quinta-feira, 7 de maio de 2009
quarta-feira, 6 de maio de 2009
terça-feira, 5 de maio de 2009
Terra Brasilis 2
Curioso o nosso país. Temos três poderes constituidos e em teoria distintos mas o legislativo, por exemplo, não legisla por absoluta falta de tempo. Quando não está voando pratica traquinagens e em seguida ocupa-se em explicá-las.
Resultado: O poder executivo aproveita e lhe enfia medida provisória em série e o judiciário é obrigado a decidir sobre tudo, mesmo enquanto ensaia um "papinho de lavadeira" bem descontraido sobre o elogio ao respeito.
Do observatório.
Alberto de Oliveira.
Resultado: O poder executivo aproveita e lhe enfia medida provisória em série e o judiciário é obrigado a decidir sobre tudo, mesmo enquanto ensaia um "papinho de lavadeira" bem descontraido sobre o elogio ao respeito.
Do observatório.
Alberto de Oliveira.
domingo, 3 de maio de 2009
Assimdemim - Poesia da Boa no Musicadaboa
"nenhuma similaridade convém
não ocupo lugar, estou alhures
não tenho aonde cair vivo
a alma é deserta e a rua repleta de mistérios
os inimigos estão à tocaia
e os amigos não nasceram
só acredito na divindade de quem acolhe
fiar, só com mortos, ou quem sabe, com você "
Armando Guilherme
não ocupo lugar, estou alhures
não tenho aonde cair vivo
a alma é deserta e a rua repleta de mistérios
os inimigos estão à tocaia
e os amigos não nasceram
só acredito na divindade de quem acolhe
fiar, só com mortos, ou quem sabe, com você "
Armando Guilherme
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Procol Harum - "A Whiter Shade of Pale".
O asteróide 14024 Procol Harum tem esse nome em homenagem à banda.
Londres - 1967
Londres - 1967
A Casa do Sol Nascente - Original
The House of The Rising Sun - The Animals - Londres, 1964
Eric Burdon - Vocais
Alan Price - Órgão
Hilton Valentine - Guitarra
Jonh Steel - Bateria
Bryan "Chas" Chandler - Baixo
Eric Burdon - Vocais
Alan Price - Órgão
Hilton Valentine - Guitarra
Jonh Steel - Bateria
Bryan "Chas" Chandler - Baixo
quinta-feira, 30 de abril de 2009
O Novo Bom
Gente bem jovem fazendo música de gente bem grande. Luciana Alves e Chico Pinheiro.
Se Depender de Mim - Chico Pinheiro.
A Luciana estará brevemente nos nossos ouvidos.
Se Depender de Mim - Chico Pinheiro.
A Luciana estará brevemente nos nossos ouvidos.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
- O que alguns de nossos atores devessem assimilar
"Não se pode chamar de "valor" assassinar seus cidadãos, trair seus amigos, faltar a palavra dada, ser desapiedado, não ter religião. Essas atitudes podem levar à conquista de um império, mas não à glória"
Nicolau Maquiavel
Nicolau Maquiavel
A Morte de Todos Os Dias
Quem Se Defende
Quem se defende porque lhes tiram o ar
Ao lhe apertar a garganta, para este há um parágrafo
Que diz: ele agiu em legitima defesa. Mas
O mesmo parágrafo silencia
Quando alguém se defende porque lhes tiram o pão.
E no entanto morre quem não come, e quem não come o suficiente
Morre lentamente.
Durante os anos todos em que morre
Nao lhe é permitido se defender.
Bertold Brecht
Quem se defende porque lhes tiram o ar
Ao lhe apertar a garganta, para este há um parágrafo
Que diz: ele agiu em legitima defesa. Mas
O mesmo parágrafo silencia
Quando alguém se defende porque lhes tiram o pão.
E no entanto morre quem não come, e quem não come o suficiente
Morre lentamente.
Durante os anos todos em que morre
Nao lhe é permitido se defender.
Bertold Brecht
terça-feira, 28 de abril de 2009
Orlando Tejo - Sobre Zé Limeira
"Baralhava as noções de tempo e espaço. E ainda pior, era a deformação pessoal.
