terça-feira, 26 de maio de 2009

Paul McCartney exige que Google retire sua casa de serviço de mapas



Sir Paul McCartney ficou furioso com o Google, depois de descobrir que fãs podiam ter acesso on-line à localização da sua mansão multimilionária, em Londres, pelo serviço Street View, oferecido pela gigante da internet.

"Ele ficou transtornado quando ouviu que usuários do Google podiam ter uma visão em 360 graus da sua propriedade", informou uma fonte ao jornal "The Sun", em reportagem publicada na sexta-feira (22).

De acordo com a publicação, a equipe de segurança do cantor, de 66 anos - que monitora o acesso ao lar do ex-beatle 24 horas por dia - levou a reclamação diretamente ao Google tão logo teve conhecimento sobre o fato.

Na propriedade, comprada em 1965 por 40 mil libras, McCartney compôs clássicos dos Beatles, como "Penny Lane", "Getting Better" e "Hey Jude". Em 1967, foi construído no jardim da mansão um templo de meditação, continuou o "Sun".

Logo após o incidente, o porta-voz do Google afirmou que a partir de agora qualquer um poderá remover sua casa do site, com um simples clique. "Desde o lançamento do Street View, milhões já usaram o serviço e a ampla maioria está muito feliz de ver sua casa incluída na ferramenta".

O serviço Google Street View, que permite aos usuários fazer passeios virtuais com visão de 360 graus, vem provocando polêmica desde que foi lançado no Reino Unido, em março, lembrou o "Daily Mail".

Além das queixas de violação de privacidade com a transformação do Reino Unido em um "país Big Brother", muitos também manifestaram o receio de que o serviço pudesse ser usado por assaltantes, na preparação de crimes, enquanto outros reclamaram que seus rostos não foram disfarçados em imagens disponíveis na ferramenta.

De nosso camarada Vicente Sabóia - Ode a um amor eloqüente.

CALADO

Silente nas amarguras da vida,
inerte, calado e enclausurado,
no íntimo uma grande ferida,
do amor eloquente abandonado.

Lágrimas que insistem em não cessar,
lamentos de um coração latente,
vida sombria em teimar
calar no sentimento inconsequente.

E no abandono do eco do delírio,
sobras de momentos de angústia, quase
marcados pelo eterno martírio.

E novamente de volta ao mundo de esperança,
as torturas vividas arduamente,
esvanecem-se nas veias das lembranças.

VICENTE SABOIA

sábado, 23 de maio de 2009

Arroubo Juvenil

Arrogância da juventude


Um jovem muito arrogante, que estava assistindo a um jogo de futebol, tomou para si a responsabilidade de explicar a um senhor já maduro,próximo dele, por que era impossível a alguém da velha geração entender esta geração.

'Vocês cresceram em um mundo diferente, um mundo quase primitivo', o estudante disse alto e claro de modo que todos em volta pudessem ouvi-lo.

'Nós, os jovens de hoje, crescemos com televisão, aviões a jato, viagens espaciais, homens caminhando na Lua, nossas espaçonaves tendo visitado Marte. Nós temos energia nuclear, carros elétricos e a hidrogênio, computadores com grande capacidade de processamento e ..., numa pausa para tomar outro gole de cerveja, o senhor se aproveitou do intervalo do gole para interromper a liturgia do estudante em sua ladainha e disse:

-'Você está certo, filho. Nós não tivemos essas coisas quando nós éramos jovens... por isso nós as inventamos.

E você, um bostinha arrogante dos dias de hoje, o que você está fazendo para a próxima geração?'

Foi aplaudido ruidosamente!

Um Soneto Para a Viola

" Velha viola de pinho, companheira
De minhalma constante e enternecida,
Foste tú a intérprete primeira
Da primeira ilusão da minha vida

Eu, contigo, cantando a noite inteira,
Tú, comigo, tocando divertida,
Sorrias se eu louvava a brincadeira,
Choravas se eu cantava a despedida.

Nas festas de São João, nas farinhadas,
Casamentos, novenas, vaquejadas,
Divertimos das serras aos baixios.

Perlustrando contigo pelo Norte,
Foste firme, fiel, feroz e forte,
No rojão dos ferrenhos desafios."

Dimas Batista Patriota

Extraido do livro Orlando Tejo - Zé Limeira, O Poeta do Absurdo.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Morre cantor e compositor Zé Rodrix

Morreu, na noite da quinta-feira (21), em São Paulo o cantor e compositor Zé Rodrix. Ele é o autor da música "Casa no campo", grande sucesso gravado por Elis Regina. Outra composição de sucesso dele é a musica “Soy latino americano”.

Zé Rodrix estava em casa, com a família, quando passou mal. Ele foi levado às pressas ao Hospital das Clínicas, na capital paulista. O artista tinha 61 anos e, segundo a mulher, estava muito bem de saúde.



Zé Rodrix surgiu para o grande público nos festivais de música dos anos 60 – defendeu a música “Ponteio” ao lado de Edu Lobo e Marília Medaglia em 1967, no III Festival de Música Popular Brasileira. Mas foi na década de 70, época de maior produtividade na música brasileira, que Zé Rodrix deixou sua marca.

Jundo com Sá e Guarabyra, criou o chamado “rock rural” – nessa época, compôs com Tavito o grande sucesso “Casa no campo”. Cantou com Elis Regina e com o grupo Joelho de Porco. É dele também a canção “Soy latino americano”, e outras baladas ao piano.

