terça-feira, 30 de junho de 2009

Adoniran e Elis. São Paulo, 1978.


Adoniran Barbosa nasceu em 06 de agosto de 1910, em Valinhos, SP. Foi um colecionador nato de apelidos. Seu verdadeiro nome era João Rubinato - mas cada situação por ele vivida o transformava num novo personagem, numa nova história.

Ele nos conta a vida de um típico paulistano, filho de imigrantes italianos: A sobrevivência do paulistano comum numa metrópole que corre, range e solta fumaça por suas ventas. Através de suas músicas, canta passagens dessa vida sofrida, miserável, juntando o paradoxo bom humor / realidade - para quê lamúrias?

Tirou de seu dia a dia a idéia e os personagens de suas músicas. Iracema nasceu de uma notícia de jornal - quando uma mulher havia sido atropelada na Avenida São João.

Adoniran nasceu e morreu pobre - todo o dinheiro que ganhou gastou ajudando ou comemorando sucessos com os amigos - seu combustível era a realidade - porque então querer viver fora dela? Talvez imaginasse que o valor maior de suas canções eram interpretações como as de Elis ou Clara Nunes.

Foi um também um grande colecionador de amigos, com seu jeito simples de fala rouca, contador nato de histórias, conquistava o pessoal do bairro, dos freqüentadores dos botecos onde se sentava para compor o que os cariocas reverenciaram como o único e verdadeiro samba de São Paulo. Mais do que sambista, Adoniran foi o cantor da integridade.

Encontro de Adoniran Barbosa e Elis Regina. Músicas: "Iracema", "Um samba no Bexiga" e "Saudosa Maloca". Bar da Carmela no Bairro do Bexiga, São Paulo 1978.

Ao nosso "chicófilo" Fred Benevides, Chico Alves



Francisco de Morais Alves nasceu no Rio de Janeiro RJ em 19 de Agosto de 1898. Filho de portugueses, nasceu na rua Conselheiro Saraiva, no centro, sendo criado nos bairros da Saúde, Estácio e Vila Isabel. Seu pai tocava alguns instrumentos e era dono de botequim. Cursou apenas a escola primaria e desde cedo interessou-se pela música. Da irmã Nair ganhou uma guitarra e as primeiras lições. Começou sua carreira de cantor em abril de 1918, na Companhia de João de Deus-Martins Chaves. Depois ingressou na Companhia de Teatro São José, do empresário José Segreto.

Em 1919, para o Carnaval de 1920, levado por Sinhô, gravou na etiqueta Popular (recém-fundada por Paulo Lacombe e João Batista Gonzaga, suposto filho de Chiquinha Gonzaga) dois discos com a marcha O pé de anjo e os sambas Fala meu louro e Alivia estes olhos, todas de Sinhô. Ganhava a vida como motorista de praça, apresentando-se como cantor-ator secundário de revistas musicais. Casou-se em 1920 com Perpétua Guerra Tutóia, de quem logo se separou. No mesmo ano conheceu a atriz-cantora Célia Zenatti, sua companheira por 28 anos. Em 1924 gravou para o Carnaval dois discos na Odeon, com o samba Miúdo (Sebastião Santos Neves) e as marchas Não me passo pra você e M.lle. Cinema (ambas de Freire Júnior). Voltou em 1927 a Odeon na qual rapidamente gravou 11 discos com 19 músicas ainda no sistema mecânico, com destaque para Cassino Maxixe (primeira versão de Gosto que me enrosco) e Ora vejam só, sambas de Sinhô. Em julho de 1927, quando a Odeon inaugurou no Brasil o sistema elétrico de gravações, foi o interprete da marcha Albertina e do samba Passarinho do má (ambas de Duque), as duas faces do primeiro disco produzido eletricamente, o Odeon 10.001. Em 1928 passou a gravar concomitantemente na Parlophon, subsidiaria da Odeon, utilizando o apelido de Chico Viola. Em fevereiro de 1929 fez sua estreia no radio, apresentando-se na Rádio Sociedade. Seus discos começaram a sair em profusão e sem tardar alcançou o topo do qual jamais saiu até falecer. Só em 1928 e 1929 gravou quase 300 musicas de reconhecida qualidade. Interpretou todos os gêneros e foi quem mais gravou em toda a historia dos discos de 78 rpm no Brasil: 526 discos com 983 musicas. Como compositor deixou cerca de 132 musicas, sendo seu forte a melodia.

