraram em desarmonia
V
Com poder e sua covardia.
Diverso do senador
Que anunciou sua renúncia,
Mas voltou atrás sem pudor
Ao ser por Lula enquadrado
Com muita raiva e furor.
VI
No plenário, tal senhor
Explicou sua não renúncia
De forma triste e bisonha
Pensando só em brogúncias
Que a sua carreira lhe traz.
Ali houve impronúncia.
VII
Mas virá logo a denúncia
Pra que saibam os eleitores
Quem é aquele farsante,
Que ataca os opositores,
Se estes os contrariar,
Atuando nos bastidores.
VIII
Só vivendo de favores
Político, no Brasil,
É sempre comprometido,
E do poder é servil.
Participando do banquete
Que se serve no covil.
IX
E já há gente imbecil,
Contra Lina faz bravata
E também contra Marina.
Insinuam que é cascata
E a posição que tomaram
Foi por perderem mamata.
X
Mas querem é uma oblata,
Como fez o Mercandante
Que se rendeu ao poder
De forma bem vacilante
E mais uma vez nos mostrou
Que não é o que fora antes.
XI
E de maneira arrogante
Aos seus contrários ataca.
Ou justifica sua posição
De forma dúbia e fraca.
Porque poucos tem coragem
De meter o pé na jaca.
XII
Para esses vira-casacas
Vai ainda chegar punição.
As mulheres deram senha
Pra começar a lição.
Talvez não seja agora,
Porém noutra geração.
XIII
Por terem desilusão,
Senadores saem do PT.
Preferem perder mandato
Ou ao governo se vender.
Veja que o Flávio Arns
não deixou se corromper.
XIV
Dispensou o jabaculê.
Porém José Genuíno,
Aquele do mensalão,
Dando uma de vivaldino,
Saiu em defesa do PT
Com todo seu desatino.
XV
O irmão, aquele menino,
Que levou dólar na cueca.
Elegeu-se deputado.
E acertou na loteca.
Para o resto da vida
Vai tirar uma soneca.
XVI
Metido numa sueca
Agora o país se encontra
Se Dilma for presidente
Isso muito nos espanta,
Pois em nós vai cavalgar,
Sem ao menos usar manta.
XVII
Também não há quem garanta
Se continua a democracia.
E na Receita Federal
Muita gente já renuncia,
Com medo de ingerência
Que no local se prenuncia.
HENRIQUE CÉSAR PINHEIRO
FORTALEZA, AGOSTO/2009
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Gripe Suina em Cordel
A mídia agora só fala
Na tal da gripe suína
Criada por americanos
Pra vender nova vacina
Já que caíram as vendas
Da velha penicilina.
Criaram a gripe do frango
A tal da gripe aviária.
Como a moda não pegou
Mudaram a culinária.
Deve ser a mesma receita
Com outra indumentária.
Devemos nos preparar
Pois virá gripe bovina.
Depois teremos mais outra
Que chamarão de caprina.
Círculo que não se esgota
Prepare-se pra gripe ovina.
Mas já está comprovado,
A engenharia genética
Criou o vírus dessa gripe
De forma jamais hilética.
Lucram os laboratórios
Com essa falta de ética.
A doença até tem causado
Em todo tipo de cidade
Uma mudança de vida
Por conta da enfermidade.
Comércio está morrendo
Com essa fatalidade.
Na minha pequena cidade,
Joãozinho de Marina
Sustentava sua família
Vendendo carne suína.
Mas com a queda nas vendas
Mudou pra carne caprina.
Agora inventou um novo
Modo de faturamento
E vai processar linguiça
Com carne de jumento,
Pois não inventaram vírus
Até o presente momento.
Nessa cadeia alimentar
A raça dos asininos,
Deverá ser a última
Pois temos ainda os caninos
Bem apreciados por gente
Que tem olhos pequeninos.
Pensando desta maneira
Montou Joaozinho um frigorífico.
Até importou jumento
De longe, lá do Pacífico.
Nesse novo investimento
Teve lucro magnífico.