Publicitário, Rodrix passou a se dedicar na década de 80 à criação de jingles para comerciais, até que em 2001 se reuniu com os antigos companheiros Sá e Guarabyra, lançando um CD comemorando os 30 anos de carreira. O cantor deixa mulher, seis filhos, dois netos e uma coleção de inesquecíveis canções.

Raimundo Fagner Cândido Lopes - Pequena Biografia

Inquieto, irreverente, imprevisível...

Podemos dizer que este é Raimundo Fagner Cândido Lopes. Cantor, compositor, instrumentista, ator, produtor. Cearense de Orós, Fagner nasceu em 13.10.1949. Caçula de cinco irmãos, filho de José Fares e Dona Francisca. Desde pequeno o menino Raimundo se interessava por música. Num concurso para cantores infantis em homenagem ao dia das mães, promovido pela Rádio Iracema de Fortaleza, Fagner tira o primeiro lugar, quando tinha apenas cinco anos. Mantê-lo longe do rádio a partir de então se tornou algo praticamente impossível. Em 1968, quando já tinha diversas músicas compostas, Fagner venceu o IV Festival de Música Popular do Ceará com Nada Sou, composição em parceria com Marcus Francisco. Em conjunto com Belchior, Rodger Rogério, Ednardo e Ricardo Bezerra, formou o que se chamou de Pessoal do Ceará. Em 1971, ingressou na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Brasília, cidade onde morava uma de suas irmãs. Logo no primeiro ano desiste do curso, mas consegue facilmente a sua identidade: em 1971 inscreveu três músicas no Festival de Música Popular do Centro de Estudos Universitários de Brasília, obtendo o sexto lugar com Manera Frufru Manera (parceria comRicardo Bezerra), menção honrosa e prêmio de melhor intérprete com Cavalo Ferro (também parceria com Ricardo Bezerra) e o primeiro lugar com Mucuripe (parceria com Belchior).
A partir de então, Fagner consegue despertar a atenção da imprensa do sudeste, sendo suas canções exaustivamente executadas nos bares da capital do país.

Que venha o sucesso

Fagner se muda para o Rio de Janeiro ainda em 1971. No ano seguinte, Mucuripe é gravada por Elis Regina e estoura nas paradas de sucesso do país. No mesmo ano, ele grava a composição num dos lados do segundo compacto simples da série Disco de Bolso, iniciativa do Pasquim; no outro lado do compacto, está Caetano Veloso com A Volta da Asa Branca.
A música Cavalo Ferro é gravada em 1973 no disco Meu Corpo, Minha Embalagem, Tudo Gasto na Viagem, do Pessoal do Ceará, composto de Ednardo, Rodger Rogério, Teti e Cirino.
É em 1973 que Fagner grava o seu primeiro LP, MANERA FRUFRU MANERA, pela Philips. Nele está um dos seus maiores sucessos, a música Canteiros, poema de Cecília Meirelles musicado por Fagner. A música causou polêmica, vez que no disco não havia créditos para a poetisa, constando a autoria apenas de Raimundo Fagner. Após longa batalha na justiça, a família de Cecília Meirelles conseguiu retirar de circulação o disco. Canteiros tem como música incidental Hora do Almoço, de autoria de Belchior, e Águas de Março.
O compositor Fagner já demonstrava desde o primeiro disco a sua versatilidade, conseguindo reunir numa mesma composiçãoBelchior e Tom Jobim, de maneira homogênea, harmônica com o restante do disco. Nara Leão, Bruce Henry e Naná Vasconcelos aparecem no disco com participações especiais.
No piano, a maestria de Ivan Lins. A partir daí, a carreira levanta vôo definitivo. Convidado para compor parte da trilha sonora do filme Joana, A Francesa, de Carlos Diegues, Fagner agrada tanto que logo em seguida é convidado para ir à França a fim de trabalhar com o músico Pierre Barroux e com Naná Vasconcelos. Ele não hesita e abre mão inclusive do contrato com a Philips. A viagem faz com que conheça Pedro Soler e Pepe de La Matrona. Na volta para o Brasil, após algumas dificuldades, Fagner lança o AVE NOTURNA, pela Continental, onde predominam músicas de caráter pessimista. É o ano de 1975. A música FRACASSOS é uma das composições definitivas do LP e virá a ser gravada mais tarde por Cauby Peixoto, em parceria com o próprio Fagner. Outro destaque é uma versão um tanto triste de Riacho do Navio. Nela Fagner consegue mostrar o seu jeito próprio de cantar.
Em 1976, lança o Raimundo Fagner, agora pela gravadora CBS. Neste disco, vê-se momentos de puro rock (ABC), romantismo da melhor qualidade (Conflito, Asa Partida), além de música nordestina (Matinada).
Surpreende a gravação de Sinal Fechado, autoria de Paulinho da Viola. Com um estilo próprio, Fagner dá uma versão nova para uma música que já tinha sido gravada por alguns dos grandes nomes da MPB.
No ano seguinte surge o ORÓS, disco imprevisível, inusitado. Com a produção e arranjo de Hermeto Paschoal, nele pode-se encontrar músicas que dificilmente seriam tocadas na mídia. Apenas Cebola Cortada chega a ser executada nas rádios do país. Músicas como Epigrama n.9, Romanza e Orós, dificilmente cairiam no gosto do imediatismo das rádios.
Em 1978 Fagner lança o Quem Viver Chorará, dedicado por Fagner a Seu Fares e Dona Francisca, “com todo amor que tenho e terei”. É a partir deste disco que ele estoura de vez o mercado fonográfico.
Revelação, composição Clodo e Clésio é tocada exaustivamente nas rádios. Destacam-se também no disco a recriação para As Rosas Não Falam, além de Motivo, Jura Secreta e a participação de Alceu Valença em Punhal de Prata.