Em 1928 fez na Parlophon o primeiro registro da canção A voz do violão, melodia sua e versos de Horácio Campos, grande sucesso, tanto que a regravou em 1929, 1939 e 1951. Nesse ano também lançou de Sinhô os sambas A favela vai abaixo, Ora vejam só (segunda matriz) e Não quero saber mais dela, em dueto com Rosa Negra, e de Pixinguinha com letras de Cícero de Almeida os sambas Festa de branco e Samba de nego, bem como a modinha Malandrinha, de Freire Júnior, e a canção Lua nova, sua e de Luís Iglesias. Nos anos de 1929 e 1930, de campanha presidencial, foi quem mais gravou canções de conteúdo político, como em 1929, o samba É sim senhor e a marcha Seu doutor (ambos de Eduardo Souto), a marcha Seu Julinho vem (Freire Júnior), e, em dueto com Araci Cortes, o samba É no toco da goiaba (Eduardo Souto e José Jannyni). No Carnaval de 1930 obteve notável êxito com a marcha Dá nela (Ary Barroso). Outro sucesso memorável foi sua gravação do Hino a João Pessoa (Eduardo Souto e Osvaldo Santiago), antes da revolução de outubro desse ano, durante o qual também excursionou pela primeira vez ao exterior, apresentando-se em Buenos Aires, Argentina, com a companhia de revistas musicais de Jardel Jercolis.

Na volta a Odeon reuniu-o a Mário Reis, por sugestão sua, para cantarem em dupla, estreando com os sambas Deixa essa mulher chorar (Brancura) e Qua-qua-quá (Lauro dos Santos), êxitos no Carnaval de 1931. A dupla durou ate o final de 1932 e deixou 12 discos com 24 gravações importantes, entre as quais o samba Se você jurar (1931), com Ismael Silva e Nilton Bastos, Marchinha do amor (1932), de Lamartine Babo, a marcha Formosa (Carnaval de 1933), de Nássara e J. Rui, e Fita amarela (Carnaval de 1933), de Noel Rosa.

Em 1931 gravou entre outros sucessos a versão da valsa Dançando com lagrimas nos olhos (Joe Burke e Lamartine Babo), a modinha Deusa (Freire Júnior) e o samba Mulher de malandro (Heitor dos Prazeres), no Carnaval de 1932, primeiro prêmio no primeiro concurso oficial de musicas carnavalescas. Ainda nesse ano lançou o samba Gandaia (seu com Ismael Silva) e Para me livrar do mal (Ismael e Noel Rosa) e começou sua parceria com Orestes Barbosa, apenas letrista, com a canção Meu companheiro, que produziu 14 composições ate 1934. Em 1933 gravou de Noel Rosa os sambas Fita amarela, já referido, Pra esquecer, Feitio de oração (com Vadico) em dueto com Castro Barbosa, Não tem tradução, entre outros, bem como a marcha junina Cai, cai balão (Assis Valente), com Aurora Miranda em sua estreia no disco, a rumba Garimpeiro do Rio das Garças (João de Barro), a canção Pálida morena (Freire Júnior). Nesse ano, o locutor César Ladeira deu-lhe o slogan de Rei da Voz. Em 1934 transferiu-se para a RCA Victor, na qual ficou ate 1937. Passou a dirigir um programa na Radio Cajuti, nele 1ançando o cantor Orlando Silva, que se tornaria seu grande rival junto ao publico. Ainda em 1934 gravou a valsa A mulher que ficou na taça (sua com Orestes) e fez aquele que seria seu único disco com Carmen Miranda, com a marcha Retiro da saudade (Noel Rosa e Nássara). Tinha se iniciado de certa forma no cinema em Voz do Carnaval (1933), de Ademar Gonzaga, no qual foi aproveitada apenas sua voz tirada de discos. Em 1935 estreia de fato na tela em Alô, alô Brasil, de Wallace Downey, João de Barro e Alberto Ribeiro, a que se seguiriam os filmes Alo, alo Carnaval, de Ademar Gonzaga (1936), Laranja da China (1940), de J. Rui, e Samba em Berlim (1943), Berlim na batucada (1944), Pif-paf (1945), Caídos do céu (1946) e Esta e fina (1948), todos de Luís de Barros.

