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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

David Garrett - Música clássica atraindo público jovem.

                           O Verão das Quatro Estações de Vivaldi

De mãe nascida nos EUA e pai alemão, David Garrett (Bongartz) nasceu em Aachen (Aquisgrano), Alemanha em 4 de setembro de 1980.

Aos quatro anos de idade iniciou-se nos estudos de violino. Estudou no Conservatório Lübeck e aos doze anos conheceu a violinista polaco-britânica Ida Haendel com quem também estudou.

Seu pai era muito disciplinado e rígido. Obrigava-o a estudar até a exaustão enquanto não completasse o estudo de determinada peça.

Aos treze anos firmou um contrato com a gravadora Deutsche Grammophon Gesellschaft que assegura exclusividade. Foi também nessa idade que decidiu mudar seu nome artístico e começou a usar o sobrenome de sua mãe.


Em 1999 foi aluno da Juilliard School, na sala de Itzhak Perlman, para aprofundar seus conhecimentos do violino. Saiu formado de lá em 2004.
Garrett toca alternativamente um violino de Antonio Stradivari de 1718 e um de Giovanni Battista Guadagnini de 1772.

Em dezembro de 2007, Garrett caiu depois de uma apresentação no Barbican Hall em Londres e bateu no seu violino exclusivo. A princípio pensou-se ser seu Stradivarius, mas logo foi confirmado que se tratava de um modelo fabricado por Giovanni Battista Guadagnini. David havia adquirido o violino há quatro anos por um milhão de dólares. O custo estimado do conserto foi de 120 mil dólares.

Ao gravar o CD/DVD Rock Symphonies em 2010, onde usa seu virtuosismo de forma alegre, muitos músicos eruditos torceram os narizes enquanto outros o apoiaram por estar atraindo muitos jovens para a música clássica.

Discografia

  • 1995: Mozart: Violinkonzerte KV 218 und 271a, Sonate für Klavier und Violine B-Dur KV 454
  • 1995: Violin Sonata
  • 1997: Paganini Caprices
  • 2001: Tchaikovsky, Conus: Violin Concertos
  • 2002: Pure Classics
  • 2006: Free
  • 2007: Virtuoso
  • 2008: Encore
  • 2010: Rock Symphonies


Fontes: wikipedia, entrevistas.

sábado, 6 de março de 2010

Cearense cidadão do mundo - Jacques Klein

De Aracati-Ce para o mundo.

Veja abaixo matéria publicada no Jornal O Globo em 11/10/2009:

Morto precocemente em 1982, pianista cearense Jacques Klein é lembrado em concurso

Imagine um excelente pianista, do tipo que é referência mundial, tocando com as maiores orquestras do planeta. Dê a ele bom humor, gênio impulsivo e, de quebra, um talento especial para se comunicar com plateias das mais esnobes às mais simplórias. Hoje pode ser difícil imaginar, mas o produto dessa mistura existiu, sim, veio de Aracati, no Ceará, e se chamava Jacques Klein.

Consumido por um câncer quando ainda estava no auge da carreira, aos 52 anos, Klein era um tipo raro de músico clássico. Era popular. Amava interpretar Beethoven, Mozart e Chopin. Mas também compôs com Dorival Caymmi, teve um grupo de jazz e aparecia com tanta naturalidade na TV que chegava a dar autógrafo na rua.

Morreu em 1982, mas parece que foi há séculos. Deixou quase nada gravado, e, saindo do circuito da música clássica, seu nome é pouco conhecido entre os mais jovens. Daí que ele foi escolhido para ser o homenageado do primeiro Concurso Internacional BNDES de Piano, que acontece esta semana, na Sala Cecília Meireles, reunindo 20 jovens pianistas brasileiros e estrangeiros, pré-selecionados entre 34 inscritos. Há mais de 50 anos não havia concurso dessas proporções por aqui.

Um pouco mais sobre Jacques Klein:

Texto de Luis Reis (revisado por Alberto de Oliveira).

Nasceu em Aracati - Ce, no dia 10 de julho de 1930, filho de Alberto Jacques Klein, comerciante, e Gasparina Campello Klein.

Faleceu em 23 de outubro de 1982, aos 52 anos, vítima de câncer, no Rio de Janeiro.

Sua vocação musical se manifestou muito cedo.

Era um garoto dotado de um esplêndido "ouvido musical", destacando-se nas aulas de música e mostrando um apurado gosto nessa área.

Até os 18 anos, Jacques dedicou-se ao estudo do jazz, tendo inclusive feito algumas gravações desse estilo musical em disco de 78 rpm.