Vanguarda ou à frente de seu tempo ?

É por esta época que Fagner teve a oportunidade de criar e dirigir um projeto de grande importância para a MPB: o selo Epic, da CBS, destinado a lançar novos valores. É por este selo que foram lançados Amelinha, Zé Ramalho, Elba Ramalho, Robertinho de Recife, além de artistas como Petrucio Maia, Manassés, entre outros. É também pelo EPIC que é lançado o disco SORO, um encontro de poetas, músicos, compositores, cantores. Fagner consegue reunir num mesmo disco, entre solos instrumentais, declamações e interpretações, nomes a exemplo de Patativa do Assaré, Ferreira Gullar, Geraldo Azevedo, Fausto Nilo, Belchior, Nonato Luiz, Cirino, entre outros.

A crítica se rende. Já não era sem tempo !

Beleza é o título do disco de 1979. A música Noturno foi a abertura sonora da novela Coração Alado da tv Globo. No show para o lançamento do disco no Teatro João Caetano, no Rio, a paixão do público pelo artista se torna evidente no desvairado delírio de aplausos, assobios e frases apaixonadas.
Em 1980, é lançado o disco Raimundo Fagner que contém preciosidades, a exemplo da canção Vaca Estrela e Boi Fubá de Patativa do Assaré. No mesmo LP, músicas como Oh! My Love, música de John Lennon - morto naquele ano - e Yoko Onno, Canção Brasileira, Morena Penha, mostram a versatilidade que sempre foi uma das marcas da carreira de Fagner. A música Eternas Ondas é o grande hit do disco.
O disco de 1981 é o Traduzir-se, lançado no Brasil e na Espanha, com participações de Mercedes Sosa (na gravação definitiva de Años de Pablo Milanés), Manzanita, Joan Manuel Serrat e Camaron de La Isla. Um grande disco. Uma das músicas executadas nas rádios foi Fanatismo, música de Fagner sobre poema de Florbela Espanca. A parceria com Florbela Espanca estaria presente no disco seguinte, com as músicas FUMO e TORTURA.
O disco, de nome Fagner, foi gravado no Hit Factory, mesmo estúdio em que John Lennon gravou o seu último disco (Dolbly Fantasy). Neste momento já choviam críticas ao excesso de autoconfiança presente no homem Fagner. Críticas e até divisões a seu respeito fazem surgir confusões entre músico e pessoa: alguns os reuniam num único ser megalomaníaco e antipático e outros procuravam separar o homem do artista, tentando opinar mais sobre o último. É neste clima que a crítica especializada considera os arranjos do disco, a cargo de Licoln Olivetti, muito sofisticados. Vê-se desde então um certo desprezo da crítica pela obra do cantor: ora desejam um trabalho mais popular e quando o artista faz um trabalho deste tipo pregam um trabalho mais sofisticado. Por trás disto tudo, parece se esconder uma profunda antipatia ao homem Fagner.
O disco possui preciosidades: Qualquer Música é tocada nas rádios, música que tem uma música incidental de nome Fagmania, ondeFagner coloca alguns vocais típicos de seu estilo. Outro destaque é Orós II, de João do Vale, pérola da música nordestina dedicada ao próprio Fagner. A música Pensamento, letra e música de Fagner, é tema da novela Final Feliz da Rede Globo.
O disco Palavra de Amor em 1983 é composto de músicas calmas, românticas. Destacam-se Guerreiro Menino (de Gonzaguinha), Palavra de Amor, Acalanto e Paixão e Prelúdio Para Ninar Gente Grande, clássico de Luiz Vieira. No disco há a participação de Chico Buarque (Contigo) e do Roupa Nova (Palavra deAmor).
O disco A Mesma Pessoa, de 1984, não chega a acontecer conforme o previsto. Apenas a música Cartaz é tocada nas rádios do país.O disco é gravado na Inglaterra e contém belas canções como as músicas Me Leve (poema de Ferreira Gullar musicado por Fagner), Só Você e Um Grande Amor (ambas de Vinícius Cantuária).
No mesmo ano é lançado o disco Luiz Gonzaga e Fagner, pela RCA/VICTOR. Os dois cantam clássicos nordestinos a exemplo de Boiadeiro, Súplica Cearense, O Cheiro de Carolina, Xote das Meninas, entre outras. O disco seguinte chamado Fagner é o último do artista pela CBS, lançado em 1985. Com arranjos de Licoln Olivetti, Wagner Tiso e Reinaldo Arias, o disco é um dos mais bem cuidados. Contém música nordestina (Dono dos Teus Olhos de Humberto Teixeira), romantismo (Sobre a Terra, Tranqüilamente), rock popular (Deixa Viver, Contra-mão - parceria com Belchior -, Bola No Pé, esta última lembrando os Loucos Suingues Tropicais gravada no disco de Robertinho de Recife). O disco tem participações de Chico Buarque (Paroara), Cazuza (Contra-mão) e Beth Carvalho (Te Esperei). As músicas Paroara e Te Esperei podem ser consideradas pérolas da MPB. Destaque ainda no disco para Semente, mais uma música de Fagner sobre um poema, desta vez o poeta é o Mário de Andrade.
A estréia na RCA se dá com o disco também batizado por FAGNER, de 1986. Nas rádios é tocada a música Dona Da Minha Cabeça, de Geraldo Azevedo e Fausto Nilo. Fagner volta a musicar poemas: Afonso Romanno de Sant’anna, em Os Amantes, música de um romantismo bem cuidado e Ferreira Gullar (Rainha da Vida). Destaque para a participação de Gonzaguinha na música Forró do Gonzagão e para as novas versões de Sabiá (Luiz Gonzaga e Zé Dantas) e Como é Grande o Meu Amor Por Você (Roberto Carlos). Há também uma inesperada participação de Isaac Karabtchevisky regendo orquestra em Cantigas, canção de Alberto Nepomuceno e musicada por D.Branca Colaço.