No Carnaval de 1935 lançou o samba Foi ela (Ary Barroso) e a marcha Grau dez (Ary e Lamartine) e depois o samba Na virada da montanha (mesma parceria). Depois de vários anos, e pela ultima vez, atuou no teatro musicado na bem sucedida burleta Da favela ao Catête, de Freire Júnior. No Carnaval de 1936 lançou as marchas Manhas de sol (João de Barro e Alberto Ribeiro), Uma porta e uma janela (Nássara e Roberto Martins), A.M.E.I. (Nássara e Frazão), os sambas É bom parar (Rubens Soares) e Me queimei (Nássara e Valfrido Silva) e no meio do ano o samba Favela (Roberto Martins e Valdemar Silva). Nas festas juninas foi muito cantada a marcha Pula a fogueira (Getúlio Marinho e João Bastos Filho). Nesse ano apresentou-se na Radio El Mundo, de Buenos Aires, por dois meses, tendo levado Alzirinha Camargo e Benedito Lacerda, e também publicou sua autobiografia Minha vida, minha vida. Em 1937 gravou o samba-canção Serra da Boa Esperança (Lamartine Babo). Em 1938, no Carnaval pernambucano, marcou sucesso com as gravações dos frevos Ui, que medo eu tive! (Anibal Portela e José Mariano) e Júlia (Capiba) e, no Carnaval carioca, com os sambas Ando sofrendo (Roberto Martins e Alcebíades Barcelos) e Vão pro Scala de Milão (Ary Barroso). Nos gêneros sentimentais, lançou o samba-canção A única lembrança (Ary Barroso) e a canção Meu romance (Saint-Clair Senna).

Em 1939 registrou as valsas Diga-me e Minha adoração (ambas de Nelson Ferreira) e Valsa dos namorados (Silvino Neto) e o gênero a que se chamou "samba-exaltação" com Aquarela do Brasil (Ary Barroso), designado no selo do disco "cena brasileira". Transferiu-se para a Columbia e gravou nesse gênero Brasil! (Benedito Lacerda e Aldo Cabral), em dueto com Dalva de Oliveira, 1939; Onde o céu azul e mais azul (João de Barro, Alberto Ribeiro e Alcir Pires Vermelho), 1940; Canta Brasil! (Alcir e Davi Nasser), 1941; Bahia com H (Denis Brean), 1947; São Paulo, coração do Brasil (com Davi Nasser), 1951, e outros. Em 1940 lançou no Carnaval a marcha Dama das Camélias (Alcir e João de Barro) e os sambas Solteiro e melhor (Rubens Soares e Felisberto Silva) e Despedida de Mangueira (Benedito Lacerda e Aldo Cabral). Em 1941 lançou os sambas carnavalescos Poleiro de pato e no chão (Rubens Soares) e Eu não posso ver mulher (Osvaldo Santiago e Roberto Roberti) e a valsa Eu sonhei que tu estavas tão linda (Francisco Matoso e Lamartine Babo).

Depois de atuar em diversas emissoras, fixou-se a partir de 1941 na Radio Nacional ate falecer. Seu programa dos domingos ao meio-dia, Quando os Ponteiros se Encontram, apresentado pela locutora Lúcia Helena, obteve maciça audiência em todo o Brasil. Em 1942 foi um dos vencedores do Carnaval com Sandália de prata (Alcir e Pedro Caetano) e, na musica romântica, lançou as valsas Carnaval da minha vida (Benedito Lacerda e Aldo Cabral) e Capela de São José (Marino Pinto e Herivelto Martins). Em 1943 gravou as versões dos foxes-canções Beija- me muito (Consuelo Velasques e Davi Nasser) e O amor e sempre amor (Hupfeld e Jair Amorim), e a valsa- bolero A mulher e a rosa (Alcir e Davi Nasser) e, em 1944, no Carnaval, a marcha Eu brinco (Pedro Caetano e Claudionor Cruz) e o samba Odete (Herivelto Martins e Waldemar de Abreu), com o Trio de Ouro.