No ano de 1949, foi para os Estados unidos com a firme intenção de estudar música clássica. O seu primeiro contato profissional aconteceu com o legendário músico norte americano Art Tatum, que, impressionado ao vê-lo tocar jazz em Nova Yorque, fez-lhe o convite para tocar como profissional em sua banda. Jacques manteve-se firme na sua decisão de estudar clássico e não aceitou o convite do músico famoso. Antes, ainda no Brasil, chegou a prestar exame vestibular para Direito, na PUC, obtendo o 5° lugar, mas optou por seguir os caminhos da música, atraído pelos maviosos acordes do piano. Durante um certo tempo, alimentou a idéia de se dedicar à diplomacia, carreira que encantava a família, mas seus rápidos progressos no estudo musical o fizeram desistir dessa idéia. Seu grande momento internacional aconteceu em 1953, em Genebra, na Suiça, quando conquistou, com méritos, o 1° lugar no Concurso Internacional para Pianistas. Na época, era esse o mais importante concurso em todo o mundo e, depois de muitos anos, um pianista veio a conquistar o primeiro luar na competição. Nos anos anteriores, não havia sido conferido o primeiro lugar a nenhum concorrente. O melhor ficava com a 2a colocação, de acordo com o julgamento dos juízes do concurso. A partir dessa conquista, sua carreira na Europa tomou rumos de grande sucesso. Era um pianista admirado em todo o velho Continente e, em Viena, na Áustria, terra de grandes músicos, Jacques Klein chegou a ser comparado a Horowitz e Rubinstein, na época, os grandes nomes da música clássica. Suas apresentações eram concorridíssimas, grande público se aglomerava à porta das casas onde se apresentava na Europa e rendia homenagens ao músico aracatiense e inúmeras foram as condecorações a ele conferidas. O Governo inglês, por exemplo, outorgou-lhe a medalha Harriet Cohen, uma das maiores comendas daquele país. Quando de sua estréia nos Estados unidos, em 1959, a crítica o considerou como um dos maiores pianistas "não só de sua geração, mas também da geração que o precedeu. Na ocasião, Jacques Klein foi considerado superior a Emil Gilels e Van Cliburn, este último um ídolo americano porque vencera o concurso de Moscou. Jacques Klein foi solista das mais importantes orquestras mundiais e realizou importantes ciclos de concertos, como o das 32 sonatas para piano de Beethoven. Durante alguns anos, participou da direção da Orquestra Sinfônica Brasileira e ocupou o cargo de Diretor da Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, onde realizou uma administração exemplar. Foi também excelente músico de câmara, tendo tocado inúmeras vezes no Brasil e na Europa com o grande violonista italiano Salvatore Accardo. Jacques Klein destacou-se ainda como professor, dando enorme contribuição para a formação de famosos pianistas, como Nelson Freire, Arnaldo Cohen, Luiz Fernando Benedini, José Henrique, Edson Elias, Sônia Goulart e João Carlos Assis Brasil, entre tantos outros. Em seus últimos anos de vida, incansável e sempre otimista, alternava períodos de internação hospitalar com sérios concertos e recitais. Um mês antes de sua morte, ainda reuniu forças para ser solista, no Rio de Janeiro, da Orquestra de Câmara de Moscou. O maior nome da expressão musical pianística clássica brasileira na Europa.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Symphonia Brasil Barroco

A Symphonia Brasil Barroco é um grupo de câmara constituído aos moldes dos grupos musicais que atuaram nas igrejas no séc. XVIII no Brasil durante o período que a história da arte convencionou chamar de "barroco mineiro". A rigor, o "barroco mineiro" não se limita a um período histórico bem definido e uniforme. O termo neste caso não se restringe apenas ao estilo musical, mas também abriga as múltiplas manifestações artísticas e à concepção de mundo do período. Os traços presentes nas produções artísticas do "Barroco no Brasil" e em especial na música, apresentam marcas estilísticas do barroco, do arcadismo e do estilo galante em voga em meados do séc. XVIII. O barroco, adjetivado mineiro, se torna manifestação histórica ampla com suas qualidades intrínsecas, devido a sua originalidade de visão e suas múltiplas sensibilidades. É através da pesquisa destas diversidades e complexidades do estilo que a Symphonia Brasil Barroco, há vinte anos, direciona a interpretação do repertório setecentista produzido no Brasil.

A Symphonia Brasil Barroco espera continuar sempre contribuindo para a divulgação de uma expressão artística pouco conhecida entre nós, resgatando a memória de compositores brasileiros esquecidos pela história e incentivando a curiosidade e a formação de novos grupos/estudantes a pesquisar o estilo, reivindicando para o gênero o mesmo patamar de importância conquistada por outras formas de arte do período como a arquitetura, a escultura e a pintura.

Extraido: http://www.brasilbarroco.com/