O segundo disco na RCA é o Romance no Deserto, disco de um romantismo mais próximo do popular (o que fez os críticos desejarem a mesma sofisticação antes rejeitada). Além da canção-título (versão de Romance en Durango de Boby Dylan), destacam-se À Sombra de Um Vulcão, Ansiedade e Você Endoideceu Meu Coração. A música Deslizes, de autoria de Michael Sullivan e Paulo Massadas, é tocada exaustivamente em todo o país. Primeiro lugar em todas as paradas de sucesso, a música leva Fagner a uma superexposição na mídia em todo o país. Em seus shows vê-se o delírio, principalmente por parte do público feminino. Ainda em 1987 Fagner participa como ator na minissérie A Rainha da Vida, exibida pela Rede Manchete de Televisão. Na novela Fagner vive um padre em conflito entre o celibato e a volta para um antigo amor. O Padre tem também funções um tanto revolucionárias. Na trilha sonora aparecem Rainha da Vida, Preguiça, Á Sombra de Um Vulcão, além de músicas de Chico Buarque e Milton Nascimento.
Em 1988 aparece o segundo LP feito em parceria com Luiz Gonzaga. Neste, o produtor Fagner procura destacar o lado compositor de Luiz Gonzaga. Constam clássicos como Xamego, Abc do Sertão, Vem Morena e pelo menos duas gravações definitivas: Estrada do Canindé e Amanhã eu Vou. O disco tem participação e co-produção de Gonzaguinha.
Em 1989 é lançado o disco O QUINZE, que serviria de título para um filme homônimo, baseado no romance de Rachel de Queiroz. O disco é o décimo quinto da carreira de Fagner. Destacam-se nas rádios Amor Escondido, Retrovisor, Cidade Nua e Oração de São Francisco. O disco tem a característica de possuir em quase todas as faixas apenas os arranjos em computador de Licoln Olivetti. As participações especiais ficam por conta de Chico Buarque (Joana Francesa, pela segunda vez gravada pelos dois) e Michael Sullivan (numa música inspirada no livro A Doce Canção de Caetana, de autoria de Nélida Piñon).
Em 1991 o versátil Pedras Que Cantam. Fagner mostra a diversidade de sua obra ao gravar músicas tipicamente nordestinas (Pedras Que Cantam, Saudade), boleros (Borbulhas de Amor), além de música sertaneja (Cabecinha no Ombro). A música Pedras Que Cantam é a abertura da novela Pedra Sobre Pedra da Rede globo. Borbulhas de Amor é o grande hit do LP. Destacam-se as participações de Roberta Miranda (Cabecinha no Ombro) e do Roupa Nova (Rio Deserto).
O próximo disco é o Demais, onde Fagner acompanhado de Roberto Menescal regrava clássicos do samba-canção, lançado em 1993. São canções já regravadas à exaustão por diversos artistas, com o agora traço pessoal de Fagner. As interpretações de Ronda e Folha Morta são das mais bonitas até hoje realizadas. Apenas Eu sei Que Vou Te Amar e Brigas são de alguma forma tocadas nas rádios. A parceria com Roberto Menescal rende um disco lançado no Japão, gravado ao vivo durante a despedida de Zico.Com acompanhamento de apenas violões e - em algum momento uma percussão - Fagner visita o início de sua carreira (Canteiros, Último Pau de Arara e Penas do Tiê), passa por grandes sucessos (Revelação, Deslizes, Borbulhas de Amor, As Rosas Não Falam, Guerreiro Menino) e canta músicas do último disco (Eu Sei Que Vou Te Amar, Manhã de Carnaval). O show termina com um inusitado bis para Asa Branca.
O irreverente cantor muda completamente de estilo em Caboclo Sonhador, de 1994. O disco é uma volta às raízes nordestinas, onde destacam-se Lembrança de Um Beijo, Caboclo Sonhador, Minha Vidinha e Cavaleiro da Noite. O disco é um grande sucesso, nem sempre presente na mídia, mas de grande aceitação popular.
É a incursão de Fagner na música nordestina, onde sempre esteve bastante à vontade. Em 1995 surge o Retrato. Disco bem cuidado, marca a volta de Fagner aos seus compositores mais tradicionais, a exemplo de Fausto Nilo, Petrucio Maia, Clodo, Nonato Luiz, entre outros. Infelizmente o disco não tem grande repercussão, apesar de considerado pelos fãs um dos melhores dos últimos anos. Nas rádios, apenas O Amor Riu de Mim, de Altay Veloso. Destaques interessantes são POEIRA, ACORDA, SORRI e TOQUE A MADEIRA.
Neste ano de 1996, Fagner lançou já dois discos. O primeiro é na verdade uma coletânea de músicas típicas nordestinas gravadas por ele na BMG-ARIOLA/RCA, incluindo apenas uma música inédita:Bateu Saudade, forró de letra sofisticada. O disco do ano é o romântico Raimundo Fagner. Não há paralelo entre este e nenhum outro lançado por ele. Os arranjos lembram Nat King Cole em alguns momentos. O repertório é extremamente bem cuidado e inclui pérolas a exemplo de Mucuripe, Pra Quem Não Tem Amor, Letras Negras e Um Vestido e Um Amor. A música Pecado Verde já começa a ser tocada nas rádios do país inteiro.