Em tempo de guerra gravou Canção do expedicionário (Espártaco Rossi e Guilherme de Almeida) e varias versões. Em 1945 seus sucessos no Carnaval foram o samba Isaura (Herivelto Martins e Roberto Roberti) e Que rei sou eu? (Herivelto e Valdemar da Ressurreição); em 1946, a marcha Palacete no Catête (Herivelto e Ciro de Sousa) e o samba Vaidosa (Herivelto e Artur Morais); depois, o samba Fracasso (Mário Lago) e as regravações da canção Minha terra (Valdemar Henrique) e do fox-canção O cigano (Marcelo Tupinambá e Gastão Barroso). Em 1947, no Carnaval, fez sucesso com o samba Palhaço (Herivelto e Benedito Lacerda) e depois com Cinco letras que choram (Adeus) (Silvino Neto), Bahia com H, já referido, e os sambas-canções Nervos de aço (Lupicínio Rodrigues) e Caminhemos (Herivelto Martins); em 1948, o samba Falta um zero no meu ordenado (Ary Barroso e Benedito Lacerda). Vieram então os sambas-canções Quem ha de dizer (Lupicínio e Alcides Gonçalves), Esses moços (Lupicínio) e Madrugada (Herivelto e Evaldo Rui). Em 1949 foram sucessos carnavalescos os sambas Maior e Deus (Felisberto Martins e Fernando Martins) e a marcha Pode matar que e bicho (sua com Haroldo Lobo e Nilton de Oliveira) e, em 1950, foi muito cantado o samba A Lapa (Herivelto e Benedito Lacerda); lançou ainda os sambas-exaltação Forasteiro e Aquarela mineira (ambos de Ary Barroso) e o samba Maria Rosa (Lupicínio Rodrigues). Em 1951, foi a vez dos sambas Deus lhe pague (Polera, André Penazzi e Davi Nasser) e Lili (Haroldo Lobo e Davi Nasser), das marchas Holandesa (Davi Nasser e Haroldo Lobo), com Dalva de Oliveira e Retrato do velho (Haroldo Lobo e Marino Pinto) e do samba-exaltação São Paulo, coração do Brasil (com Davi Nasser). A parceria com Davi Nasser, iniciada em 1940, resultou em 20 composições e um livro de bolso biográfico, escrito por Davi, Chico Viola, publicado em 1966. Em 1952, no Carnaval, teve muito êxito com a marcha Confete (Jota Júnior e Davi Nasser).

Faleceu em Pindamonhangaba SP em 27 de Setembro de 1952, num desastre de automóvel na Via Dutra, quando o Buick que dirigia recebeu o choque de um caminhão na contramão.

No vídeo: AMEI - Francisco Alves

Extraido do filme Alô, Alô Carnaval - Cinédia -1936

GRAVAÇÃO ORIGINAL:

Título: AMEI
Gênero: MARCHA
Autores: ANTÔNIO NÁSSARA E ERATÓSTENES FRAZÃO
Intérprete: FRANCISCO ALVES
Acompanhamento: DIABOS DO CÉU
Gravadora: VICTOR
Número do disco: 34.033-b
Número da matriz: 80078-1
Data de gravação: 07/01/36
Data de lançamento: fev.1936
Categoria: Música



domingo, 28 de junho de 2009

Michael Jackson e Paul McCartney

Say, say, say.

O Vigilante Rodoviário

O pioneiro seriado brasileiro O Vigilante Rodoviário foi criado, dirigido e produzido pelo cineasta Ary Fernandes para TV brasileira e exibido na década de 60 pela TV Tupi.

Desde criança, Fernandes sentia falta de um herói 100% brasileiro. A criação da série , foi a realização deste antigo sonho.

A escolha do tema, foi a admiração que ele próprio nutria pela Polícia Rodoviária e pela simpatia que a população sentia por este orgão.

Através da série O Vigilante Rodoviário, o nome do Brasil despontou como o 1º país na América Latina e o 4º país no mundo a produzir série em película para TV.

Foi ao ar pela primeira vez em 03 de janeiro de 1962", na Rede Tupi Canal 4 numa (4ª) quarta-feira, às 20:05pm" após o telejornal Repórter Esso, e patrocinado pela Nestlé do Brasil.

Durante a década de 70 este seriado foi reexibido pela Globo. Até então, a Rede Globo (TV aberta) era a única emissora que havia reprisado a série, contrariando o que se publicou na mídia e na internet por muitos anos.

No total foram 38 episódios, nos quais os personangens Inspetor Carlos, interpretado por Carlos Miranda, e seu cão Lobo, lutavam contra o crime à bordo de uma motocicleta Harley-Davidson 1952 ou de um Simca Chambord 1959, na Rodovia Anhangüera onde a maior parte dos episódios foi filmado devido ao clima que se apresenta ensolarado grande parte do ano, fator fundamental para as filmagens externas.

No de 2008, Ary Fernandes e sua empresa PROCITEL - Produções Cine Televisão LTDA , firmaram parceria com o Canal Brasil/(GLOBOSAT) para uma nova temporada deste grande sucesso da TV brasileira.

E assim desde, 09 de março de 2009, segunda-feira às 20:30h, (reapresentações todas as 3ªs feiras as 15:30hs e domingos as 11:00hs) a série O Vigilante Rodoviário vai ao ar pelo Canal Brasil.