Nos desafios, fugia do assunto, deixando de estabelecer o diálogo. Perdia o fio das respostas e prosseguia desatento, distante, desarrazoado, sem ligar para o companheiro. Fazia de conta que não ouvia a deixa.
Abusava da distorção histórica. Não havia glória profana ou santidade que escapasse de suas caricaturas:
Napoleão era um
Bom capitão de navio:
Sofria de tosse braba
No tempo em que era sadio,
Foi poeta e demagogo,
Numa coivara de fogo
Morreu tremendo de frio"
Nos desafios, fugia do assunto, deixando de estabelecer o diálogo. Perdia o fio das respostas e prosseguia desatento, distante, desarrazoado, sem ligar para o companheiro. Fazia de conta que não ouvia a deixa.
Abusava da distorção histórica. Não havia glória profana ou santidade que escapasse de suas caricaturas:
Napoleão era um
Bom capitão de navio:
Sofria de tosse braba
No tempo em que era sadio,
Foi poeta e demagogo,
Numa coivara de fogo
Morreu tremendo de frio"
Um Gigante de Nossa Música
Zé Menezes
6/9/1921 - Jardins - Ce.
Biografia
Violonista cearense, começou a tocar profissionalmente aos 8 anos, quando ainda explorava o cavaquinho, em Juazeiro do Norte (CE). Aos 11 anos era instrumentista da banda municipal, e trabalhou durante algum tempo como músico de cinema e bailes. No final dos anos 30 mudou-se para Fortaleza, onde trabalhou na Ceará Rádio Clube como violonista. Em 1943 foi para o Rio de Janeiro a convite de César Ladeira, que o ouvira tocar em Fortaleza. Na então capital federal foi contratado da Rádio Mayrink Veiga, onde conheceu o sucesso como solista graças aos dois programas semanais que apresentava, tocando violão, cavaquinho, viola, guitarra, bandolim, violão tenor e banjo. Em 1947 foi para a Rádio Nacional, onde tocou ao lado de Garoto. Como compositor, sua primeira música gravada foi "Nova Ilusão" (parceria com Luís Bittencourt), pelo conjunto Os Cariocas. Outros de seus sucessos foram "Não Interessa Não", com Luís Bittencourt, gravado por César Ladeira e Heleninha Costa, "Tudo Azul", na interpretação de Zezé Gonzaga, "Cinzas", cantada por Ernani Filho, "Pau-de-arara", baião gravado por Carmélia Alves e outras composições, sempre em parceria com Luís Bittencourt. Gravou vários discos como solista, alcançando o sucesso com suas interpretações de "Copacabana" (J. de Barro/ A. Ribeiro) e "Um Domingo no Jardim de Alah" (Lirio Panicalli). Viajou pela Europa com o Sexteto Radamés Gnattali em 1959, e formou o grupo Velhinhos Transviados, que gravou 13 LPs. Em 1995 lançou o CD "Chorinho in Concert" e em 1998 foi a vez de "Relendo Garoto", só com músicas do violonista paulista com quem tocou com muito sucesso na década de 40.
No vídeo, Zé menezes toca violão tenor no Clube de Choro de Santos.
6/9/1921 - Jardins - Ce.
Biografia
Violonista cearense, começou a tocar profissionalmente aos 8 anos, quando ainda explorava o cavaquinho, em Juazeiro do Norte (CE). Aos 11 anos era instrumentista da banda municipal, e trabalhou durante algum tempo como músico de cinema e bailes. No final dos anos 30 mudou-se para Fortaleza, onde trabalhou na Ceará Rádio Clube como violonista. Em 1943 foi para o Rio de Janeiro a convite de César Ladeira, que o ouvira tocar em Fortaleza. Na então capital federal foi contratado da Rádio Mayrink Veiga, onde conheceu o sucesso como solista graças aos dois programas semanais que apresentava, tocando violão, cavaquinho, viola, guitarra, bandolim, violão tenor e banjo. Em 1947 foi para a Rádio Nacional, onde tocou ao lado de Garoto. Como compositor, sua primeira música gravada foi "Nova Ilusão" (parceria com Luís Bittencourt), pelo conjunto Os Cariocas. Outros de seus sucessos foram "Não Interessa Não", com Luís Bittencourt, gravado por César Ladeira e Heleninha Costa, "Tudo Azul", na interpretação de Zezé Gonzaga, "Cinzas", cantada por Ernani Filho, "Pau-de-arara", baião gravado por Carmélia Alves e outras composições, sempre em parceria com Luís Bittencourt. Gravou vários discos como solista, alcançando o sucesso com suas interpretações de "Copacabana" (J. de Barro/ A. Ribeiro) e "Um Domingo no Jardim de Alah" (Lirio Panicalli). Viajou pela Europa com o Sexteto Radamés Gnattali em 1959, e formou o grupo Velhinhos Transviados, que gravou 13 LPs. Em 1995 lançou o CD "Chorinho in Concert" e em 1998 foi a vez de "Relendo Garoto", só com músicas do violonista paulista com quem tocou com muito sucesso na década de 40.