Mais sobre Fagner: http://www.fagner.com.br/

Hospital em Morada Nova-CE prepara transferência de pacientes

O rio que corta a cidade de Morada Nova (CE) transbordou e 20 pequenos açudes romperam, deixando as ruas alagadas. A água subiu rápido e assustou moradores, que tiveram que correr para tirar objetos de dentro de casa.

Na tentativa de salvar o que restou depois da enchente, muitos se arriscaram na água. Uma criança morreu afogada, e os problemas de saúde aumentaram. “Tem muitas doenças, principalmente tosse, gripe e feridas nos pés”, disse o agricultor Sérgio Menezes. Aos poucos, a água também toma conta do hospital. “A tendência da chuva é aumentar e as águas subirem. A gente já está preparando o hospital regional para transferir pacientes que estão internados para o outra unidade”, disse o médico Abel Barbosa.

Na avenida principal da cidade, prédios de órgãos públicos foram invadidos pela água. Técnicos da Vigilância Sanitária ainda tentam retirar medicamentos do depósito.


Navio
Um navio carregado com 160 toneladas de alimentos partiu nesta quarta-feira (13) de Belém para as áreas atingidas pela cheia dos rios Tapajós e Amazonas. A tripulação é formada por 60 pessoas, incluindo bombeiros, técnicos da Defesa Civil, voluntários e profissionais de saúde.
De acordo com a Defesa Civil paraense, os donativos serão distribuídos para cerca de 50 mil pessoas prejudicadas pelas cheias em 11 municípios do oeste do estado.

Ajuda
Em São Paulo, a Cruz Vermelha tenta encaminhar ajuda às vítimas das cheias no Norte e Nordeste, mas encontra dificuldades. Falta transporte. A entidade pediu ajuda ao Ministério da Defesa e deve receber a resposta ainda nesta quarta-feira (13).

São cinco contêineres no total. Há muito material de limpeza e de higiene, roupas para crianças e para adultos. Há ainda 120 quilos de alimentos e cestas básicas.

"Nossa maior dificuldade é o transporte aéreo", diz a gerente de projetos sociais da Cruz Vermelha, Luciana Mateus. "Existem estados, como o Maranhão, em que só chegam donativos por transporte aéreo. Nós conseguimos o apoio de transportadoras, mas o transporte terrestre só alcança o estado do Piauí e o Ceará."

Filme brasileiro é recebido com aplausos em Cannes


O filme brasileiro "À deriva", de Heitor Dhalia, foi recebido com aplausos em sessão única na noite desta quinta-feira (21) no Festival de Cannes. O longa, estrelado por Débora Bloch, Vincent Cassel e a atriz-mirim Laura Neiva, faz parte da mostra Un Certain Regard, paralela à competição oficial.
"Espero de coração que vocês sejam tocados pelo filme, do mesmo modo que eu fui tocada durante o processo de realização", declarou Bloch antes do início da sessão, que, além do elenco e da equipe técnica, teve a atriz Grazi Massafera, namorada de Reymond, entre os convidados presentes.
"À deriva" conta a história de um casal em crise que viaja a uma casa de praia, em Búzios, para tentar reestruturar o casamento. O escritor francês Matias (Cassel) e Clarice (Bloch) têm três filhos, entre ela a adolescente Filipa (Neiva), que além de lidar com a separação iminente dos pais começa a descobrir sua própria sexualidade na temporada de praia. A garota de 14 anos, encontrada pela equipe de Dhalia no Orkut, é a grande surpresa do filme, com uma atuação onipresente e segura para um primeiro papel. Menos convicente, entretanto, é a participação do elenco de estrangeiros no longa, incluindo Cassel e a atriz norte-americana filha de mãe brasileira Camila Belle, do blockbuster hollywoodiano "10.000 dC". O problema não é propriamente de atuação - vencedor do Cesar de melhor ator em 2009, Cassel é um dos grandes atores franceses de hoje -, mas, por não terem o português como língua nativa, ambos acabam soando deslocados em alguns dos diálogos do filme. Secundário na história, Reyomnd aparece apenas em três sequências do longa, como barman de um restaurante da praia. Duas delas são cenas de amor, sem conteúdo explícito. Descrito por Dhalia - de "O cheiro do ralo" e "Nina" - como o seu filme "mais autoral", "À deriva" tem ainda assim uma história sensível e uma fotografia admirável que pode agradar as plateias internacionais. O longa tem distribuição pelo selo Focus, do estúdio norte-americano Universal.

Cantora Natalie Cole recebe rim novo em Los Angeles


A cantora de R'n'B Natalie Cole, que vem travando uma batalha contra a hepatite C, recebeu um rim novo em Los Angeles e está passando bem, anunciou sua porta-voz nesta quarta-feira (20).
Natalie Cole, que tem 59 anos e é filha do lendário cantor Nat "King" Cole, foi submetida a uma cirurgia no Centro Médico Cedars-Sinai, em Los Angeles, na terça-feira. O rim veio de um doador que morreu, disse a porta-voz em comunicado.
Natalie Cole vinha fazendo diálise três vezes por semana desde setembro, ao mesmo tempo em que fazia turnê mundial para promover seu novo álbum, "Still unforgettable".