Lista dos 38 episódios

A história do Lobo
Os cinco valentes
O recruta
Bola de meia
O ventríloquo
Extorsão
Jogo decisivo
Pânico no ringue
Zuni, o potrinho
A orquídea glacial
Remédios falsificados
Os romeiros
A repórter
Diamante Gran Mongol
O fugitivo
Aventura em Ouro Preto
Chantagem
O homem do realejo
A eleição
A pedreira
O pagador
O sósia
Aventuras do Tuca
O invento
Terras de ninguém
O rapto do Juca
Aventura em Vila Velha
Pombo-correio
Ladrões de automóveis
O suspeito
O garimpo
A fórmula de gás
Café marcado
O assalto
O mágico
Mapa histórico
O mordomo
Mistério do Embu

De onde vem a expressão... Por Alfredo Ossian.

AÍ DE ONDE VEM A EXPRESSÃO...


A TOQUE DE CAIXA


A PALAVRA CAIXA, AQUI, ESTÁ RELACIONADA COM OS INTRUMENTOS DA FAMÍLIA DO TAMBOR. TOQUES DE CAIXA COSTUMAVAM PRECEDER AS PROCLAMAÇÕES REAIS. EM PORTUGAL, ONDE SE ORIGINOU A EXPRESSÃO, QUANDO ALGUÉM ERA EXPULSO DE UMA CIDADE, RUFAVAM OS TAMBORES E O CIDADÃO TINHA QUE IR EMBORA RAPIDAMENTE , OU SEJA, A TOQUE DE CAIXA.


DEU ZEBRA


CAMPEONATO CARIOCA DE 1964. A PORTUGUESA DO RIO PEGA O VASCO, FAVORITO. GENTIL CARDOSO, TÉCNICO DA LUSA, PREVÊ RESULTADO TÃO IMPOSSÍVEL COMO O SORTEIO DA ZEBRA NO JOGO DO BICHO – O ANIMAL NÃO FIGURA NO ROL. “ HOJE VAI DAR ZEBRA” , DIZ GENTIL. A PORTUGUESA GANHA E A EXPRESSÃO PEGA NA HORA, DEU ZEBRA; ACONTECEU O INESPERADO.

Alfredo Ossian.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Michael Jackson morre aos 50 anos


O cantor Michael Jackson morreu nesta quinta-feira (25), afirma o jornal "Los Angeles Times", segundo fontes da cidade, e a rede de TV norte-americana NBC.

Neste momento, centenas de pessoas fazem plantão em frente ao hospital UCLA Medical Center, para onde o artista foi levado após sofrer um ataque cardíaco na tarde de hoje.

Paramédicos afirmam que Jackson não respirava no momento do resgate. A rede de TV CNN diz que o cantor está em coma.

Ele foi levado ao hospital em Los Angeles após sofrer uma parada cardíaca nesta quinta-feira (25).

Segundo o site do jornal "Daily Mail", paramédicos foram vistos realizando em Jackson uma manobra conhecida como ressuscitação cardiopulmonar (CPR), assim que o cantor chegou ao hospital.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Revista O Cruzeiro - Curiosidades

Capa da Edição nº 1


Curiosidades:

• A primeira edição de Cruzeiro é de 10 de novembro de 1928.

• A primeira personalidade a aparecer em uma capa foi o Rei Alberto da Bélgica, no número 2, e a primeira capa utilizando uma foto mostrava Santos Dumont (número 5).

• Ininterruptamente, a revista foi editada de 1943 a 1975.

• Grandes nomes fizeram história em O Cruzeiro. Dentre eles, Millôr Fernandes, Péricles de Andrade Maranhão (criador de O amigo da onça) e Rachel de Queiroz.

• Geralmente as capas traziam modelos, atrizes e mulheres bonitas. Eram raras as capas políticas. Getúlio Vargas, JK, João Goulart e Jânio Quadros estão entre essas raridades.

• A revista tem recordes ainda não quebrados como edições com mais de 750 mil exemplares (até hoje, proporcionalmente, a maior) e sua longevidade, 47 anos (só agora, em 2009, Veja completa 41 anos).

• A última edição de O Cruzeiro é de julho de 1975, com Pelé na capa, então jogador do Cosmos, vestido de Tio Sam.