Os portugueses que vendem
Sanduíche de pernil
Estão comprando jumento,
No Ceará, em Tamboril.
Na cidade não se vê
Mais nenhum velho cabril.
Pois foram modificados
Para abrigar mais jumento.
Tudo para aproveitar
A onda desse momento
É nosso cabeça chata
Mostrando conhecimento.
Enquanto não se inventa
Um novo medicamento
Pra nova onda de gripe
Que há de ser do jumento,
Joaozinho ganha milhões
Marina, toda feliz,
Mostra seu contentamento.
HENRIQUE CÉSAR PINHEIRO
FORTALEZA,AGOSTO/2009
Na tal da gripe suína
Criada por americanos
Pra vender nova vacina
Já que caíram as vendas
Da velha penicilina.
Criaram a gripe do frango
A tal da gripe aviária.
Como a moda não pegou
Mudaram a culinária.
Deve ser a mesma receita
Com outra indumentária.
Devemos nos preparar
Pois virá gripe bovina.
Depois teremos mais outra
Que chamarão de caprina.
Círculo que não se esgota
Prepare-se pra gripe ovina.
Mas já está comprovado,
A engenharia genética
Criou o vírus dessa gripe
De forma jamais hilética.
Lucram os laboratórios
Com essa falta de ética.
A doença até tem causado
Em todo tipo de cidade
Uma mudança de vida
Por conta da enfermidade.
Comércio está morrendo
Com essa fatalidade.
Na minha pequena cidade,
Joãozinho de Marina
Sustentava sua família
Vendendo carne suína.
Mas com a queda nas vendas
Mudou pra carne caprina.
Agora inventou um novo
Modo de faturamento
E vai processar linguiça
Com carne de jumento,
Pois não inventaram vírus
Até o presente momento.
Nessa cadeia alimentar
A raça dos asininos,
Deverá ser a última
Pois temos ainda os caninos
Bem apreciados por gente
Que tem olhos pequeninos.
Pensando desta maneira
Montou Joaozinho um frigorífico.
Até importou jumento
De longe, lá do Pacífico.
Nesse novo investimento
Teve lucro magnífico.
Os portugueses que vendem
Sanduíche de pernil
Estão comprando jumento,
No Ceará, em Tamboril.
Na cidade não se vê
Mais nenhum velho cabril.
Pois foram modificados
Para abrigar mais jumento.
Tudo para aproveitar
A onda desse momento
É nosso cabeça chata
Mostrando conhecimento.
Enquanto não se inventa
Um novo medicamento
Pra nova onda de gripe
Que há de ser do jumento,
Joaozinho ganha milhões
Marina, toda feliz,
Mostra seu contentamento.
HENRIQUE CÉSAR PINHEIRO
FORTALEZA,AGOSTO/2009
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Cordel - O Ruido do Silêncio
Os massacres de inocentes
Que abalam nações do mundo,
Mas calam grandes potências.
Tráfico de droga imundo.
Exploração sexual
Tudo coisa do submundo
Que a todos nós afeta.
Crianças perdem a infância
Guerras, trabalhos forçados,
Governos dão concordância.
O racismo que alimenta
Nossa vil intolerância.
Nossa omissão, por medo,
A violência alimenta.
Os povos sofrem conseqüências
Que a cada dia aumenta
E o ruído do silêncio,
Resta-nos esta tormenta.
HENRIQUE CÉSAR PINHEIRO
FORTALEZA, JULHO/2009.
Que abalam nações do mundo,
Mas calam grandes potências.
Tráfico de droga imundo.
Exploração sexual
Tudo coisa do submundo
Que a todos nós afeta.
Crianças perdem a infância
Guerras, trabalhos forçados,
Governos dão concordância.
O racismo que alimenta
Nossa vil intolerância.
Nossa omissão, por medo,
A violência alimenta.
Os povos sofrem conseqüências
Que a cada dia aumenta
E o ruído do silêncio,
Resta-nos esta tormenta.
HENRIQUE CÉSAR PINHEIRO
FORTALEZA, JULHO/2009.
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