De acordo com o comunicado, a cantora passará os próximos três a quatro meses se recuperando da cirurgia, o que a obrigará a adiar sua turnê do verão americano.
Natalie Cole revelou o diagnóstico de hepatite C em julho passado, dizendo que provavelmente contraiu a doença hepática devido ao uso de drogas mais de 30 anos atrás.
A hepatite C é uma doença infecciosa transmitida pelo sangue, que pode causar a inflamação do fígado e, em casos extremos, câncer do fígado. Geralmente é contraída através de transfusões de sangue contaminado ou pela injeção ou inalação de drogas.
Natalie Cole recebeu nove prêmios Grammy numa carreira musical de 30 anos que inclui álbuns como "Everlasting" e "Unforgettable ... With love", no qual, com a ajuda de tecnologia eletrônica, cantou um dueto com seu falecido pai.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O Ébano e o Marfim

Paul McCartney e Stevie Wonder - Ebony and Ivory

Mário Quintana

oooÀs vezes a gente pensa que está dizendo bobagens e está fazendo poesia.

oooTodos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão…Eu passarinho!

ooo O que mais me comove em música
São estas notas soltas-- pobres notas únicas --
Que do teclado arranca o afinador de pianos.

oooQuem fica viúvo é o defunto... Por que este não casa mais.

oooHá noites que eu não posso dormir de remorso por tudo o que eu deixei de cometer.

oooResposta a uma entrevista: - Qual o maior poeta brasileiro atual? - Deixa disso. Nenhum poeta é cavalo de corrida para ser obrigado a chegar em primeiro lugar.

oooCada pessoa pensa como pode ...

ooo Já que existe uma "semana inglesa" aos sábados à tarde, bem poderia haver uma "segunda brasileira de manhã" para a gente curar a ressaca do domingo...

oooAs sereias usam fecho ecler.

oooEssas distâncias astronômicas não são tão grandes assim: basta estenderes o braço e tocar no ombro do teu vizinho.

oooRezar é uma falta de fé: Nosso Senhor bem sabe o que está fazendo.

oooTenho pena da morte - cadela faminta - a que deixamos a carne doente e finalmente os ossos, miseráveis que somos... O resto é indevorável.

oooA gente deve apertar uma campainha com tanta delicadeza como se aperta o umbigo da dona da casa.

ooo Despertador é bom para a gente se virar para o outro lado e dormir de novo.

oooSe eu amo o meu semelhante? Sim. Mas onde encontrar o meu semelhante?

ooo- Por que você nunca se casou? - Por uma simples questão de estatística: há no mundo muito mais viúvas do que viúvos.

oooPor causa tua, quantas más ações deixei de cometer.

oooO que me impressiona, à vista de um macaco, não é que ele tenha sido nosso passado: é este pressentimento de que ele venha a ser nosso futuro.

oooO pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso.

Mário Miranda Quintana (1906/1994), gaúcho de Alegrete, era conhecido como "o poeta das coisas simples". Após a Revolução de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, retornando a Porto Alegre em 1936, ocasião em que foi trabalhar na Livraria do Globo, sob a direção de Érico Veríssimo. Traduziu obras de Proust, Voltaire, Virginia Woolf, Papini e Maupassant. Seus inúmeros livros foram reunidos em um único volume, intitulado Poesias (1962), tendo, depois dessa data, escrito Pé de Pilão, Batalhão das Letras e Apontamentos de História Sobrenatural, dentre outros.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Frases de Gabriel Garcia Marquez

"Um único minuto de reconciliação vale mais do que toda uma vida de amizade."

"O segredo de uma velhice agradável consiste apenas na assinatura de um honroso pacto com a solidão."

"A sabedoria é algo que quando nos bate à porta já não nos serve para nada."

"Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se."

"Quem sabe Deus queira que conheças muita gente enganada antes que conheças a pessoa adequada para que, quando no fim a conheças, saibas estar agradecido."

"O sexo é o consolo que a gente tem quando o amor não nos alcança." (Trecho do livro Memórias de Minhas Putas Tristes)

Veio do poeta Manim, poesia de Luciano Maia.

Do livro Mar e Vento - Luciano Maia - Nascido em Limoeiro do Norte, Ceará, a 7 de janeiro de 1949. Advogado, Mestre em Literatura pela UFC. Cônsul Honorário da Romênia em Fortaleza.

SEMPRE

Também as manhãs
de primavera
os dias de verão
as tardes de outono
as noites de inverno
também as horas
que se perderam de nós
os encontros que se anunciaram
e não aconteceram
os entes queridos que sem
querer nos deixaram
os amigos que nos abandonaram
as quedas que sofremos
as alegrias quase felicidade
contam ao final da nossa vida
e desde agora nos ajudam a compreender
o mundo em que nascemos
vivemos e de onde um dia
iremos embora.
Estamos de chegada e de partida.
Sempre.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Susan Boyle e o autor de " O Fantasma da Ópera".

O compositor e produtor musical Andrew Lloyd Weber já decidiu quem será a estrela de um de seus próximos espetáculos: Susan Boyle, a desempregada escocesa de 48 anos que se tornou hit em todo o mundo graças à sua voz.
Segundo o jornal britânico "The Sun", o autor de musicais como "O fantasma da ópera" e "Cats" tornará realidade o sonho de Boyle, que encantou a todos com sua apresentação no programa "Britain's got talent" e ganhou rapidamente a internet.