Mario Adnet e Philippe Baden Powell


Os afrosambas de Baden Powell e Vinicius de Moraes foram a primeira vertente musical importante a surgir depois da bossa nova. Em oposição ao minimalismo e sofisticação de Copacabana, era um mergulho no universo afrobrasileiro do candomblé. Originalmente para violão, voz e percussão, essas poderosas canções receberam luxuosos arranjos jazzísticos do maestro Mario Adnet e o piano de Philippe Baden Powell em “Afrosambajazz” e ganharam novos timbres, fraseados e harmonias, crescendo em peso e volume e ampliando a sua potência, com participação especial de Mônica Salmaso e Maúcha Adnet.

Fonte: Sintonia Fina.


Saiba mais:
http://www.myspace.com/marioadnet

http://www.myspace.com/philippebadenpowell

terça-feira, 23 de junho de 2009

Pasquim - 40 anos depois.



Título: PASQUIM - EDIÇÃO COMEMORATIVA 40 ANOS (Desiderata)

Autores: Millôr Fernandes, Jaguar, Sérgio Augusto, Ziraldo, Chico Caruso, Henfil, Fortuna, Redi e outros.

Número de páginas: 40

Data de lançamento: Maio de 2009

Sinopse: Coletânea de capas do jornal O Pasquim, escolhidas em comemoração aos 40 anos de seu lançamento.

O Pasquim, jornal revolucionário lançado na década de 1960, foi um importante veículo de combate à censura e à ditadura da época. Por meio de seus textos afiados e dotados de extremo bom humor, o periódico tornou-se um marco na imprensa brasileira.

Mas nem só de textos viveu o jornal. Seus desenhos e caricaturas foram igualmente importantes na consolidação de sua fama. O livro da Desiderata reúne 32 capas e alguns outros desenhos de uma equipe que fez história.

A arte das capas é imperdível. Com um time que inclui Millôr, Henfil, Jaguar e Ziraldo, o resultado é impressionante. Difícil não rir com as grandes sacadas dessas feras do jornalismo e do desenho e com as piadinhas de Sig, o ratinho que se tornou mascote do Pasquim.

As capas eram feitas tanto com base em desenhos como em fotografias, mas o resultado era sempre inteligente e ousado. Basta ver a arte que ilustra a contracapa para entender a força das charges do jornal.

Esta edição especial é uma ótima porta de entrada para quem não conhece o periódico e tem interesse em saber um pouco mais sobre o porquê da sua importância.

Lembrado pelo Vitrola Encantada, grande David Bowie

Wild Is The Wind (Dimitri Tiompkin / Ned Washington)
Gravada pela primeira vez por Johnny Mathis em 1956.

domingo, 21 de junho de 2009

Classic Rock

Eric Clapton "crossroads" (Robert Jonhson)

sábado, 20 de junho de 2009

Da série novos talentos: Vanessa Pinheiro

Ponto Final (Vanessa Pinheiro e Mario Jovita)



A cena musical de Brasília é dominada pelo choro e pelo rock and roll, mas uma das boas revelações do planalto é Vanessa Pinheiro, que faz uma MPB de qualidade com um sotaque pop. Ela vem do Pará, que também tem uma rica cena musical, onde começou a tocar desde os oito anos de idade e depois se mudou para Curitiba, onde fez seus estudos musicais, mas foi em Brasília que se profissionalizou. Com voz suave e educada, Vanessa lançou seu primeiro disco com sucesso e já fez shows em Portugal, Espanha e França.

Texto: Nelson Motta

Grande Chico Anísio

Chico Anysio (1969) - Show no Roquete Pinto

Chico Anysio, nome artístico de Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho, (Maranguape, Ceará, 12 de abril de 1931)humorista, ator, escritor e pintor, notório por seus inúmeros quadros e programas humorísticos na Rede Globo, onde possui contrato até 2012. Ao lado de Chacrinha e Boni, Chico é considerado um dos maiores nomes de todos os tempos da televisão brasileira. Trabalhou ao lado ou mesmo dirigindo os maiores nomes do humor brasileiro no rádio ou na televisão, como: Paulo Gracindo, Grande Otelo, Costinha, Walter D'Ávila, Jô Soares, Renato Corte Real, Agildo Ribeiro, Ivon Curi, entre muitos outros brilhantes humoristas.

Mudou-se para o Rio de Janeiro quando tinha oito anos. Iniciou no rádio na Rádio Guanabara, onde exercia várias funções: rádio-ator, comentarista de futebol, etc. Participou do programa Papel Carbono de Renato Murce.Trabalhou, nos anos cinqüenta, nas rádios "Mayrink Veiga", "Clube de Pernambuco", "Clube do Brasil". Nas chanchadas da década de 50, Chico passou a escrever diálogos e, eventualmente, atuava como ator em filmes da Atlântida Cinematográfica.