No vídeo, Zé menezes toca violão tenor no Clube de Choro de Santos.
domingo, 26 de abril de 2009
Da série Assim de Mim - Camarada Manim
não faço propostas ou promessas
nascido enjeitado, não comemoro antes do jogo acabar
prefiro só que mal amado
o passado me amou e não soube aproveitar
o presente e o futuro me assustam
navegador contumaz com ressacas e calmarias
já não ouso aventurar-me à distâncias
sou órfão do acaso
não escolhi meu amor
Armando Gulherme
nascido enjeitado, não comemoro antes do jogo acabar
prefiro só que mal amado
o passado me amou e não soube aproveitar
o presente e o futuro me assustam
navegador contumaz com ressacas e calmarias
já não ouso aventurar-me à distâncias
sou órfão do acaso
não escolhi meu amor
Armando Gulherme
sábado, 25 de abril de 2009
- Música Instrumental de primeira...
Grande Carlinhos Patriolino. Músico de categoria internacional a quem tive o prazer de ver e ouvir "bem de pertim" em várias ocasiões aqui em nossa querida Irauçuba. Interpreta agora, Requiem de Oscar Peterson.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
- Álvaro de Campos - Colaboração do poeta Manim
Ah, seja como for, seja por onde for, partir!
Largar por aí fora, pelas ondas, pelo perigo, pelo o mar, ir para longe, ir para Fora, para a Distância Abstrata, indefinidamente, pelas noites misteriosas e fundas, levado como poesia, pelos ventos, pelos vendavais!
Ir, ir, ir, ir, ir de vez!
Todo meu sangue raiva por asas!
Todo o meu corpo atira-se para frente!
Galgo pela minha imaginação fora em torrentes!
Atropelo-me, rujo, precipito-me!...
Estouram em espuma as minhas ânsias e a minha carne é uma onda dando de encontro a rochedos!
Pensando nisto - ó raiva! pensando nisto - ó fúria!
Subitamente, tremulamente, extraorbitamente,
Pensando nesta estreiteza da minha vida cheia de ânsias,
com uma oscilação viciosa, vasta, violenta,
do volante vivo da minha imaginação,
rompe, por mim, assobiando, silvando, vertiginando,
o cio sombrio e sádico da estrídula vida marítima.
Álvaro de Campos
Largar por aí fora, pelas ondas, pelo perigo, pelo o mar, ir para longe, ir para Fora, para a Distância Abstrata, indefinidamente, pelas noites misteriosas e fundas, levado como poesia, pelos ventos, pelos vendavais!
Ir, ir, ir, ir, ir de vez!
Todo meu sangue raiva por asas!
Todo o meu corpo atira-se para frente!
Galgo pela minha imaginação fora em torrentes!
Atropelo-me, rujo, precipito-me!...
Estouram em espuma as minhas ânsias e a minha carne é uma onda dando de encontro a rochedos!
Pensando nisto - ó raiva! pensando nisto - ó fúria!
Subitamente, tremulamente, extraorbitamente,
Pensando nesta estreiteza da minha vida cheia de ânsias,
com uma oscilação viciosa, vasta, violenta,
do volante vivo da minha imaginação,
rompe, por mim, assobiando, silvando, vertiginando,
o cio sombrio e sádico da estrídula vida marítima.
Álvaro de Campos
Camarada Ex-Cãozim ataca de Fernando Pessoa
O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.
Fernando Pessoa
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.
Fernando Pessoa
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