"É uma pessoa maravilhosa e uma grande fã dos meus espetáculos. Se quiser estar em um deles, é algo que pode ocorrer", afirmou o compositor em declarações ao jornal. "Acho que sei que papel ela pode interpretar, mas não vou dizer. Susan tem um grande futuro", completou Lloyd Weber.
O "Sun" garante que Lloyd Weber almoçou no último fim de semana em Los Angeles com Simon Cowell, diretor do programa de TV que deu fama mundial a Boyle, para falar sobre o futuro da cantora escocesa.
O compositor disse não ter visto sua interpretação da canção "I dreamed a dream", do musical "Les Miserables", mas assegura que já tinha visto ela cantar no ano de 1995, quando participou de outro programa. A apresentação mais recente de Boyle já teve mais de 56 milhões de visitas no site de vídeos YouTube.

Fontes da indústria citadas pelo "The Sun" afirmam que a ideia de Lloyd Weber é que Boyle participe de "Evita", um dos grandes papéis interpretados por Elaine Paige, referência para a escocesa.
Até surgir à fama, Susan dedicava seu tempo como voluntária em uma igreja de Blackburn, pequena localidade próxima a Edimburgo, capital escocesa. Ela ainda vive apenas com seu gato Peebles, mas agora é muito assediada pela imprensa.

Florbela Espanca

Biografia

Mesmo antes de seu nascimento, a vida de Florbela Espanca já estava marcada pelo inesperado, pelo dramático, pelo incomum.
Seu pai, João Maria Espanca era casado com Maria Toscano. Como a mesma não pôde dar filhos ao marido, João Maria se valeu de uma antiga regra medieval, que diz que quando de um casamento não houver filhos, o marido tem o direito de ter os mesmos com outra mulher de sua escolha. Assim, no dia 8 de dezembro de 1894 nasce Flor Bela Lobo, filha de Antónia da Conceição Lobo. João Maria ainda teve mais um filho com Antónia, Apeles. Mais tarde, Antónia abandona João Maria e os filhos passam a conviver com o pai e sua esposa, que os adotam.
Florbela entra para o curso primário em 1899, passando a assinar Flor d’Alma da Conceição Espanca. O pai de Florbela foi em 1900 um dos introdutores do cinematógrafo em Portugal. A mesma paixão pela fotografia o levará a abrir um estúdio em Évora, despertando na filha a mesma paixão e tomando-a como modelo favorita, razão pela qual a iconografia de Florbela, principalmente feita pelo pai, é bastante extensa.
Em 1903, aos sete anos, faz seu primeiro poema, A Vida e a Morte. Desde o início é muito clara sua precocidade e preferência a temas mais escusos e melancólicos.
Em 1908 Antônia Conceição, mãe de Florbela, falece. Florbela então ingressa no Liceu de Évora, onde permanece até 1912, fazendo com que a família se desloque para essa cidade. Foi uma das primeiras mulheres a ingressar no curso secundário, fato que não era visto com bons olhos pela sociedade e pelos professores do Liceu. No ano seguinte casa-se no dia de seus 19 anos com Alberto Moutinho, colega de estudos.
O casal mora em Redondo até 1915, quando regressa à Évora devido a dificuldades financeiras. Eles passam a morar na casa de João Maria Espanca. Sob o olhar complacente de Florbela ele convive abertamente com uma empregada, divorciando-se da esposa em 1921 para casar-se com Henriqueta de Almeida, a então empregada.
Voltando a Redondo em 1916, Florbela reúne uma seleção de sua produção poética de 1915 e inaugura o projeto Trocando Olhares, coletânea de 88 poemas e três contos. O caderno que deu origem ao projeto encontra-se na Biblioteca Nacional de Lisboa, contendo uma profusão de poemas, rabiscos e anotações que seriam mais tarde ponto de partida para duas antologias, onde os poemas já devidamente esclarecidos e emendados comporão o Livro de Mágoas e o Livro de Soror Saudade.
Regressando a Évora em 1917 a poetisa completa o 11º ano do Curso Complementar de Letras, e logo após ingressa na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Após um aborto involuntário, se muda para Quelfes, onde apresenta os primeiros sinais sérios de neurose. Seu casamento se desfaz pouco depois.
Em junho de 1919 sai o Livro de Mágoas, que apesar da poetisa não ser tão famosa faz bastante sucesso, esgotando-se rapidamente. No mesmo ano passa a viver com Antônio Guimarães, casando-se com ele em 1921. Logo depois Florbela passa a trabalhar em um novo projeto que a princípio se chamaria Livro do Nosso Amor ou Claustro de Quimeras. Por fim, torna-se o Livro de Soror Saudade, publicado em janeiro de 1923.
Após mais um aborto separa-se pela segunda vez, o que faz com que sua família deixe de falar com ela. Essa situação a abalou muito. O ex-marido abriu mais tarde em Lisboa uma agência, “Recortes”, que enviava para os respectivos autores qualquer nota ou artigo sobre ele. O espólio pessoal de Antônio Guimarães reúne o mais abundante material que foi publicado sobre Florbela, desde 1945 até 1981, ano do falecimento do ex-marido. Ao todo são 133 recortes.
Em 1925 Florbela casa-se com Mário Lage no civil e no religioso e passa a morar com ele, inicialmente em Esmoriz e depois na casa dos pais de Lage em Matosinhos, no Porto.
Passa a colaborar no D. Nuno em Vila Viçosa, no ano de 1927, com os poemas que comporão o Charneca em Flor. Em carta ao diretor do D. Nuno fala da conclusão de Charneca em Flor, e fala também da preparação de um livro de contos, provavelmente O Dominó Preto.
No mesmo ano Apeles, irmão de Florbela, falece em um trágico acidente, fato esse que abalou demais a poetisa. Ela aferra-se à produção de As Máscaras do Destino, dedicando ao irmão. Mas então Florbela nunca mais será a mesma, sua doença se agrava bastante após o ocorrido.
Começa a escrever seu Diário de Último Ano em 1930. Passa a colaborar nas revistas Portugal Feminino e Civilização, trava também conhecimento com Guido Batelli, que se oferece para publicar Charneca em Flor. Florbela então revê em Matosinhos as provas do livro, depois de tentar o suicídio, período em que a neurose se agrava e é diagnosticado um edema pulmonar.
Em dois de dezembro de 1930, Florbela encerra seu Diário do Último Ano com a seguinte frase: “… e não haver gestos novos nem palavras novas.” Às duas horas do dia 8 de dezembro – no dia do seu aniversário Florbela D’Alma da Conceição Espanca suicida-se em Matosinhos, ingerindo dois frascos de Veronal. Algumas décadas depois seus restos mortais são transportados para Vila Viçosa, “… a terra alentejana a que entranhadamente quero”.