Na TV Rio estreou em 1957 o "Noite de Gala". Em 1959, estreou o programa Só tem tantã, lançado por Joaquim Silvério de Castro Barbosa, mais tarde chamado de Chico Anysio Show. Além de escrever e interpretar seus próprios textos no rádio, televisão e cinema, sempre com humor fino e inteligente, Chico se aventurou com relativo destaque pelo jornalismo esportivo, teatro, literatura e pintura, além de ter composto e gravado algumas canções:

Hino ao Músico, (Nanci Wanderley, Chico Anysio e Chocolate), foi prefixo do seu programa Chico Anysio Show, nas TV Excelsior, TV Rio e TV Globo e nos espetáculos teatrais, como o do Ginástico Português, no Rio em 1974, acompanhado sempre do violonista brasileiro Manuel da Conceição - O Mão de Vaca;
Rancho da Praça XI, Chico Anysio e João Roberto Kelly, gravado pela cantora Dalva de Oliveira. A música fez grande sucesso no carnaval do IV Centenário do Rio de Janeiro, isto é, fevereiro de 1965;
Vários sucessos com seu parceiro Arnaud Rodrigues, gravados em discos e usados no quadro de Chico City, Baiano e os Novos Caetanos.
Desde 1968, encontra-se ligado a Rede Globo, onde conseguiu o status de estrela num "cast" que contava com os artistas mais famosos do Brasil; e graças também a relação de mútua admiração e respeito que estabeleceu com o executivo Boni. Após a saída de Boni da Globo nos anos 90, Chico perdeu paulatinamente espaço na programação, situação agravada em 1996 por um acidente em que fraturou a mandíbula.

Em 2005, fez uma participação no Sítio do Picapau Amarelo, onde interpretava o Doutor Saraiva e, recentemente, participou da novela Sinhá Moça, na Rede Globo.

É pai dos atores Luig de Paula, do casamento com a atriz Nanci Wanderley, Nizo Neto e Ricardo, da união como Rose Rondelli, André Lucas, que é filho adotivo, Cícero, da união com ex-frenética Regina Chaves e Bruno Mazzeo, do casamento com a atriz Alcione Mazzeo. Também teve mais dois filhos com a ex-ministra Zélia Cardoso de Mello, Rodrigo e Vitória. É irmão da também atriz Lupe Gigliotti com quem já contracenou em vários trabalhos na TV, do cinesta Zelito Viana e do industrial, compositor e ex produtor de rádio Elano de Paula. Também é tio do ator Marcos Palmeira.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Pop Rock de primeira no Musicadaboa


Al Stewart - Nascido em 05 de setembro de 1945

Al Stewart - Year of the cat


Boca Livre

Trenzinho Caipira (Heitor Villa Lobos e Ferreira Gullar)/ Correnteza (Tom Jobim e Luis Bonfá)



Desenredo - Dorival Caymmi e Paulo Cesar Pinheiro



O Boca Livre se formou no Rio de Janeiro, em 1978. Nessa primeira formação, era composto por Maurício Maestro (contrabaixo e vocal), Zé Renato (violão e vocal), Cláudio Nucci (violão e vocal) e David Tygel (violão e vocal). O primeiro disco foi independente, o Boca Livre, de 1979, foi o disco independente que mais vendeu até então, e incluiu, entre outras músicas, Toada (Zé Renato, Cláudio Nucci e Juca Filho) e Quem tem a viola (Zé Renato, Cláudio Nucci e Xico Chaves).

Em 1993 parciparam do disco Deseo, de Jon Anderson, vocalista do grupo inglês Yes, lançado em 1994, e lançaram o CD Dançando pelas sombras (Polygram, 1992) nos Estados Unidos, sendo muito bem aceito pela critica local.

Em 1993-1995, Fernando Gama e Lourenço Baeta substituíram Cláudio Nucci e David Tygel, lançando o CD ao vivo Songboca (Velas), que ganhou o Prêmio Sharp.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Melhor rir do que chorar


16/06/2009

O autor de Maribondos de Fogo, em plenário, reivindica para sí toda a pureza do mundo, dá-se o ar de vítima (“Não posso ser julgado assim. É uma injustiça julgar um homem como eu, com tantos anos de vida pública, vida austera, família bem composta, que preza a dignidade na carreira, que nunca a um colega não teve gesto de cordialidade, nunca neguei voto no sentido de avançarmos na melhoria da Casa”)e depois admite:- Só pedí um empreguinho para uma sobrinhazinha, nomeei um netinho, nada mais. Só? Ah bom...O homi é bom! Que o digam os índices de desenvolvimento humano do Maranhão (Maranhão não, de sua família, bem entendido).

E aí, vamos chorar?

Assim, acho legítimo pedir nomeação também para meus camaradas Pedro Henrique, Pica Pau e Pé de Pano, meu primo Ureinha, etc e tal. Pensando bem, também pra minha D. Maria, minha zagueira predileta.

Esses senhores acham que o Brasil é a extensão de seus quintais. E por assim acharem, assim é.

A Irauçuba não dá mole não.

A ação nasce do pensamento seguido da palavra.

Veja o discurso do presidente Barack Obama no Cairo e compare com o do intervencionista, belicista e cínico George W. Bush oferecendo seu último beijo ao Iraque.

Obama: http://www.tipografiavirtual.blog.br/artigo.asp?id=49&pl=integra-do-discurso-de-obama-no-cairo-egito-traducao-simult%C3%A2nea

Fonte:http://bodegacearense.blogspot.com/

Bush "O Inexpressivo: http://www.youtube.com/watch?v=lpSnvikK8xU&feature=related

Nosso bom pop rock

O que os críticos tachavam de descartável no início, continua e continua bom.
Lágrimas e Chuva - Kid Abelha

Quantos amigos ainda temos?

A Lista - Oswaldo Montenegro

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Música, solidariedade, pacifismo, humanismo, etc. 2


Morning has broken - Cat Stevens

Tradução:

A Manhã Se Rompeu

A manhã se rompeu
Como a primeira manhã
O melro cantou
Como o primeiro pássaro
Louvor para o canto
Louvor para a manhã
Louvor para o nascimento recente
Do mundo

Doce é a chuva do novo outono
Iluminada pelo sol vindo do céu
Como o primeiro orvalho
Sob a primeira grama
Louvor para a doçura do jardim molhado
Brotado em completude
Por onde os pés dele passam

Minha é a luz do sol, minha é a manhã
Nascida de uma luz, o paraíso viu a diversão
Louve com entusiasmo, louve cada manhã
A recriação de Deus do novo dia

A manhã se rompeu
Como a primeira manhã
O melro cantou
Como o primeiro pássaro
Louvor para o canto
Louvor para a manhã
Louvor para o nascimento recente
Do mundo



Cat Stevens, hoje Yusuf Islam

Nascido em Londres em 21 de julho de 1948, seu nome de nascimento é Stephen Demetre Georgiou. Seu pai é de origem grego-cipriota e sua mãe de origem sueca. Vendeu 40 milhões de álbuns, principalmente entre as décadas 1960 e 1970. Em 1971, escreveu uma música para o filme Harold and Maude (no Brasil: "Ensina-me a Viver"). Entre suas canções mais populares estão "Morning Has Broken", "Peace Train", "Moonshadow", "Wild World", "Father and Son" e "Oh Very Young".


Stevens se converteu ao islamismo e abandonou a música em 1978.Desde então passou a se dedicar a atividades beneficentes e educacionais em prol da religião. Toma muito cuidado quanto ao uso de suas músicas. Muitas delas dissertam a respeito de temas de sua vida anterior à conversão, e Stevens não quer mais ser associado a eles. Não surpreende que nunca tenha permitido que qualquer de suas canções fosse usada em comerciais de televisão. Apesar de estar há quase 30 anos afastado da indústria musical, os trabalhos anteriores como Cat Stevens continuam vendendo uma média de 1,5milhão de discos por ano.

Criou seu próprio selo fonográfico, a Ya Records, pelo qual já produziu dez discos de música religiosa e espiritual. Fundou três escolas muçulmanas em Londres e uma organização sem fins lucrativos, Small Kindness, reconhecida pela ONU e através da qual presta ajuda aos órfãos de conflitos como Bósnia, Kosovo e Iraque.

Em 2004, o departamento de Segurança Interna dos EUA impediu a entrada dele no país, após incluí-lo na lista de vigilância por atividades provavelmente relacionadas ao terrorismo.

Em Março de 2005 ele lançou "Indian Ocean", sobre o tsunami de 2004 no Oceano Índico, que em 26 de Dezembro de 2004 atingiu vários países, com o objetivo de ajudar os órfãos de Banda Aceh, na Indonésia, uma das áreas mais afetadas pelo tsunami.

Em 2006, anunciou a sua volta à música pop, com o disco An Other Cup, lançado em 28 de novembro, coincindindo com o 40º aniversário de lançamento do seu primeiro álbum.