Amar

Eu quero amar, amar perdidamente!

Amar só por amar:aqui....além...

Mais Este e Aquele, ou Outro e toda a gente...

Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!

Prender ou desprender? É mal? É bem?

Quem disser que se pode amar alguém

Durante a vida toda é porque mente!

Há uma primavera em cada vida:

É preciso cantá-la assim florida,

Pois se Deus nos deu a voz, foi para cantar!

E se um dia eu hei de ser pó, cinza e nada

Que seja a minha noite uma alvorada,

Que me saiba perder... pra me encontrar...

Florbela Espanca

Chico por Bethania - Olhos nos olhos.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Você me corta um verso, eu faço outro.

Roda Viva - Chico e MPB 4

Martin Scorsese vai dirigir filme sobre a vida de Frank Sinatra

O cineasta premiado com o Oscar Martin Scorsese vai dirigir o filme feito para o cinema sobre a movimentada vida do lendário Frank Sinatra, apelidado por multidões de fãs de "Ol' Blue Eyes" (Velhos Olhos Azuis), anunciou a Universal Pictures.
Ainda não foi divulgado quem fará o papel de Sinatra, provavelmente o cantor mais popular de sua era e que também encontrou ouro nas bilheterias com atuações como a que lhe valeu um Oscar em 1953 por "A um passo da eternidade".
Sinatra já foi retratado na televisão por Philip Casnoff numa minissérie de 1992 e por Ray Liotta no telefilme da HBO "Os maiorais", de 1998.
Mas o filme de Scorsese, "Sinatra", será o primeiro a retratar a vida do artista num longa-metragem feito para a tela grande.
O projeto, no qual a filha de Sinatra, Tina, será produtora executiva, foi anunciado um dia antes do aniversário da morte do cantor e ator ícone, que morreu em 1998, de ataque cardíaco, aos 82 anos.
As negociações com os herdeiros de Sinatra levaram vários anos, enquanto a família discutia a melhor maneira de relatar sua história.


Clássicos
Frank Sinatra fez sua primeira gravação em 1939 e continuou a gravar quase até sua morte, tendo sido responsável por clássicos como "Strangers in the night" e "My way".

"My way" virou sua marca registrada e o tema de uma vida durante a qual ele bebeu e fumou muito, conviveu com um grupo de outros astros de Hollywood que ganhou o apelido de "Rat Pack", relacionou-se com algumas das mulheres mais belas e dos políticos mais influentes do mundo e desentendeu-se continuamente com a imprensa.

A Universal disse que conseguiu os direitos sobre a música e a história da vida de Sinatra da Frank Sinatra Enterprises, uma joint venture formada pelos herdeiros de Sinatra e o Warner Music Group, e então comprou o projeto do filme da Mandalay Pictures, de Peter Guber, que já vinha desenvolvendo o projeto havia vários anos.

"Meu pai tinha grande admiração pelo talento das pessoas com as quais escolhia trabalhar, e as pessoas talentosas que trabalhavam com meu pai tinham grande admiração por ele", disse Tina Sinatra em comunicado à imprensa.

"Agrada a mim, pessoalmente, que esse paradigma continue com Marty Scorsese na direção do filme sobre Sinatra."

O roteirista indicado ao Oscar Phil Alden Robinson, que escreveu "Campo dos sonhos", está redigindo o roteiro.
Nascido em Hoboken, Nova Jersey, em 1915, Frank Sinatra fez mais de 1.400 gravações musicais e atuou em 58 filmes.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Afaste-se dos porquinhos!!!

Ex-ministro da saúde falando sobre a nova gripe...

Luís de Camões - Soneto 11. Sugestão do poeta Manim.

Soneto musicado por Renato Russo entrelaçado com "I Coríntios 13". Adaptados e gravados em música pelo grupo brasiliense Legião Urbana com o título Monte Castelo.

Veja em: http://www.youtube.com/watch?v=AKqLU7aMU7M

amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.

é um não querer mais que bem querer;
é andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.

é querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata lealdade.

mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?